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DO QUE NECESSITAMOS PARA VIVER BEM?

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 Neste final de semana assisti no Netflix ao filme “Minimalismo – um documentário sobre coisas importantes”, e fiquei bastante impactada com a proposta e com os depoimentos dos personagens vivendo de forma absolutamente simples. Algumas perguntas ficaram martelando a minha cabeça: _ “O que de fato precisamos para viver? O que estamos comprando? É aceitação, afeto, ou simplesmente, estamos perdidos, e na dúvida vamos seguindo comprando o que todos compram?

Muito se discute na internet e nas mídias sociais que estamos vivendo a era do “aparecer”, e por isso, “precisamos ter”. É “necessário” ter mesmo o que não nos cai bem, não nos agrada, mas nos eleva o status, mas nos coloca na onda, nos faz pertencer ao grupo dos “felizes proprietários”. Será mesmo?

Waldemar Magaldi no seu livro “Dinheiro, Saúde e Sagrado”, diz que vivemos “situações que levam uma grande parte de pessoas irem ao shopping para comprar o que não precisam com o dinheiro que não possuem com intuito de impressionar quem não conhece”.

Por outro lado, no final do ano passado foi lançado um imóvel em uma região nobre de São Paulo, o menor apartamento da cidade! Ele terá 10m2, e não tem erro de digitação não, são mesmo dez metros quadrados, onde a proposta é que se tenha um ambiente multi-funcional (quarto, sala e cozinha) e um banheiro ocupando esse espaço. Poderíamos dizer que seria um empreendimento com pouca chance de sucesso, mas surpreendentemente existe uma fila de espera com mais de 140 pessoas para adquirir uma das 111 unidades!

Vendo essas duas situações opostas, de um lado de uma excessiva abundância na ânsia de ser notado, e do outro lado esse imóvel minúsculo despertando enorme interesse, será que poderíamos aplicar o conceito que Jung chama de “enantiodromia” fazendo uma referência a Heráclito, o primeiro a esboçar o conceito de “função reguladora dos contrários”?

Enatiodromia significa “correr para o outro oposto” ou “ir para o contrário”. Aplicando esse conceito à dinâmica energética, podemos compreender que quando há uma excessiva concentração energética em um extremo, isto é, a uma dada postura da consciência, a energia tende fluir ou buscar o ponto oposto como uma forma de manter o equilíbrio.

No documentário citado fica evidente esse movimento por parte dos personagens apresentados, onde todos tinham uma vida com muita acumulação de bens, com gastos excessivos, e todos migraram para o lado oposto, onde o minimalismo de fato passa a ser a tônica da vida, e fazem da divulgação deste conceito, uma meta e um propósito de vida.

Jung nos diz que ambos os opostos são ruins, pois quando estamos enraizados ou usando a expressão que ele se refere, “endeusados” por um dos lados, estamos de fato negando a existência do lado contrário, e isso não é bom!

Neste ponto convido você a pensar a respeito, será que poderíamos adotar um caminho do meio, pois eu particularmente não me vejo resumindo tudo que tenho na vida a 2 bolsas de viagem, como um dos personagens do documentário, mas tenho certeza de que também não preciso dos excessos que tenho em casa! E você como se sente em relação a isso?

Ao longo do documentário me deparei com uma outra coisa que me encantou, mais até do que a vida espartana dos seus personagens: o contato dos personagens com sua audiência! O filme mostra a evolução do público interessado nas palestras ministradas por eles, começando por uma audiência de um dígito e chegando numa audiência de quatro ou cinco dígitos, evidenciando assim que há, de fato, um incômodo nas pessoas pelo excesso de consumo, e ao mesmo tempo pelo vazio existencial que isso esconde! E ao final das palestras esses dois palestrantes gostam de abraçar os participantes, conversam sobre questões relativas ao excesso de consumo e sobre o que isso representa na vida de cada um.

Sigo nessa reflexão, pois no consumo excessivo comumente falamos que pode encobrir um vazio interno, uma carência de afeto, uma falta de sentido, ao mesmo tempo que busca o pertencimento.

