Archive for the ‘Reflexões’ Category

Uber – Nova carreira ou plano “B”?

Uber

Eu, assim como inúmeras pessoas, virei fã do Uber! Por vários motivos, desde seu preço atrativo até sua ideia inovadora!

Mas, como trabalho com orientação de carreira, coaching, e me julgo uma eterna aprendiz das questões humanas, tenho feito uma pequena “pesquisa” durante os trajetos que faço de Uber, e que se resume basicamente nas seguintes perguntas: “quanto tempo você está no Uber?” e “o que te levou para Uber?”.

Nas minhas andanças tenho observado que, em geral, as respostas são: “estou há pouco tempo(meses ou dias)” e “fiquei desempregado ou estou complementando minha renda”.

Ou seja, segundo minha “pesquisa”, o Uber virou um “plano B”!

E, como não poderia deixar de ser, nessas viagens tenho tentado exercitar o meu lado coach, e ao mesmo tempo, tornar a viagem um pouco mais produtiva, pelo menos na minha visão! Ou seja, tenho feito um “coaching express”, no sentido de fazer o(a) motorista refletir sobre seus potenciais, seus diferenciais, se preparar para quando o mercado voltar a ser crescer. Dou meu cartão, me ofereço para compartilhar algumas orientações.

Na última viagem que fiz de Uber, do aeroporto de Congonhas para casa, descobri que em São Paulo temos 25.000 carros credenciados, e que até a dezembro a meta é de 30.000. Ou seja, se a minha pesquisa amadora estiver certa, temos um volume significativo de pessoas fazendo do Uber a sua “tábua de salvação”!

Mas, fiquei refletindo sobre como nos preparamos para as adversidades que se apresentam, seja um desemprego, uma aposentadoria ou uma queda significativa de faturamento. Será que não deveríamos ter sempre um plano “b, c e d”?

Já virou meio “piegas” falar que crise faz despertar nossa criatividade, ou como dizia minha mãe: “necessidade faz sapo pular”, mas creio que seja por aí mesmo, quando nos deparamos com situações críticas, temos que buscar novos talentos e habilidades que sequer supúnhamos ter. E aí chegamos num ponto essencial, que é o autoconhecimento!

O autoconhecimento é um caminho que precisamos trilhar, e uma vez iniciado jamais o terminaremos, pois sempre descobriremos novos horizontes, novas possibilidades, e isso é fascinante! Se estivermos atentos a nos conhecermos de fato, a nos desafiarmos continuamente, descobriremos facetas que podem nos levar a outro patamar! Façamos isso!

Deixo aqui um pedido, quem quiser enriquecer minha “pesquisa” sobre o que levou a pessoa para o Uber ou quais são seus planos “b,c,…” que você tem, e puder compartilhar ficarei muito feliz”

E vamos em frente com o alfabeto… b,c,d,e…. !

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Uber – Nova Carreira ou Plano “B”?

Uber

Eu, assim como inúmeras pessoas, virei fã do Uber! Por vários motivos, desde seu preço atrativo até sua ideia inovadora!

Mas, como trabalho com orientação de carreira, coaching, e me julgo uma eterna aprendiz das questões humanas, tenho feito uma pequena “pesquisa” durante os trajetos que faço de Uber, e que se resume basicamente nas seguintes perguntas: “quanto tempo você está no Uber?” e “o que te levou para Uber?”.

Nas minhas andanças tenho observado que, em geral, as respostas são: “estou há pouco tempo(meses ou dias)” e “fiquei desempregado ou estou complementando minha renda”.

Ou seja, segundo minha “pesquisa”, o Uber virou um “plano B”!

E, como não poderia deixar de ser, nessas viagens tenho tentado exercitar o meu lado coach, e ao mesmo tempo, tornar a viagem um pouco mais produtiva, pelo menos na minha visão! Ou seja, tenho feito um “coaching express”, no sentido de fazer o(a) motorista refletir sobre seus potenciais, seus diferenciais, se preparar para quando o mercado voltar a ser crescer. Dou meu cartão, me ofereço para compartilhar algumas orientações.

Na última viagem que fiz de Uber, do aeroporto de Congonhas para casa, descobri que em São Paulo temos 25.000 carros credenciados, e que até a dezembro a meta é de 30.000. Ou seja, se a minha pesquisa amadora estiver certa, temos um volume significativo de pessoas fazendo do Uber a sua “tábua de salvação”!

Mas, fiquei refletindo sobre como nos preparamos para as adversidades que se apresentam, seja um desemprego, uma aposentadoria ou uma queda significativa de faturamento. Será que não deveríamos ter sempre um plano “b, c e d”?

