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Gostar do trabalho vs Só trabalhar no que gosta! (*)

I love my job

Confúcio diz “Escolha um trabalho que você ame e não terá de trabalhar um único dia de sua vida”, e eu acredito muito que devemos procurar atuar na área que nos é mais afim, pois assim produziremos mais, com maior qualidade, e para fazermos bem essa escolha o autoconhecimento é fundamental!

Quando aprofundamos no autoconhecimento sabemos onde nos diferenciamos, onde estão nossos potenciais, nossas fortalezas, e os pontos que precisamos desenvolver, e podemos inclusive buscar uma atividade que estimule esse desenvolvimento, ou que tire partido das nossas capacidades.

Creio também que, podemos direcionar nossa carreira para atividades que tenham a ver com nosso perfil, com nossos anseios, nosso momento de vida, nossos interesses, etc.

Entretanto, existe uma tendência que observo nas redes sociais, nas sessões de coaching, nas conversas com amigos, onde as pessoas estão frequentemente insatisfeitas com seu trabalho, pois se vêem obrigadas a fazer coisas que não gostam!

E, quando mergulhamos mais fundo nesta questão, descobrimos que na verdade a maioria das pessoas gostam do que faz, mas não 100% do tempo! E é justamente isso que precisamos repensar!

Será que existe alguma atividade que seja prazerosa 100% do tempo? Será que quando estamos desgostosos do nosso trabalho, não pode ser porque estamos cansados e precisando de férias? Será que a percepção ruim que temos do trabalho não pode ser uma visão equivocada ou até limitada?

Pois, desde que temos um pouco de consciência, em nenhuma atividade que desempenhamos na vida só obtivemos prazer!

Quando pequenos estudantes, temos aulas daquelas matérias que nos encantam, mas também precisamos nos dedicar a outras não tão prazerosas, isso sem contar nas provas que sempre são momentos tensos!

Essa dinâmica se estende por todo o nosso período escolar, inclusive na faculdade! Por mais que seja um curso que você escolheu, isso não significa que todas as disciplinas o encantem!

E quando chegamos no mundo corporativo acreditamos que tudo deva ser diferente? Não seria essa uma visão romântica, utópica ou imatura? Ou talvez, uma combinação de todas as opções?

Comecei a trabalhar muito cedo, e sempre gostei muito de trabalhar, mas nem tudo que fiz até hoje me deu absoluto prazer!

Quando trabalhava no mundo corporativo, várias vezes tive que conviver com clientes difíceis, participar de reuniões improdutivas, projetos complicados, preencher relatórios de despesas, e outras atividades! Mas, entendia que isso era o chamado “ossos do ofício”, ou seja, nem tudo eram flores, tinham alguns espinhos pelo caminho!

Portanto, acredito que precisamos fazer uma diferenciação entre aquele trabalho que tem uma parcela da qual não gostamos ou não nos dá prazer, daquele trabalho onde a satisfação é esporádica e efêmera.

Se não soubermos fazer essa análise com cuidado, cairemos na vala comum de acharmos que precisamos trocar de emprego, sempre na ânsia de buscarmos algo que nos dê mais prazer, mas depois de 2 ou 3 meses cairemos na mesma situação, e ficaremos nesse ciclo vicioso.

Um bom exercício é pensar o que você faz bem, o que te dá orgulho em fazer, o que faz o seu olho brilhar, em seguida avalie se seu trabalho atual lhe dá espaço para realizar essas atividades.

Caso não dê, vale uma segunda etapa nessa análise, o que você pode fazer para buscar isso na sua atual função ou empresa?

As empresas hoje, na sua maioria, permitem a seus funcionários uma mobilidade interna muito interessante, e antes de irmos para o mercado de trabalho precisamos esgotar as capacidades internas, pois lá as pessoas já conhecem o nosso trabalho, sobretudo se isso implicar numa mudança de carreira, pois nada melhor do que trocarmos de área onde já somos reconhecidos, e falo isso por experiência própria!

Enfim, reflita e seja feliz com suas escolhas, sejam elas quais forem!