No entanto, se olharmos para os palestrantes do documentário, fica claro que eles também estão, de certa forma, buscando a aprovação, seja na ânsia de angariar mais adeptos ou na troca de abraços ao final das palestras, pois quando isso ocorre é como uma recarga de energia, é algo muito interessante de observar! Eles vão de carro até os locais onde ministram as palestras, abastecem o carro, e se reabastecem na troca de carinho e de afeto, o que para nós brasileiros é algo usual, para a cultura americana esse contato físico só é comum entre pessoas mais íntimas. E, por fim, vale lembrar que o título do filme é “Minimalismo – um documentário sobre coisas importantes”, ou seja, eles colocam em destaque que precisamos de uma vida minimalista do ponto de vista de bens materiais, mas abundante do ponto de vista de afeto.

Lucia Navarro

Psicoterapeuta junguiana, membro analista em formação pelo IJEP

(*) Artigo publicado na página de artigos do IJEP, para acessar todos os artigos clique neste link www.ijep.com.br 

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Uber – Nova carreira ou plano “B”?

Uber

Eu, assim como inúmeras pessoas, virei fã do Uber! Por vários motivos, desde seu preço atrativo até sua ideia inovadora!

Mas, como trabalho com orientação de carreira, coaching, e me julgo uma eterna aprendiz das questões humanas, tenho feito uma pequena “pesquisa” durante os trajetos que faço de Uber, e que se resume basicamente nas seguintes perguntas: “quanto tempo você está no Uber?” e “o que te levou para Uber?”.

Nas minhas andanças tenho observado que, em geral, as respostas são: “estou há pouco tempo(meses ou dias)” e “fiquei desempregado ou estou complementando minha renda”.

Ou seja, segundo minha “pesquisa”, o Uber virou um “plano B”!

E, como não poderia deixar de ser, nessas viagens tenho tentado exercitar o meu lado coach, e ao mesmo tempo, tornar a viagem um pouco mais produtiva, pelo menos na minha visão! Ou seja, tenho feito um “coaching express”, no sentido de fazer o(a) motorista refletir sobre seus potenciais, seus diferenciais, se preparar para quando o mercado voltar a ser crescer. Dou meu cartão, me ofereço para compartilhar algumas orientações.

Na última viagem que fiz de Uber, do aeroporto de Congonhas para casa, descobri que em São Paulo temos 25.000 carros credenciados, e que até a dezembro a meta é de 30.000. Ou seja, se a minha pesquisa amadora estiver certa, temos um volume significativo de pessoas fazendo do Uber a sua “tábua de salvação”!

Mas, fiquei refletindo sobre como nos preparamos para as adversidades que se apresentam, seja um desemprego, uma aposentadoria ou uma queda significativa de faturamento. Será que não deveríamos ter sempre um plano “b, c e d”?

Já virou meio “piegas” falar que crise faz despertar nossa criatividade, ou como dizia minha mãe: “necessidade faz sapo pular”, mas creio que seja por aí mesmo, quando nos deparamos com situações críticas, temos que buscar novos talentos e habilidades que sequer supúnhamos ter. E aí chegamos num ponto essencial, que é o autoconhecimento!

O autoconhecimento é um caminho que precisamos trilhar, e uma vez iniciado jamais o terminaremos, pois sempre descobriremos novos horizontes, novas possibilidades, e isso é fascinante! Se estivermos atentos a nos conhecermos de fato, a nos desafiarmos continuamente, descobriremos facetas que podem nos levar a outro patamar! Façamos isso!

Deixo aqui um pedido, quem quiser enriquecer minha “pesquisa” sobre o que levou a pessoa para o Uber ou quais são seus planos “b,c,…” que você tem, e puder compartilhar ficarei muito feliz”

E vamos em frente com o alfabeto… b,c,d,e…. !

Uber – Nova Carreira ou Plano “B”?

Uber

Eu, assim como inúmeras pessoas, virei fã do Uber! Por vários motivos, desde seu preço atrativo até sua ideia inovadora!

Mas, como trabalho com orientação de carreira, coaching, e me julgo uma eterna aprendiz das questões humanas, tenho feito uma pequena “pesquisa” durante os trajetos que faço de Uber, e que se resume basicamente nas seguintes perguntas: “quanto tempo você está no Uber?” e “o que te levou para Uber?”.

Nas minhas andanças tenho observado que, em geral, as respostas são: “estou há pouco tempo(meses ou dias)” e “fiquei desempregado ou estou complementando minha renda”.

Ou seja, segundo minha “pesquisa”, o Uber virou um “plano B”!