Já virou meio “piegas” falar que crise faz despertar nossa criatividade, ou como dizia minha mãe: “necessidade faz sapo pular”, mas creio que seja por aí mesmo, quando nos deparamos com situações críticas, temos que buscar novos talentos e habilidades que sequer supúnhamos ter. E aí chegamos num ponto que pra mim é essencial, que é o autoconhecimento!

O autoconhecimento é um caminho que precisamos trilhar, e uma vez iniciado jamais o terminaremos, pois sempre descobriremos novos horizontes, novas possibilidades, e isso é fascinante! Se estivermos atentos a nos conhecermos de fato, a nos desafiarmos continuamente, descobriremos facetas que podem nos levar a outro patamar! Façamos isso!

Deixo aqui um pedido, quem quiser enriquecer minha “pesquisa” sobre o que levou a pessoa para o Uber ou quais são seus planos “b,c,…”, e quiser/puder compartilhar comigo ficarei muito feliz!

E vamos em frente com o alfabeto… b,c,d,e…. !

Gostar do trabalho vs Só trabalhar no que gosta! (*)

I love my job

Confúcio diz “Escolha um trabalho que você ame e não terá de trabalhar um único dia de sua vida”, e eu acredito muito que devemos procurar atuar na área que nos é mais afim, pois assim produziremos mais, com maior qualidade, e para fazermos bem essa escolha o autoconhecimento é fundamental!

Quando aprofundamos no autoconhecimento sabemos onde nos diferenciamos, onde estão nossos potenciais, nossas fortalezas, e os pontos que precisamos desenvolver, e podemos inclusive buscar uma atividade que estimule esse desenvolvimento, ou que tire partido das nossas capacidades.

Creio também que, podemos direcionar nossa carreira para atividades que tenham a ver com nosso perfil, com nossos anseios, nosso momento de vida, nossos interesses, etc.

Entretanto, existe uma tendência que observo nas redes sociais, nas sessões de coaching, nas conversas com amigos, onde as pessoas estão frequentemente insatisfeitas com seu trabalho, pois se vêem obrigadas a fazer coisas que não gostam!

E, quando mergulhamos mais fundo nesta questão, descobrimos que na verdade a maioria das pessoas gostam do que faz, mas não 100% do tempo! E é justamente isso que precisamos repensar!

Será que existe alguma atividade que seja prazerosa 100% do tempo? Será que quando estamos desgostosos do nosso trabalho, não pode ser porque estamos cansados e precisando de férias? Será que a percepção ruim que temos do trabalho não pode ser uma visão equivocada ou até limitada?

Pois, desde que temos um pouco de consciência, em nenhuma atividade que desempenhamos na vida só obtivemos prazer!

Quando pequenos estudantes, temos aulas daquelas matérias que nos encantam, mas também precisamos nos dedicar a outras não tão prazerosas, isso sem contar nas provas que sempre são momentos tensos!

Essa dinâmica se estende por todo o nosso período escolar, inclusive na faculdade! Por mais que seja um curso que você escolheu, isso não significa que todas as disciplinas o encantem!

E quando chegamos no mundo corporativo acreditamos que tudo deva ser diferente? Não seria essa uma visão romântica, utópica ou imatura? Ou talvez, uma combinação de todas as opções?

Comecei a trabalhar muito cedo, e sempre gostei muito de trabalhar, mas nem tudo que fiz até hoje me deu absoluto prazer!

Quando trabalhava no mundo corporativo, várias vezes tive que conviver com clientes difíceis, participar de reuniões improdutivas, projetos complicados, preencher relatórios de despesas, e outras atividades! Mas, entendia que isso era o chamado “ossos do ofício”, ou seja, nem tudo eram flores, tinham alguns espinhos pelo caminho!

Portanto, acredito que precisamos fazer uma diferenciação entre aquele trabalho que tem uma parcela da qual não gostamos ou não nos dá prazer, daquele trabalho onde a satisfação é esporádica e efêmera.

Se não soubermos fazer essa análise com cuidado, cairemos na vala comum de acharmos que precisamos trocar de emprego, sempre na ânsia de buscarmos algo que nos dê mais prazer, mas depois de 2 ou 3 meses cairemos na mesma situação, e ficaremos nesse ciclo vicioso.

Um bom exercício é pensar o que você faz bem, o que te dá orgulho em fazer, o que faz o seu olho brilhar, em seguida avalie se seu trabalho atual lhe dá espaço para realizar essas atividades.

Caso não dê, vale uma segunda etapa nessa análise, o que você pode fazer para buscar isso na sua atual função ou empresa?