(*) Este texto foi publicado na revista Líder Coach – edição de novembro/15.(REVISTA LÍDER COACH Revista Líder Coach NOVEMBRO DE 2015 #11)

 

Qual é o seu perfil psicológico?

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De janeiro até julho deste ano escrevi uma série de artigos para a Revista Coaching Brasil sobre a teoria dos “Tipos Psicológicos” que foi publicada no livro “Tipos Psicológicos” do Carl Gustav Jung, psiquiatra suiço, em 1921.

Embora a teoria dos tipos psicológicos tenha sido publicada há quase um século, ela continua muito atual, e é cada vez mais difundida nas organizações e nos processos de coaching, pois é uma excelente ferramenta para o autoconhecimento, facilita a comunicação interpessoal, contribui com o desenvolvimento das equipes e com o fortalecimento das lideranças.

Para facilitar a leitura das matérias, incluí esse texto com os links para as todas as matérias, começando com a visão geral da tipologia, onde se aplica e seus benefícios, e depois um texto explicativo para cada componente do tipo psicologico (Extroversão/Introversão, Sensação/Intuição, Pensamento/Sentimento, Julgamento/Percepção), e por fim, um texto que faz uma correlação da tipologia com as carreiras afins:

Visão geral da teoria:  O ponto de vista de cada um 

Foco de energia: Tipos Psicológicos – Extroversão ou Introversão

Coleta de Informações: Tipos Psicológicos – Sensação ou Intuição

Tomada de decisão: Tipos Psicológicos – Pensamento ou Sentimento

Estilo de vida: Tipos Psicológicos – Julgamento ou Percepção

Tipologia & escolha da carreira: Tipos Psicológicos & Escolha da Carreira

Caso queira mais informações, ou tenha interesse em fazer o mbti para conhecer sua tipologia, entre em contato comigo através do email lucianava@uol.com.br.

Tipos Psicológicos & Carreira

Tipos Psicológicos & Carreira

Quais atividades são mais aderentes ao meu perfil? Posso exercer qualquer função que quiser? Como entender qual area/profissão seria mais motivadora? Onde minha produtividade seria maior?

Este texto vai explicar como a combinação das funções psíquicas, principal e auxiliar presentes no seu tipo psicológico, pode ajudar você a entender melhor suas áreas mais produtivas, suas motivações, as atividades que serão mais prazerosas e demandarão um gasto menor de energia. E, poderá também auxiliar o Coach no processo de coaching, a buscar junto com seu coachee quais são as áreas mais afins.

Farei um pequeno resumo dos tipos psicológicos do que foi explicado nas edições anteriores a respeito da teoria dos tipos psicológicos, criada pelo psiquiatra Carl Gustav Jung (1875-1961). Na edição 8(publicada em janeiro/14) escrevi uma visão geral sobre a teoria, que é composta por quatro pares de opostos(quatro escalas):

–       Foco de Energia – determinado pela extroversão(E) quando o foco é no mundo externo, e pela introversão(I) quando o foco é no mundo interior(edição 10 – março/14)

–       Funções Psíquicas de Percepção – determinam a forma como coletamos informações do mundo ao nosso redor, e pode ser através da sensação(S) quando utilizamos os cinco sentidos ou da intuição(N), quando utilizamos o 6o.sentido(edição 11 – abril/14);

–       Funções Psíquicas de Julgamento – referente à forma como tomamos decisão, se através do pensamento(T) ou do sentimento(F) (edição 12 – maio/14);

–       Estilo de Vida – determina qual é a função dominante e como você se relaciona com o mundo exterior, e pode ser identificado pelo julgamento(J) ou pela percepção(P) (edição 13 – junho/14);

O tipo psicológico contem uma letra para cada escala descrita acima(E/I, S/N,T/F, J/P), sendo que as duas letras centrais identificam as funções psíquicas(S/N e T/F), e estas representam as funções principal e auxiliar. Embora na representação do tipo tenhamos apenas duas funções psíquicas (S/N e T/F), as demais funções também estão implícitas em cada perfil, e representam as funções terciária e inferior.