E, como não poderia deixar de ser, nessas viagens tenho tentado exercitar o meu lado coach, e ao mesmo tempo, tornar a viagem um pouco mais produtiva, pelo menos na minha visão! Ou seja, tenho feito um “coaching express”, no sentido de fazer o(a) motorista refletir sobre seus potenciais, seus diferenciais, se preparar para quando o mercado voltar a ser crescer. Dou meu cartão, me ofereço para compartilhar algumas orientações.

Na última viagem que fiz de Uber, do aeroporto de Congonhas para casa, descobri que em São Paulo temos 25.000 carros credenciados, e que até a dezembro a meta é de 30.000. Ou seja, se a minha pesquisa amadora estiver certa, temos um volume significativo de pessoas fazendo do Uber a sua “tábua de salvação”!

Mas, fiquei refletindo sobre como nos preparamos para as adversidades que se apresentam, seja um desemprego, uma aposentadoria ou uma queda significativa de faturamento. Será que não deveríamos ter sempre um plano “b, c e d”?

Já virou meio “piegas” falar que crise faz despertar nossa criatividade, ou como dizia minha mãe: “necessidade faz sapo pular”, mas creio que seja por aí mesmo, quando nos deparamos com situações críticas, temos que buscar novos talentos e habilidades que sequer supúnhamos ter. E aí chegamos num ponto que pra mim é essencial, que é o autoconhecimento!

O autoconhecimento é um caminho que precisamos trilhar, e uma vez iniciado jamais o terminaremos, pois sempre descobriremos novos horizontes, novas possibilidades, e isso é fascinante! Se estivermos atentos a nos conhecermos de fato, a nos desafiarmos continuamente, descobriremos facetas que podem nos levar a outro patamar! Façamos isso!

Deixo aqui um pedido, quem quiser enriquecer minha “pesquisa” sobre o que levou a pessoa para o Uber ou quais são seus planos “b,c,…”, e quiser/puder compartilhar comigo ficarei muito feliz!

E vamos em frente com o alfabeto… b,c,d,e…. !

Gostar do trabalho vs Só trabalhar no que gosta! (*)

I love my job

Confúcio diz “Escolha um trabalho que você ame e não terá de trabalhar um único dia de sua vida”, e eu acredito muito que devemos procurar atuar na área que nos é mais afim, pois assim produziremos mais, com maior qualidade, e para fazermos bem essa escolha o autoconhecimento é fundamental!

Quando aprofundamos no autoconhecimento sabemos onde nos diferenciamos, onde estão nossos potenciais, nossas fortalezas, e os pontos que precisamos desenvolver, e podemos inclusive buscar uma atividade que estimule esse desenvolvimento, ou que tire partido das nossas capacidades.

Creio também que, podemos direcionar nossa carreira para atividades que tenham a ver com nosso perfil, com nossos anseios, nosso momento de vida, nossos interesses, etc.

Entretanto, existe uma tendência que observo nas redes sociais, nas sessões de coaching, nas conversas com amigos, onde as pessoas estão frequentemente insatisfeitas com seu trabalho, pois se vêem obrigadas a fazer coisas que não gostam!

E, quando mergulhamos mais fundo nesta questão, descobrimos que na verdade a maioria das pessoas gostam do que faz, mas não 100% do tempo! E é justamente isso que precisamos repensar!

Será que existe alguma atividade que seja prazerosa 100% do tempo? Será que quando estamos desgostosos do nosso trabalho, não pode ser porque estamos cansados e precisando de férias? Será que a percepção ruim que temos do trabalho não pode ser uma visão equivocada ou até limitada?

Pois, desde que temos um pouco de consciência, em nenhuma atividade que desempenhamos na vida só obtivemos prazer!

Quando pequenos estudantes, temos aulas daquelas matérias que nos encantam, mas também precisamos nos dedicar a outras não tão prazerosas, isso sem contar nas provas que sempre são momentos tensos!

Essa dinâmica se estende por todo o nosso período escolar, inclusive na faculdade! Por mais que seja um curso que você escolheu, isso não significa que todas as disciplinas o encantem!

E quando chegamos no mundo corporativo acreditamos que tudo deva ser diferente? Não seria essa uma visão romântica, utópica ou imatura? Ou talvez, uma combinação de todas as opções?

Comecei a trabalhar muito cedo, e sempre gostei muito de trabalhar, mas nem tudo que fiz até hoje me deu absoluto prazer!

