Archive for the ‘jung’ Category

DO QUE NECESSITAMOS PARA VIVER BEM?

mnimalism

 Neste final de semana assisti no Netflix ao filme “Minimalismo – um documentário sobre coisas importantes”, e fiquei bastante impactada com a proposta e com os depoimentos dos personagens vivendo de forma absolutamente simples. Algumas perguntas ficaram martelando a minha cabeça: _ “O que de fato precisamos para viver? O que estamos comprando? É aceitação, afeto, ou simplesmente, estamos perdidos, e na dúvida vamos seguindo comprando o que todos compram?

Muito se discute na internet e nas mídias sociais que estamos vivendo a era do “aparecer”, e por isso, “precisamos ter”. É “necessário” ter mesmo o que não nos cai bem, não nos agrada, mas nos eleva o status, mas nos coloca na onda, nos faz pertencer ao grupo dos “felizes proprietários”. Será mesmo?

Waldemar Magaldi no seu livro “Dinheiro, Saúde e Sagrado”, diz que vivemos “situações que levam uma grande parte de pessoas irem ao shopping para comprar o que não precisam com o dinheiro que não possuem com intuito de impressionar quem não conhece”.

Por outro lado, no final do ano passado foi lançado um imóvel em uma região nobre de São Paulo, o menor apartamento da cidade! Ele terá 10m2, e não tem erro de digitação não, são mesmo dez metros quadrados, onde a proposta é que se tenha um ambiente multi-funcional (quarto, sala e cozinha) e um banheiro ocupando esse espaço. Poderíamos dizer que seria um empreendimento com pouca chance de sucesso, mas surpreendentemente existe uma fila de espera com mais de 140 pessoas para adquirir uma das 111 unidades!

Vendo essas duas situações opostas, de um lado de uma excessiva abundância na ânsia de ser notado, e do outro lado esse imóvel minúsculo despertando enorme interesse, será que poderíamos aplicar o conceito que Jung chama de “enantiodromia” fazendo uma referência a Heráclito, o primeiro a esboçar o conceito de “função reguladora dos contrários”?

Enatiodromia significa “correr para o outro oposto” ou “ir para o contrário”. Aplicando esse conceito à dinâmica energética, podemos compreender que quando há uma excessiva concentração energética em um extremo, isto é, a uma dada postura da consciência, a energia tende fluir ou buscar o ponto oposto como uma forma de manter o equilíbrio.

No documentário citado fica evidente esse movimento por parte dos personagens apresentados, onde todos tinham uma vida com muita acumulação de bens, com gastos excessivos, e todos migraram para o lado oposto, onde o minimalismo de fato passa a ser a tônica da vida, e fazem da divulgação deste conceito, uma meta e um propósito de vida.

Jung nos diz que ambos os opostos são ruins, pois quando estamos enraizados ou usando a expressão que ele se refere, “endeusados” por um dos lados, estamos de fato negando a existência do lado contrário, e isso não é bom!

Neste ponto convido você a pensar a respeito, será que poderíamos adotar um caminho do meio, pois eu particularmente não me vejo resumindo tudo que tenho na vida a 2 bolsas de viagem, como um dos personagens do documentário, mas tenho certeza de que também não preciso dos excessos que tenho em casa! E você como se sente em relação a isso?

Ao longo do documentário me deparei com uma outra coisa que me encantou, mais até do que a vida espartana dos seus personagens: o contato dos personagens com sua audiência! O filme mostra a evolução do público interessado nas palestras ministradas por eles, começando por uma audiência de um dígito e chegando numa audiência de quatro ou cinco dígitos, evidenciando assim que há, de fato, um incômodo nas pessoas pelo excesso de consumo, e ao mesmo tempo pelo vazio existencial que isso esconde! E ao final das palestras esses dois palestrantes gostam de abraçar os participantes, conversam sobre questões relativas ao excesso de consumo e sobre o que isso representa na vida de cada um.

Sigo nessa reflexão, pois no consumo excessivo comumente falamos que pode encobrir um vazio interno, uma carência de afeto, uma falta de sentido, ao mesmo tempo que busca o pertencimento.