Se a função principal é uma função de “percepção” (S ou N), a função auxiliar será de julgamento (T ou F) e vice-versa. A função principal carrega junto o foco de atitude, se extrovertido ou introvertido.

As funções terciária e inferior são funções pouco desenvolvidas. A terciária é o oposto da função auxiliar e a inferior é oposta à função principal.

A seguir, falarei sobre os pares compostos pelas funções psíquicas presentes em cada tipo, sua dinâmica interna, seus motivadores, e as atividades que são mais atraentes, qual é o tipo de demanda que respondem melhor, as combinações são:

–       ST – Sensação/Pensamento

–       SF – Sensação/Sentimento

–       NT – Intuição/Pensamento

–       NF – Intuição/Sentimento

Destacarei em cada combinação quais são os tipos psicológicos possíveis, sendo que cada um deles tem suas especificidades, mas serão destacadas apenas as suas características comuns.

 

ST – Sensação/Pensamento

Os tipos psicológicos que possuem essa combinação são: ESTJ, ESTP, ISTJ e ISTP.

Os tipos ST gostam de concentrar sua atenção em fatos e os analisam de forma impessoal. Possuem um senso de realização muito forte, e tendem a ser melhor aproveitados em atividades onde a praticidade seja necessária, são conhecidos como grandes gestores/administradores. Gostam de ver de seus projetos serem implementados, possuem uma aptidão forte para planejamento e sistematização de áreas e processos.

Possuem também um senso de justiça muito forte, tem um compromisso com a verdade e com a transparência.

De maneira estruturada poderíamos dizer que os tipos que possuem as funções ST tem as seguintes características:

–       Concentram-se em “fatos”;

–       Lidam com os fatos analisando-os objetivamente e considerando experiências anteriores;

–       São práticos e analíticos;

–       Gostam de exercer atividades que possam ser acompanhadas, medidas, avaliadas de maneira prática e precisa;

–       Encontram um propósito para seus interesses de forma a buscar conhecimentos técnicos sobre fatos e objetos;

–       As profissões mais afins seriam:

o   Ciências aplicadas (ciências que visam resolver o problema de forma prática, ex: matemática aplicada, física aplicada, tecnologia da informação, áreas de Pesquisa&Desenvolvimento, etc);

o   Negócios/Gestão;

o   Administração;

o   Serviços Financeiros;

o   Área jurídica;

o   Economia;

o   Produção;

o   Construção;

 

SF – Sensação/Sentimento

Os tipos psicológicos que possuem essa combinação são: ESFJ, ESFP, ISFJ e ISFP.

Os tipos SF também gostam de concentrar sua atenção em fatos, mas os analisam de forma a atender às necessidades das pessoas. Possuem um senso de realização, mas tendem a ser mais tolerantes e amigáveis. Gostam de profissões que possibilitem uma ajuda prática para outras pessoas, ou tenham uma interação direta com as pessoas, mas gostam de avaliar a contribuição que seu trabalho possibilita na vida dos envolvidos, e tendem de medir esse avanço de forma precisa.

De maneira estruturada poderíamos dizer que os tipos que possuem as funções ST tem as seguintes características:

–       Concentram-se em “fatos”;

–       Lidam com os fatos e como eles podem afetar/atender às necessidades das pessoas;

–       São práticos e compassivos;

–       Encontram um propósito para seus interesses de forma a buscar conhecimentos técnicos para trabalhar em prol das pessoas;

–       As profissões mais afins seriam:

o   Saúde (Médicos, enfermeiros, fisioterapeutas,paramédicos, etc);

o   Serviço social;

o   Serviços Comunitários;

o   Ensino;

o   Área comercial (Vendas);

o   Serviços de Suporte (atendimento à cliente, ouvidoria, suporte técnico);

o   Relações Públicas;

o   Educação Física;

 

NT – Intuição/Pensamento

Os tipos psicológicos que possuem essa combinação são: ENTJ, ENTP, INTJ e INTP.

Os tipos NT gostam de concentrar sua atenção nas possibilidades e no desenvolvimento de conceitos teóricos e técnicos. São lógicos e analíticos, e são conhecidos como visionários e estrategistas. Possuem um senso de inovação muito forte, e portanto, costumam ser inventores, empresários e empreendedores. Podem antecipar tendências de mercado/demanda, com isso, este perfil vai buscar profissões que dêem abertura para a implantação de mudanças.