Quando trabalhava no mundo corporativo, várias vezes tive que conviver com clientes difíceis, participar de reuniões improdutivas, projetos complicados, preencher relatórios de despesas, e outras atividades! Mas, entendia que isso era o chamado “ossos do ofício”, ou seja, nem tudo eram flores, tinham alguns espinhos pelo caminho!

Portanto, acredito que precisamos fazer uma diferenciação entre aquele trabalho que tem uma parcela da qual não gostamos ou não nos dá prazer, daquele trabalho onde a satisfação é esporádica e efêmera.

Se não soubermos fazer essa análise com cuidado, cairemos na vala comum de acharmos que precisamos trocar de emprego, sempre na ânsia de buscarmos algo que nos dê mais prazer, mas depois de 2 ou 3 meses cairemos na mesma situação, e ficaremos nesse ciclo vicioso.

Um bom exercício é pensar o que você faz bem, o que te dá orgulho em fazer, o que faz o seu olho brilhar, em seguida avalie se seu trabalho atual lhe dá espaço para realizar essas atividades.

Caso não dê, vale uma segunda etapa nessa análise, o que você pode fazer para buscar isso na sua atual função ou empresa?

As empresas hoje, na sua maioria, permitem a seus funcionários uma mobilidade interna muito interessante, e antes de irmos para o mercado de trabalho precisamos esgotar as capacidades internas, pois lá as pessoas já conhecem o nosso trabalho, sobretudo se isso implicar numa mudança de carreira, pois nada melhor do que trocarmos de área onde já somos reconhecidos, e falo isso por experiência própria!

Enfim, reflita e seja feliz com suas escolhas, sejam elas quais forem!

(*) Este texto foi publicado na revista Líder Coach – edição de novembro/15.(REVISTA LÍDER COACH Revista Líder Coach NOVEMBRO DE 2015 #11)

 

Carreira & Redes Sociais (*)

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Em geral, temos muita preocupação com a nossa carreira, queremos progredir, ter mais responsabilidades, mais autonomia, ser mais respeitado no mercado, crescer em todos os sentidos, seja no organograma da empresa, como também, na conta bancária.

Enquanto estamos em posições mais técnicas, é comum contarmos com nossos gestores para nos orientar onde devemos ir, quais habilidades/competências precisamos desenvolver, e gostamos de saber que temos um caminho interessante e motivador a percorrer dentro da organização ou no mercado de trabalho.

Mas, mesmo contando com a ajuda do gestor, penso que não podemos delegar a ninguém a gestão da nossa carreira, pois o nome já diz, é a “nossa” carreira!

É necessário ser protagonista da própria carreira, e isso implica em ser pró-ativo, buscar novos conhecimentos e desafios, pois nenhum gestor promove alguém por fazer sempre a mesma coisa, por melhor que seja o desempenho. Ou se queremos trocar de emprego, o mercado precisa nos conhecer e valorizar o nosso trabalho!

E nesta trajetória é importante considerar várias ferramentas, e entre elas estão as redes sociais. Mas, como toda ferramenta, as redes sociais também precisam ser bem utilizadas, pois podem nos favorecer ou denegrir nossa imagem.

Neste ponto você pode estar pensando que este tema não é para você, pois já tem uma carreira sólida, mais alguns anos irá se aposentar, e com os recursos que dispõe poderá se dedicar a outras atividades, já alcançou tudo que queria, e não quer ou não tem mais para onde progredir na carreira. Em parte pode ter razão mesmo, mas acredito que nosso papel como líder transcende aos nossos interesses individuais, pois somos espelho para muitas pessoas, e não podemos ser um espelho oxidado ou opaco.

Se observarmos, encontraremos inúmeros executivos e líderes que, se quisessem, poderiam sair de cena, ou como se diz no futebol, pendurar suas chuteiras! Mas, ao contrário, são atuantes, compartilham suas experiências, são formadores de opinião! Eu acompanho vários desses executivos nas redes sociais, e aprendo muito com eles.

E, já que falei em “aprender”, vamos falar um pouco sobre como podemos utilizar melhor, e de forma mais prazeirosa as redes sociais disponíveis.

E quais redes são essas a que me refiro? Qual a relevância de cada uma delas? Quais são as formas de tirarmos partido desses canais?

A primeira máxima que não podemos esquecer quando se trata de rede social é que tudo que escrevemos, compartilhamos ou comentamos ajuda a definir quem somos. Portanto, cuidado com o que faz! E não existe diferença entre sua vida privada e sua vida profissional, segundo a Jobvite Plataforma de Recrutamento, 96% dos recrutadores e departamentos de RH utilizam as redes sociais para buscar ou analisar melhor os candidatos, sendo que 87% usam o Linkedin, 55% o Facebook e 47% o Twitter.