No entanto, se olharmos para os palestrantes do documentário, fica claro que eles também estão, de certa forma, buscando a aprovação, seja na ânsia de angariar mais adeptos ou na troca de abraços ao final das palestras, pois quando isso ocorre é como uma recarga de energia, é algo muito interessante de observar! Eles vão de carro até os locais onde ministram as palestras, abastecem o carro, e se reabastecem na troca de carinho e de afeto, o que para nós brasileiros é algo usual, para a cultura americana esse contato físico só é comum entre pessoas mais íntimas. E, por fim, vale lembrar que o título do filme é “Minimalismo – um documentário sobre coisas importantes”, ou seja, eles colocam em destaque que precisamos de uma vida minimalista do ponto de vista de bens materiais, mas abundante do ponto de vista de afeto.

Lucia Navarro

Psicoterapeuta junguiana, membro analista em formação pelo IJEP

(*) Artigo publicado na página de artigos do IJEP, para acessar todos os artigos clique neste link www.ijep.com.br 

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Uber – Nova carreira ou plano “B”?

Uber

Eu, assim como inúmeras pessoas, virei fã do Uber! Por vários motivos, desde seu preço atrativo até sua ideia inovadora!

Mas, como trabalho com orientação de carreira, coaching, e me julgo uma eterna aprendiz das questões humanas, tenho feito uma pequena “pesquisa” durante os trajetos que faço de Uber, e que se resume basicamente nas seguintes perguntas: “quanto tempo você está no Uber?” e “o que te levou para Uber?”.

Nas minhas andanças tenho observado que, em geral, as respostas são: “estou há pouco tempo(meses ou dias)” e “fiquei desempregado ou estou complementando minha renda”.

Ou seja, segundo minha “pesquisa”, o Uber virou um “plano B”!

E, como não poderia deixar de ser, nessas viagens tenho tentado exercitar o meu lado coach, e ao mesmo tempo, tornar a viagem um pouco mais produtiva, pelo menos na minha visão! Ou seja, tenho feito um “coaching express”, no sentido de fazer o(a) motorista refletir sobre seus potenciais, seus diferenciais, se preparar para quando o mercado voltar a ser crescer. Dou meu cartão, me ofereço para compartilhar algumas orientações.

Na última viagem que fiz de Uber, do aeroporto de Congonhas para casa, descobri que em São Paulo temos 25.000 carros credenciados, e que até a dezembro a meta é de 30.000. Ou seja, se a minha pesquisa amadora estiver certa, temos um volume significativo de pessoas fazendo do Uber a sua “tábua de salvação”!

Mas, fiquei refletindo sobre como nos preparamos para as adversidades que se apresentam, seja um desemprego, uma aposentadoria ou uma queda significativa de faturamento. Será que não deveríamos ter sempre um plano “b, c e d”?

Já virou meio “piegas” falar que crise faz despertar nossa criatividade, ou como dizia minha mãe: “necessidade faz sapo pular”, mas creio que seja por aí mesmo, quando nos deparamos com situações críticas, temos que buscar novos talentos e habilidades que sequer supúnhamos ter. E aí chegamos num ponto essencial, que é o autoconhecimento!

O autoconhecimento é um caminho que precisamos trilhar, e uma vez iniciado jamais o terminaremos, pois sempre descobriremos novos horizontes, novas possibilidades, e isso é fascinante! Se estivermos atentos a nos conhecermos de fato, a nos desafiarmos continuamente, descobriremos facetas que podem nos levar a outro patamar! Façamos isso!

Deixo aqui um pedido, quem quiser enriquecer minha “pesquisa” sobre o que levou a pessoa para o Uber ou quais são seus planos “b,c,…” que você tem, e puder compartilhar ficarei muito feliz”

E vamos em frente com o alfabeto… b,c,d,e…. !

Uber – Nova Carreira ou Plano “B”?

Uber

Eu, assim como inúmeras pessoas, virei fã do Uber! Por vários motivos, desde seu preço atrativo até sua ideia inovadora!

Mas, como trabalho com orientação de carreira, coaching, e me julgo uma eterna aprendiz das questões humanas, tenho feito uma pequena “pesquisa” durante os trajetos que faço de Uber, e que se resume basicamente nas seguintes perguntas: “quanto tempo você está no Uber?” e “o que te levou para Uber?”.

Nas minhas andanças tenho observado que, em geral, as respostas são: “estou há pouco tempo(meses ou dias)” e “fiquei desempregado ou estou complementando minha renda”.

Ou seja, segundo minha “pesquisa”, o Uber virou um “plano B”!