De maneira estruturada poderíamos dizer que os tipos que possuem as funções NT tem as seguintes características:

–       Concentram-se em “possibilidades”;

–       Lidam com as possibilidades para desenvolver teorias e identificar tendências;

–       São lógicos e analíticos;

–       Encontram um propósito para seus interesses na busca de conhecimentos teóricos e técnicos;

–       As profissões mais afins seriam:

o   Ciências médicas (pesquisa);

o   Pesquisa;

o   Administração(planejamento estratégico);

o   Tecnologia(identificação de tendências, inovação, estratégia);

o   Direito;

o   Engenharia (pesquisa e inovação);

o   Economia(identificação de padrões mais complexos);

o   Publicidade e propaganda;

 

NF – Intuição/Sentimento

Os tipos psicológicos que possuem essa combinação são: ENFJ, ENFP, INFJ e INFP.

Os tipos NF gostam de concentrar sua atenção em possibilidades e os analisam de forma compreender as aspirações alheias. São entusiasmados e costumam ter muitos insights. Estão sempre voltados para o entendimento e a comunicação com o outro, exercendo fortemente a compaixão e a empatia. As atividades/profissões que mais os encantam são aquelas que podem contribuir de forma genuína com o bem estar do outro, sem contudo ter uma preocupação em medir esses avanços, e possuem um forte espírito de “servir”.

De maneira estruturada poderíamos dizer que os tipos que possuem as funções NF tem as seguintes características:

–       Concentram-se em “possibilidades”;

–       Lidam com as possibilidades para melhor entender e ser compreendido pelo outro;

–       São mais compassivos e tolerantes;

–       Encontram seu propósito quando conseguem desenvolver atividades que melhoram a vida do outro;

–       As profissões mais afins seriam:

o   Psicologia;

o   Recursos Humanos;

o   Ensino;

o   Literatura;

o   Teologia;

o   Aconselhamento;

o   Artes e Música;

o   Jornalismo;

o   Filosofia;

o   Saúde;

Esse texto não tem a intenção de ser uma tabela de profissões versus os tipos psicológicos, pois as profissões possuem grande amplitude de atuação, mas o que deve ser observado é o que cada combinação tem como foco, como fator motivador, pois este deve ser o caminho para se buscar profissões/funções/carreiras que darão mais prazer no seu exercício, e que exigirão um menor gasto de energia por aplicar as funções que são mais fortes em cada tipo, e nessa análise o coach pode ser um grande aliado para auxiliar o coachee na construção de um caminho mais promissor.

Com esse texto encerro a série de textos a respeito dos “tipos psicológicos”! Espero ter contribuído com o seu conhecimento a respeito dessa teoria, que a meu ver, pode ser um grande aliado no caminho do autoconhecimento e no processo de coaching!

Esse texto foi publicado na edição 14(julho/14) da Revista Coaching Brasil

Tipos Psicológicos: Pensamento ou Sentimento

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Razão ou sensibilidade? Objetividade ou subjetividade? Justiça ou compaixão? O que faz mais sentido pra você? O que é mais importante? Entendemos que o mundo precisa das duas abordagens, mas qual nos deixa mais à vontade? Se você é coach, como identificar que perfil é mais próximo do seu coachee? A resposta para essas perguntas pode estar relacionada com o tipo psicológico, entender essa preferência pode facilitar as diversas escolhas, e é muito importante trabalharmos o autoconhecimento, ou para entender nossos coachees, pois essa compreensão pode ser muito relevante na condução e no resultado do coaching.