Outra informação relevante da Jobvite é que, 54% dos recrutadores mudaram de ideia sobre uma candidato com base em algo que viram em seu perfil nas redes sociais.

Os pontos que mais influenciaram negativamente nessa mudança foram: apologia ao uso de drogas ou álcool, erros gramaticais ou na escrita, citações vulgares ou com conotação sexual. E, se você trabalha ou quer trabalhar nas áreas de comunicação e marketing, a inexistência de perfis nas redes sociais também conta como um ponto negativo a seu respeito.

Por outro lado, as redes sociais podem ajudá-lo a ganhar posições significativas com os recrutadores, e os principais pontos positivos são: compartilhamento de serviços voluntários ou a respeito do seu próprio trabalho/equipe, e engajamento em campanhas nas redes sociais.

Sabemos também que, ter uma equipe excelente é um fator importante para conseguirmos evoluir na carreira, e neste ponto as redes sociais podem contribuir. Pois, para atrair bons candidatos é importante que a sua empresa tenha uma presença relevante nas redes sociais, pois 74% dos candidatos consideram este quesito no momento de avaliar uma proposta ou de buscar uma nova oportunidade de emprego.

Enfim, precisamos nos conscientizar que as redes sociais estão aí e vieram para ficar, e precisamos entrar e usufruir dessa vitrine, mas assim como uma vitrine de loja, precisamos ter cuidado com o que fazemos pois tudo se torna público no momento que publicamos qualquer coisa, para o bem ou para o mal!

Mas, podemos fazer tudo isso de forma divertida e tirando proveito, um ponto interessante é explorar o que cada uma dessas redes pode nos oferecer, como por exemplo, o LinkedIn!

A princípio acreditamos se tratar apenas uma rede social para publicarmos nosso currículo, mas ela é muito mais do que isso! É uma rede onde podemos estabelecer contatos importantes, podemos publicar (sugiro que sejam pequenos textos) a respeito do nosso trabalho ou no nosso expertise, participar de grupos de discussão, seguir empresas que nos interessam, cadastrar um perfil de vaga que temos interesse em conquistar e seremos avisados quando surgir algo, enfim, existem inúmeras formar de explorar e tirar proveito do Linkedin.

No Facebook podemos ter também um mini-currículo, nos conectar com pessoas relevantes, criar ou fazer parte de grupos, seguir empresas ou personalidades que temos interesse. E tem também o twitter, sobre o qual escrevi a respeito na edição anterior da revista.

Existem várias outras redes, mas concentrei nas três mais relevantes para os recrutadores.

E, por último, gostaria de falar que precisamos ter constância e disciplina na medida certa no acesso às redes sociais, não podemos desaparecer, nem tampouco ficar ligado o tempo todo, senão nossa produtividade ficará comprometida! Boas postagens para vocês!

(*) Este texto foi publicado na revista Lider Coach do mês de outubro/2015, caso tenha interesse em ler a revista é só clicar aqui 

 

Desmistificando o Twitter

imageEstou bastante sumida daqui do blog, mas escrevei novos textos em breve!

Enquanto isso, gostaria de compartilhar essa matéria com vocês!

Fui convidada, pelo editor da revista Líder Coach, a escrever um texto explicando um pouco a dinâmica e algumas das vantagens de ter (e usar!) uma conta no twitter!

E estou compartilhando aqui o link da revista para que possam ler não só o meu texto, mas toda a revista!

Caso tenham algum feedback pra mim ficarei muito feliz!

Revista Líder Coach

http://www.joomag.com/magazine/revista-lider-coach-setembro-de-2015-9/0220540001442794674

Mais um ano chega ao fim!

Resolucoes_novo_ano

Eu gosto muito desse período, pois acho que é uma época que renovamos nossa esperança, nossos desejos, nos comprometemos a sermos pessoas melhores, reavaliamos nossa vida e nossas conquistas, e isso é muito importante, pois nos dá sempre uma nova chance de nos aprimorarmos, de buscarmos o que realmente nos faz feliz, com muita alegria e fé!