E, como não poderia deixar de ser, nessas viagens tenho tentado exercitar o meu lado coach, e ao mesmo tempo, tornar a viagem um pouco mais produtiva, pelo menos na minha visão! Ou seja, tenho feito um “coaching express”, no sentido de fazer o(a) motorista refletir sobre seus potenciais, seus diferenciais, se preparar para quando o mercado voltar a ser crescer. Dou meu cartão, me ofereço para compartilhar algumas orientações.

Na última viagem que fiz de Uber, do aeroporto de Congonhas para casa, descobri que em São Paulo temos 25.000 carros credenciados, e que até a dezembro a meta é de 30.000. Ou seja, se a minha pesquisa amadora estiver certa, temos um volume significativo de pessoas fazendo do Uber a sua “tábua de salvação”!

Mas, fiquei refletindo sobre como nos preparamos para as adversidades que se apresentam, seja um desemprego, uma aposentadoria ou uma queda significativa de faturamento. Será que não deveríamos ter sempre um plano “b, c e d”?

Já virou meio “piegas” falar que crise faz despertar nossa criatividade, ou como dizia minha mãe: “necessidade faz sapo pular”, mas creio que seja por aí mesmo, quando nos deparamos com situações críticas, temos que buscar novos talentos e habilidades que sequer supúnhamos ter. E aí chegamos num ponto que pra mim é essencial, que é o autoconhecimento!

O autoconhecimento é um caminho que precisamos trilhar, e uma vez iniciado jamais o terminaremos, pois sempre descobriremos novos horizontes, novas possibilidades, e isso é fascinante! Se estivermos atentos a nos conhecermos de fato, a nos desafiarmos continuamente, descobriremos facetas que podem nos levar a outro patamar! Façamos isso!

Deixo aqui um pedido, quem quiser enriquecer minha “pesquisa” sobre o que levou a pessoa para o Uber ou quais são seus planos “b,c,…”, e quiser/puder compartilhar comigo ficarei muito feliz!

E vamos em frente com o alfabeto… b,c,d,e…. !

Mais um ano chega ao fim!

Resolucoes_novo_ano

Eu gosto muito desse período, pois acho que é uma época que renovamos nossa esperança, nossos desejos, nos comprometemos a sermos pessoas melhores, reavaliamos nossa vida e nossas conquistas, e isso é muito importante, pois nos dá sempre uma nova chance de nos aprimorarmos, de buscarmos o que realmente nos faz feliz, com muita alegria e fé!

Como tenho trabalhado muito com a questão dos perfis psicológicos, eu acredito que precisamos nos conhecer cada vez mais, pois assim teremos condições de tirar proveito e potencializar nossos pontos fortes, mas também de descobrir nosso lado mais “obscuro” e desconhecido, com isso estaremos ampliando nossos horizontes e nossa capacidade de ver o mundo, e melhorando nossa visão de mundo e a relação com as pessoas ao nosso redor.

Portanto, meus desejos aqui vão brincar com a tipologia de cada um!

Às pessoas do tipo:

Introvertidas, desejo reflexões profundas e ricas, mas que aprendam a compartilhar cada vez a sua opinião!

Extrovertidos, desejo muita interação com tudo que acontece ao seu redor e com as pessoas com as quais se relaciona, mas saibam contar até 10,20… antes de falar!

Sensação, desejo que degustem, inalem, vejam, toquem, e ouçam tudo com mais nitidez, mas que aprendam a dar asas à imaginação, sem limites ou censuras!

Intuição, desejo que enxerguem novas possibilidades em cada momento, mas que façam da mensuração e concretização dos seus sonhos algo bem prazeroso!

Pensamento, desejo que vejam os prós e contras com mais precisão e objetividade,  mas que aprendam a calçar o sapato do outro para ver onde estão os calos e os desconfortos alheios!

Sentimento, desejo que sejam muito compassivos e busquem harmonizar os ambientes, mas que saibam a ver o mundo com mais objetividade e pragmatismo!

Julgamento, desejo que tenham previsibilidade dos seus dias, mas que se deixem levar “sem lenço e nem documento”!

Percepção, desejo que mostrem seu poder de adaptação e sua flexibilidade ao mundo, mas busquem não deixar tudo para o último minuto!

Mas, sobretudo, desejo que sejam muito felizes e tenham muito sucesso, mas entendo que “felicidade” e “sucesso” são conceitos absolutamente pessoais e subjetivos, e que portanto, dependem do ponto de vista de cada um!

FELIZ ANO NOVO!!!