Na edição 8(janeiro/14) escrevi uma visão geral sobre a teoria de tipos criada pelo psiquiatra suiço Carl Gustav Jung(1875-1961), que é composta por quatro pares de opostos:

–       Foco de Energia – determinado pela extroversão(E) quando o foco é no mundo externo, e pela introversão(I) quando o foco é no mundo interior(este tema foi descrito na edição 10 – março/14)

–       Funções Psíquicas de Percepção – determinam a forma como coletamos informações do mundo ao nosso redor, e pode ser através da sensação(S) quando utilizamos os 5 sentidos ou da intuição(N), quando utilizamos o 6o.sentido(este tema foi descrito na edição 11 – abril/14);

–       Funções Psíquicas de Julgamento – referente à forma como tomamos decisão, se através do pensamento(T) ou do sentimento(F) (serão descritas a seguir);

–       Estilo de Vida – determina qual é a função dominante e como você se relaciona com o mundo exterior, e pode ser identificado pelo julgamento(J) ou pela percepção(P) (serão detalhados na edição 13(junho/14);

O tipo psicológico contem uma letra de cada par descrito acima(E/I, S/N,T/F, J/P), sendo que as duas letras centrais do tipo representam as funções psíquicas(S/N e T/F), e representarão as funções principal e auxiliar, e o determinante nessa decisão é a escala de “estilo de vida”(J/P), que detalharei na próxima edição. Embora o tipo psicológico tenha a representação de apenas duas funções, as demais funções também estão implícitas em cada tipo, e representam as funções terciária e inferior.

Se a função principal é uma função de “percepção” (S ou N), a função auxiliar será de julgamento (T ou F) e vice-versa. A função principal carrega em si o foco de atitude, se extrovertido ou introvertido.

As funções terciária e inferior são funções pouco desenvolvidas. A terciária é o oposto da função auxiliar e a inferior é oposta à função principal.

Segundo Jung, a função inferior representa a “sombra”, o lado não desenvolvido. Embora seja a função menos familiar, merece destaque porque atua quando estamos estressados ou cansados, e podemos agir de modo irreconhecível causando estragos.

Essas combinações determinam os 16 tipos psicológicos, cada um com suas suas preferências, potencialidades e fortalezas, mas também, pontos a serem desenvolvidos.

Um dos propósitos da compreensão da tipologia, sua ou do seu coachee, é desenvolver um melhor equilíbrio entre as quatro funções, mas vale lembrar que sempre manteremos nossas preferências ao longo da vida.

A seguir falarei sobre as funções psíquicas de “julgamento”, ou seja, falarei sobre o pensamento(T) e o sentimento (F), também conhecidas como “funções racionais”, e determinam como é o nosso processo de “tomada de decisão”.

Se você leu a edição passada, onde descrevi a sensação e a intuição, e não se reconheceu ou não reconheceu seu coachee totalmente, pode ser que a função principal, sua ou dele, seja pensamento ou sentimento.

Como é uma pessoa cuja função principal é o pensamento? E o sentimento? Como desenvolver melhor as potencialidades de cada função? Como trabalhar com o seu oposto? Caso a função dominante do meu coachee seja o pensamento ou o sentimento, qual a melhor forma de conduzir um processo de coaching?

Como identificar uma pessoa do tipo pensamento?

  • Tem o foco na tarefa;
  • Valoriza a lógica e a racionalidade;
  • É impessoal, mais focado nas coisas/tarefas, do que nas pessoas;
  • Rapidamente sabe os prós e contras do que lhe é apresentado;
  • Tem um compromisso com a verdade e a justiça;
  • Gosta de precisão, rapidez, decisão, com muita objetividade;
  • Capaz de organizar os fatos e as ideias em sequência lógica;
  • Orientado à resultados, não gostam de perder tempo com detalhes desnecessários;
  • Tende a ser mais crítico;
  • Seu lema é “seja breve e bem profissional”;

A melhor forma de abordar uma pessoa tipo pensamento é apresentando seu método de trabalho, de forma breve e concisa, fornecendo a lógica das etapas, oferecendo exemplos específicos e concretos, destacando as tarefas a serem feitas, mostrando quais são os ganhos que serão obtidos.

Ao longo do processo de coaching, lhe dê feedbacks específicos, pontuando os avanços conquistados, com exemplos claros e objetivos.