Como tenho trabalhado muito com a questão dos perfis psicológicos, eu acredito que precisamos nos conhecer cada vez mais, pois assim teremos condições de tirar proveito e potencializar nossos pontos fortes, mas também de descobrir nosso lado mais “obscuro” e desconhecido, com isso estaremos ampliando nossos horizontes e nossa capacidade de ver o mundo, e melhorando nossa visão de mundo e a relação com as pessoas ao nosso redor.

Portanto, meus desejos aqui vão brincar com a tipologia de cada um!

Às pessoas do tipo:

Introvertidas, desejo reflexões profundas e ricas, mas que aprendam a compartilhar cada vez a sua opinião!

Extrovertidos, desejo muita interação com tudo que acontece ao seu redor e com as pessoas com as quais se relaciona, mas saibam contar até 10,20… antes de falar!

Sensação, desejo que degustem, inalem, vejam, toquem, e ouçam tudo com mais nitidez, mas que aprendam a dar asas à imaginação, sem limites ou censuras!

Intuição, desejo que enxerguem novas possibilidades em cada momento, mas que façam da mensuração e concretização dos seus sonhos algo bem prazeroso!

Pensamento, desejo que vejam os prós e contras com mais precisão e objetividade,  mas que aprendam a calçar o sapato do outro para ver onde estão os calos e os desconfortos alheios!

Sentimento, desejo que sejam muito compassivos e busquem harmonizar os ambientes, mas que saibam a ver o mundo com mais objetividade e pragmatismo!

Julgamento, desejo que tenham previsibilidade dos seus dias, mas que se deixem levar “sem lenço e nem documento”!

Percepção, desejo que mostrem seu poder de adaptação e sua flexibilidade ao mundo, mas busquem não deixar tudo para o último minuto!

Mas, sobretudo, desejo que sejam muito felizes e tenham muito sucesso, mas entendo que “felicidade” e “sucesso” são conceitos absolutamente pessoais e subjetivos, e que portanto, dependem do ponto de vista de cada um!

FELIZ ANO NOVO!!!

Os números de 2014

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um bonde de São Francisco leva 60 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 3.500 vezes em 2014. Se fosse um bonde, eram precisas 58 viagens para as transportar.

Clique aqui para ver o relatório completo

Qual é o seu perfil psicológico?

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De janeiro até julho deste ano escrevi uma série de artigos para a Revista Coaching Brasil sobre a teoria dos “Tipos Psicológicos” que foi publicada no livro “Tipos Psicológicos” do Carl Gustav Jung, psiquiatra suiço, em 1921.

Embora a teoria dos tipos psicológicos tenha sido publicada há quase um século, ela continua muito atual, e é cada vez mais difundida nas organizações e nos processos de coaching, pois é uma excelente ferramenta para o autoconhecimento, facilita a comunicação interpessoal, contribui com o desenvolvimento das equipes e com o fortalecimento das lideranças.

Para facilitar a leitura das matérias, incluí esse texto com os links para as todas as matérias, começando com a visão geral da tipologia, onde se aplica e seus benefícios, e depois um texto explicativo para cada componente do tipo psicologico (Extroversão/Introversão, Sensação/Intuição, Pensamento/Sentimento, Julgamento/Percepção), e por fim, um texto que faz uma correlação da tipologia com as carreiras afins:

Visão geral da teoria:  O ponto de vista de cada um 

Foco de energia: Tipos Psicológicos – Extroversão ou Introversão

Coleta de Informações: Tipos Psicológicos – Sensação ou Intuição

Tomada de decisão: Tipos Psicológicos – Pensamento ou Sentimento

Estilo de vida: Tipos Psicológicos – Julgamento ou Percepção

Tipologia & escolha da carreira: Tipos Psicológicos & Escolha da Carreira

Caso queira mais informações, ou tenha interesse em fazer o mbti para conhecer sua tipologia, entre em contato comigo através do email lucianava@uol.com.br.

Tipos Psicológicos & Carreira

Tipos Psicológicos & Carreira

Quais atividades são mais aderentes ao meu perfil? Posso exercer qualquer função que quiser? Como entender qual area/profissão seria mais motivadora? Onde minha produtividade seria maior?

Este texto vai explicar como a combinação das funções psíquicas, principal e auxiliar presentes no seu tipo psicológico, pode ajudar você a entender melhor suas áreas mais produtivas, suas motivações, as atividades que serão mais prazerosas e demandarão um gasto menor de energia. E, poderá também auxiliar o Coach no processo de coaching, a buscar junto com seu coachee quais são as áreas mais afins.