As empresas hoje, na sua maioria, permitem a seus funcionários uma mobilidade interna muito interessante, e antes de irmos para o mercado de trabalho precisamos esgotar as capacidades internas, pois lá as pessoas já conhecem o nosso trabalho, sobretudo se isso implicar numa mudança de carreira, pois nada melhor do que trocarmos de área onde já somos reconhecidos, e falo isso por experiência própria!

Enfim, reflita e seja feliz com suas escolhas, sejam elas quais forem!

(*) Este texto foi publicado na revista Líder Coach – edição de novembro/15.(REVISTA LÍDER COACH Revista Líder Coach NOVEMBRO DE 2015 #11)

 

Carreira & Redes Sociais (*)

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Em geral, temos muita preocupação com a nossa carreira, queremos progredir, ter mais responsabilidades, mais autonomia, ser mais respeitado no mercado, crescer em todos os sentidos, seja no organograma da empresa, como também, na conta bancária.

Enquanto estamos em posições mais técnicas, é comum contarmos com nossos gestores para nos orientar onde devemos ir, quais habilidades/competências precisamos desenvolver, e gostamos de saber que temos um caminho interessante e motivador a percorrer dentro da organização ou no mercado de trabalho.

Mas, mesmo contando com a ajuda do gestor, penso que não podemos delegar a ninguém a gestão da nossa carreira, pois o nome já diz, é a “nossa” carreira!

É necessário ser protagonista da própria carreira, e isso implica em ser pró-ativo, buscar novos conhecimentos e desafios, pois nenhum gestor promove alguém por fazer sempre a mesma coisa, por melhor que seja o desempenho. Ou se queremos trocar de emprego, o mercado precisa nos conhecer e valorizar o nosso trabalho!

E nesta trajetória é importante considerar várias ferramentas, e entre elas estão as redes sociais. Mas, como toda ferramenta, as redes sociais também precisam ser bem utilizadas, pois podem nos favorecer ou denegrir nossa imagem.

Neste ponto você pode estar pensando que este tema não é para você, pois já tem uma carreira sólida, mais alguns anos irá se aposentar, e com os recursos que dispõe poderá se dedicar a outras atividades, já alcançou tudo que queria, e não quer ou não tem mais para onde progredir na carreira. Em parte pode ter razão mesmo, mas acredito que nosso papel como líder transcende aos nossos interesses individuais, pois somos espelho para muitas pessoas, e não podemos ser um espelho oxidado ou opaco.

Se observarmos, encontraremos inúmeros executivos e líderes que, se quisessem, poderiam sair de cena, ou como se diz no futebol, pendurar suas chuteiras! Mas, ao contrário, são atuantes, compartilham suas experiências, são formadores de opinião! Eu acompanho vários desses executivos nas redes sociais, e aprendo muito com eles.

E, já que falei em “aprender”, vamos falar um pouco sobre como podemos utilizar melhor, e de forma mais prazeirosa as redes sociais disponíveis.

E quais redes são essas a que me refiro? Qual a relevância de cada uma delas? Quais são as formas de tirarmos partido desses canais?

A primeira máxima que não podemos esquecer quando se trata de rede social é que tudo que escrevemos, compartilhamos ou comentamos ajuda a definir quem somos. Portanto, cuidado com o que faz! E não existe diferença entre sua vida privada e sua vida profissional, segundo a Jobvite Plataforma de Recrutamento, 96% dos recrutadores e departamentos de RH utilizam as redes sociais para buscar ou analisar melhor os candidatos, sendo que 87% usam o Linkedin, 55% o Facebook e 47% o Twitter.

Outra informação relevante da Jobvite é que, 54% dos recrutadores mudaram de ideia sobre uma candidato com base em algo que viram em seu perfil nas redes sociais.

Os pontos que mais influenciaram negativamente nessa mudança foram: apologia ao uso de drogas ou álcool, erros gramaticais ou na escrita, citações vulgares ou com conotação sexual. E, se você trabalha ou quer trabalhar nas áreas de comunicação e marketing, a inexistência de perfis nas redes sociais também conta como um ponto negativo a seu respeito.

Por outro lado, as redes sociais podem ajudá-lo a ganhar posições significativas com os recrutadores, e os principais pontos positivos são: compartilhamento de serviços voluntários ou a respeito do seu próprio trabalho/equipe, e engajamento em campanhas nas redes sociais.

Sabemos também que, ter uma equipe excelente é um fator importante para conseguirmos evoluir na carreira, e neste ponto as redes sociais podem contribuir. Pois, para atrair bons candidatos é importante que a sua empresa tenha uma presença relevante nas redes sociais, pois 74% dos candidatos consideram este quesito no momento de avaliar uma proposta ou de buscar uma nova oportunidade de emprego.