Como explicado anteriormente, se a pessoa tem a função principal pensamento, sua função inferior será o sentimento, portanto, é importante que busque desenvolver características dessa função para familiarizar-se com ela, e com isso proporcionar um melhor equilíbrio:

  • Estimule seu coachee a reconhecer suas próprias emoções e sentimentos;
  • Peça que observe os seus próprios limites, pois tende a colocar o mundo nas costas;
  • Sugira uma análise entre as críticas e os elogios que faz, se as críticas foram maiores, estimule-o a buscar um equilíbrio;
  • Proponha que se relacione com as pessoas e não com os cargos que ocupam;
  • Estimule-o a buscar a cooperação das pessoas e não o consentimento;
  • Sugira uma atividade física que privilegie a flexibilidade, seja yoga, pilates, alongamento, natação;
  • Proponha que veja ou tire fotos de pessoas, com diferentes feições, e tente identificar a emoção que está presente;
  • Estimule-o a fazer um curso de teatro, onde tenha que desempenhar diferentes papéis;

Vamos agora às características da pessoa cuja função principal é o sentimento:

  • Tem o foco nas relações;
  • Valoriza suas próprias crenças e valores;
  • Suas decisões são personalizadas, subjetivas;
  • Tende a buscar um consenso entre os envolvidos;
  • Tem um compromisso com a harmonia;
  • Gosta de contribuir com o bem estar das pessoas;
  • Tem forte habilidade no trato social;
  • É amigável, acha difícil ser conciso e objetivo;
  • Tende a ter mais compaixão;
  • Seu lema é “ajudar os outros”;

A melhor forma de abordar uma pessoa tipo sentimento é expor de forma ampla o seu método de trabalho, enfatizando as mudanças de comportamento que o coaching e o autoconhecimento promovem. Estimule-o com uso de exemplos ou experiências de outras pessoas, de forma a proporcionar uma agenda mais focada na melhoria dos relacionamentos e mudanças de atitude.

Quando tratar de um feedback enfatize os progressos observados nele, estimule-o a falar sobre suas próprias impressões e reações, nas mudanças de comportamento já percebidos por ele.

E como podemos ajudar uma pessoa com função principal sentimento a desenvolver a sua função pensamento?

  • Estimule-o a dar um feedback de forma racional e precisa;
  • Oriente-o observar os prós e contras, focando na tarefa a ser feita;
  • Incentive-o a ser mais sucinto nas suas interações, focando no tema a ser tratado;
  • Peça que observe que nem todas as pessoas com as quais se relaciona pode vir a ser seu amigo;
  • Proponha que tome uma decisão de negócio de forma objetiva, listando duas ou três opções para serem avaliadas(ex: custos, prazo, facilidade de implementação), dê peso a cada uma elas, e em seguida escolha a melhor pontuada;
  • Oriente-o a se posicionar perante uma situação, sobretudo quando sua opinião for divergente das demais pessoas;
  • Caso queira praticar uma atividade física, sugira que estabeleça um objetivo claro a ser cumprido(correr 5km, ½ maratona, etc.) e estruture um projeto de forma bem precisa, verificando todos os aspectos envolvidos (condicionamento físico, perda de peso, mudança na alimentação, etc.);

Ressalto que não existe um tipo melhor ou pior, pois como podemos observar o mundo precisa de pessoas racionais, que foquem sua mente na tarefa a ser cumprida, com objetividade e justiça, mas precisa também, de pessoas que busquem a harmonia, o consenso, a compaixão.

É importante enfatizar que ambos os tipos pensamento e sentimento, como toda a teoria do Jung, possuem um lado luz e um lado sombra, ou seja, uma pessoa tipo pensamento, se não buscar desenvolver o sentimento, corre o risco de ser muito rígida e impessoal, com ela e com os outros.

Da mesma forma, a pessoa tipo sentimento, se não trabalhar o pensamento, também corre o risco de ser uma pessoa com dificuldade de se posicionar, tomar decisão de forma objetiva e racional.

Enfim, estas são as principais características das pessoas do tipo pensamento(T)ou sentimento(F)! Na próxima edição falarei sobre o estilo de vida julgamento(J) e percepção(P)! Até lá!

Esse texto foi publicado na edição de maio/14 da Revista Coaching Brasil (www.revistacoachingbrasil.com.br) 

Coaching, afinal o que é isso?