Farei um pequeno resumo dos tipos psicológicos do que foi explicado nas edições anteriores a respeito da teoria dos tipos psicológicos, criada pelo psiquiatra Carl Gustav Jung (1875-1961). Na edição 8(publicada em janeiro/14) escrevi uma visão geral sobre a teoria, que é composta por quatro pares de opostos(quatro escalas):

–       Foco de Energia – determinado pela extroversão(E) quando o foco é no mundo externo, e pela introversão(I) quando o foco é no mundo interior(edição 10 – março/14)

–       Funções Psíquicas de Percepção – determinam a forma como coletamos informações do mundo ao nosso redor, e pode ser através da sensação(S) quando utilizamos os cinco sentidos ou da intuição(N), quando utilizamos o 6o.sentido(edição 11 – abril/14);

–       Funções Psíquicas de Julgamento – referente à forma como tomamos decisão, se através do pensamento(T) ou do sentimento(F) (edição 12 – maio/14);

–       Estilo de Vida – determina qual é a função dominante e como você se relaciona com o mundo exterior, e pode ser identificado pelo julgamento(J) ou pela percepção(P) (edição 13 – junho/14);

O tipo psicológico contem uma letra para cada escala descrita acima(E/I, S/N,T/F, J/P), sendo que as duas letras centrais identificam as funções psíquicas(S/N e T/F), e estas representam as funções principal e auxiliar. Embora na representação do tipo tenhamos apenas duas funções psíquicas (S/N e T/F), as demais funções também estão implícitas em cada perfil, e representam as funções terciária e inferior.

Se a função principal é uma função de “percepção” (S ou N), a função auxiliar será de julgamento (T ou F) e vice-versa. A função principal carrega junto o foco de atitude, se extrovertido ou introvertido.

As funções terciária e inferior são funções pouco desenvolvidas. A terciária é o oposto da função auxiliar e a inferior é oposta à função principal.

A seguir, falarei sobre os pares compostos pelas funções psíquicas presentes em cada tipo, sua dinâmica interna, seus motivadores, e as atividades que são mais atraentes, qual é o tipo de demanda que respondem melhor, as combinações são:

–       ST – Sensação/Pensamento

–       SF – Sensação/Sentimento

–       NT – Intuição/Pensamento

–       NF – Intuição/Sentimento

Destacarei em cada combinação quais são os tipos psicológicos possíveis, sendo que cada um deles tem suas especificidades, mas serão destacadas apenas as suas características comuns.

 

ST – Sensação/Pensamento

Os tipos psicológicos que possuem essa combinação são: ESTJ, ESTP, ISTJ e ISTP.

Os tipos ST gostam de concentrar sua atenção em fatos e os analisam de forma impessoal. Possuem um senso de realização muito forte, e tendem a ser melhor aproveitados em atividades onde a praticidade seja necessária, são conhecidos como grandes gestores/administradores. Gostam de ver de seus projetos serem implementados, possuem uma aptidão forte para planejamento e sistematização de áreas e processos.

Possuem também um senso de justiça muito forte, tem um compromisso com a verdade e com a transparência.

De maneira estruturada poderíamos dizer que os tipos que possuem as funções ST tem as seguintes características:

–       Concentram-se em “fatos”;

–       Lidam com os fatos analisando-os objetivamente e considerando experiências anteriores;

–       São práticos e analíticos;

–       Gostam de exercer atividades que possam ser acompanhadas, medidas, avaliadas de maneira prática e precisa;

–       Encontram um propósito para seus interesses de forma a buscar conhecimentos técnicos sobre fatos e objetos;

–       As profissões mais afins seriam:

o   Ciências aplicadas (ciências que visam resolver o problema de forma prática, ex: matemática aplicada, física aplicada, tecnologia da informação, áreas de Pesquisa&Desenvolvimento, etc);

o   Negócios/Gestão;

o   Administração;

o   Serviços Financeiros;

o   Área jurídica;

o   Economia;

o   Produção;

o   Construção;

 

SF – Sensação/Sentimento

Os tipos psicológicos que possuem essa combinação são: ESFJ, ESFP, ISFJ e ISFP.

Os tipos SF também gostam de concentrar sua atenção em fatos, mas os analisam de forma a atender às necessidades das pessoas. Possuem um senso de realização, mas tendem a ser mais tolerantes e amigáveis. Gostam de profissões que possibilitem uma ajuda prática para outras pessoas, ou tenham uma interação direta com as pessoas, mas gostam de avaliar a contribuição que seu trabalho possibilita na vida dos envolvidos, e tendem de medir esse avanço de forma precisa.