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A oferta e a procura por coaching estão em constante crescimento.  Em busca de uma especialização na carreira, profissionais querem aprender mais sobre esse tema. Aqueles que querem enveredar por outras áreas também correm atrás de um coaching. O serviço é procurado cada vez mais por empresas, ansiosas por contratar um coach.

Afinal, o que é coaching?

A palavra coaching, em inglês, vem de coach, que significa treinador. O coach exerce um papel de  orientador, de motivador e ensina novas técnicas para que o orientando (coachee) atinja o melhor resultado, a melhor performance.

O termo coaching apareceu na era medieval. Naquela época, quem conduzia a carruagem era o cocheiro(coach, palavra inglesa de origem húngara, nome da cidade Kocs, produtora das carruagens mais cobiçadas).  Esses profissionais também treinavam os cavalos para que os animais puxassem o veículo adequadamente.

Nas primeiras décadas do século XX, o termo foi utilizado nas universidades americanas como referência aos tutores particulares, que preparavam os alunos para as provas. Nesta mesma época, a denominação passou a ser usada também para os  treinadores de atletas, atores e cantores.

Hoje vivemos a era em que tudo e todos têm de mostrar a sua melhor faceta, revelar seu lado mais competitivo. Se você não for o destaque, é automaticamente classificado como perdedor (loser, em inglês). E isso é péssimo e muito mal visto, sobretudo no mundo corporativo.

No mundo dos esportes, é comum ouvir que se você não foi o campeão, a posição que ocupou é totalmente irrelevante, pois ninguém se lembrará de você.

Esse lema foi incorporado no mundo corporativo e muitas pessoas têm se sentido pressionadas a corresponder a essa expectativa. E fazem isso sem questionamentos, sem validar se estão fazendo isso porque acreditam nesse propósito, se é algo que faz sentido pra elas, se está coerente com o seus perfis, se se sentem realizadas fazendo esse trabalho. Enfim, são conduzidas nessa dinâmica quase como zumbis.

Em algum momento, essas pessoas param para pensar na vida que levam. Tem quem o faça por não atingiu a meta estabelecida e foi descartado. Outros foram subjulgados ou subutilizados. Há também quem se submete a tanto estresse que o  corpo reage e o coloca “de molho”. E ainda aqueles que são promovidos e sentem-se inseguros no novo cargo. Não importa o motivo, mas sim a pausa para a reflexão. Vai chegar um momento em que a pessoa vai parar para pensar na vida que está levando, se faz sentido, se era isso mesmo que estava buscando, se sente-se pronto pra enfrentar os desafios que se apresentam, enfim, essa pessoa vai parar e refletir.

Na maioria dos casos, é durante essa reflexão que a pessoa busca um processo de coaching.

O coaching é, antes de mais nada, um processo de autoconhecimento. Ao identificar suas preferências, seu perfil,  suas maiores aptidões, suas deficiências ou pontos a serem trabalhados é possível ver os pontos que precisam ser desenvolvidos ou aprimorados. Todo esse processo é muito válido seja para crescer na carreira, para buscar uma nova carreira, ou mesmo para planejar a sua aposentadoria e o que fará depois.

A abordagem, a metodologia que irá ancorar esse processo pode ser diferente, mas em média um processo de coaching leva de dois a quatro meses, com encontros semanais ou quinzenais.

Na minha opinião e experiência, o processo de coaching é muito rico, tanto para o coachee quanto para o coach, pois cada cliente traz uma demanda, com  momentos de vida e expectativas diferentes, com perfis de personalidade distintos e, em todos os casos, o crescimento é muito grande.

Eu costumo dizer que, quando se inicia um processo de coaching, cujo foco seja o autoconhecimento, é como se aprendêssemos a ler. Desde então nunca mais seremos os mesmos, pois novos livros virão, novas descobertas, novas viagens… E tudo irá se somar, pois a cada nova descoberta e novo caminho você será outro também!

Boa viagem rumo ao descobrimento!

Caso queira contar com a minha ajuda nessa viagem é só entrar em contato através do email lucianava@uol.com.br