De maneira estruturada poderíamos dizer que os tipos que possuem as funções ST tem as seguintes características:

–       Concentram-se em “fatos”;

–       Lidam com os fatos e como eles podem afetar/atender às necessidades das pessoas;

–       São práticos e compassivos;

–       Encontram um propósito para seus interesses de forma a buscar conhecimentos técnicos para trabalhar em prol das pessoas;

–       As profissões mais afins seriam:

o   Saúde (Médicos, enfermeiros, fisioterapeutas,paramédicos, etc);

o   Serviço social;

o   Serviços Comunitários;

o   Ensino;

o   Área comercial (Vendas);

o   Serviços de Suporte (atendimento à cliente, ouvidoria, suporte técnico);

o   Relações Públicas;

o   Educação Física;

 

NT – Intuição/Pensamento

Os tipos psicológicos que possuem essa combinação são: ENTJ, ENTP, INTJ e INTP.

Os tipos NT gostam de concentrar sua atenção nas possibilidades e no desenvolvimento de conceitos teóricos e técnicos. São lógicos e analíticos, e são conhecidos como visionários e estrategistas. Possuem um senso de inovação muito forte, e portanto, costumam ser inventores, empresários e empreendedores. Podem antecipar tendências de mercado/demanda, com isso, este perfil vai buscar profissões que dêem abertura para a implantação de mudanças.

De maneira estruturada poderíamos dizer que os tipos que possuem as funções NT tem as seguintes características:

–       Concentram-se em “possibilidades”;

–       Lidam com as possibilidades para desenvolver teorias e identificar tendências;

–       São lógicos e analíticos;

–       Encontram um propósito para seus interesses na busca de conhecimentos teóricos e técnicos;

–       As profissões mais afins seriam:

o   Ciências médicas (pesquisa);

o   Pesquisa;

o   Administração(planejamento estratégico);

o   Tecnologia(identificação de tendências, inovação, estratégia);

o   Direito;

o   Engenharia (pesquisa e inovação);

o   Economia(identificação de padrões mais complexos);

o   Publicidade e propaganda;

 

NF – Intuição/Sentimento

Os tipos psicológicos que possuem essa combinação são: ENFJ, ENFP, INFJ e INFP.

Os tipos NF gostam de concentrar sua atenção em possibilidades e os analisam de forma compreender as aspirações alheias. São entusiasmados e costumam ter muitos insights. Estão sempre voltados para o entendimento e a comunicação com o outro, exercendo fortemente a compaixão e a empatia. As atividades/profissões que mais os encantam são aquelas que podem contribuir de forma genuína com o bem estar do outro, sem contudo ter uma preocupação em medir esses avanços, e possuem um forte espírito de “servir”.

De maneira estruturada poderíamos dizer que os tipos que possuem as funções NF tem as seguintes características:

–       Concentram-se em “possibilidades”;

–       Lidam com as possibilidades para melhor entender e ser compreendido pelo outro;

–       São mais compassivos e tolerantes;

–       Encontram seu propósito quando conseguem desenvolver atividades que melhoram a vida do outro;

–       As profissões mais afins seriam:

o   Psicologia;

o   Recursos Humanos;

o   Ensino;

o   Literatura;

o   Teologia;

o   Aconselhamento;

o   Artes e Música;

o   Jornalismo;

o   Filosofia;

o   Saúde;

Esse texto não tem a intenção de ser uma tabela de profissões versus os tipos psicológicos, pois as profissões possuem grande amplitude de atuação, mas o que deve ser observado é o que cada combinação tem como foco, como fator motivador, pois este deve ser o caminho para se buscar profissões/funções/carreiras que darão mais prazer no seu exercício, e que exigirão um menor gasto de energia por aplicar as funções que são mais fortes em cada tipo, e nessa análise o coach pode ser um grande aliado para auxiliar o coachee na construção de um caminho mais promissor.

Com esse texto encerro a série de textos a respeito dos “tipos psicológicos”! Espero ter contribuído com o seu conhecimento a respeito dessa teoria, que a meu ver, pode ser um grande aliado no caminho do autoconhecimento e no processo de coaching!

Esse texto foi publicado na edição 14(julho/14) da Revista Coaching Brasil