Enfim, precisamos nos conscientizar que as redes sociais estão aí e vieram para ficar, e precisamos entrar e usufruir dessa vitrine, mas assim como uma vitrine de loja, precisamos ter cuidado com o que fazemos pois tudo se torna público no momento que publicamos qualquer coisa, para o bem ou para o mal!

Mas, podemos fazer tudo isso de forma divertida e tirando proveito, um ponto interessante é explorar o que cada uma dessas redes pode nos oferecer, como por exemplo, o LinkedIn!

A princípio acreditamos se tratar apenas uma rede social para publicarmos nosso currículo, mas ela é muito mais do que isso! É uma rede onde podemos estabelecer contatos importantes, podemos publicar (sugiro que sejam pequenos textos) a respeito do nosso trabalho ou no nosso expertise, participar de grupos de discussão, seguir empresas que nos interessam, cadastrar um perfil de vaga que temos interesse em conquistar e seremos avisados quando surgir algo, enfim, existem inúmeras formar de explorar e tirar proveito do Linkedin.

No Facebook podemos ter também um mini-currículo, nos conectar com pessoas relevantes, criar ou fazer parte de grupos, seguir empresas ou personalidades que temos interesse. E tem também o twitter, sobre o qual escrevi a respeito na edição anterior da revista.

Existem várias outras redes, mas concentrei nas três mais relevantes para os recrutadores.

E, por último, gostaria de falar que precisamos ter constância e disciplina na medida certa no acesso às redes sociais, não podemos desaparecer, nem tampouco ficar ligado o tempo todo, senão nossa produtividade ficará comprometida! Boas postagens para vocês!

(*) Este texto foi publicado na revista Lider Coach do mês de outubro/2015, caso tenha interesse em ler a revista é só clicar aqui 

 

Tipos Psicológicos & Carreira

Tipos Psicológicos & Carreira

Quais atividades são mais aderentes ao meu perfil? Posso exercer qualquer função que quiser? Como entender qual area/profissão seria mais motivadora? Onde minha produtividade seria maior?

Este texto vai explicar como a combinação das funções psíquicas, principal e auxiliar presentes no seu tipo psicológico, pode ajudar você a entender melhor suas áreas mais produtivas, suas motivações, as atividades que serão mais prazerosas e demandarão um gasto menor de energia. E, poderá também auxiliar o Coach no processo de coaching, a buscar junto com seu coachee quais são as áreas mais afins.

Farei um pequeno resumo dos tipos psicológicos do que foi explicado nas edições anteriores a respeito da teoria dos tipos psicológicos, criada pelo psiquiatra Carl Gustav Jung (1875-1961). Na edição 8(publicada em janeiro/14) escrevi uma visão geral sobre a teoria, que é composta por quatro pares de opostos(quatro escalas):

–       Foco de Energia – determinado pela extroversão(E) quando o foco é no mundo externo, e pela introversão(I) quando o foco é no mundo interior(edição 10 – março/14)

–       Funções Psíquicas de Percepção – determinam a forma como coletamos informações do mundo ao nosso redor, e pode ser através da sensação(S) quando utilizamos os cinco sentidos ou da intuição(N), quando utilizamos o 6o.sentido(edição 11 – abril/14);

–       Funções Psíquicas de Julgamento – referente à forma como tomamos decisão, se através do pensamento(T) ou do sentimento(F) (edição 12 – maio/14);

–       Estilo de Vida – determina qual é a função dominante e como você se relaciona com o mundo exterior, e pode ser identificado pelo julgamento(J) ou pela percepção(P) (edição 13 – junho/14);

O tipo psicológico contem uma letra para cada escala descrita acima(E/I, S/N,T/F, J/P), sendo que as duas letras centrais identificam as funções psíquicas(S/N e T/F), e estas representam as funções principal e auxiliar. Embora na representação do tipo tenhamos apenas duas funções psíquicas (S/N e T/F), as demais funções também estão implícitas em cada perfil, e representam as funções terciária e inferior.

Se a função principal é uma função de “percepção” (S ou N), a função auxiliar será de julgamento (T ou F) e vice-versa. A função principal carrega junto o foco de atitude, se extrovertido ou introvertido.

As funções terciária e inferior são funções pouco desenvolvidas. A terciária é o oposto da função auxiliar e a inferior é oposta à função principal.

A seguir, falarei sobre os pares compostos pelas funções psíquicas presentes em cada tipo, sua dinâmica interna, seus motivadores, e as atividades que são mais atraentes, qual é o tipo de demanda que respondem melhor, as combinações são:

–       ST – Sensação/Pensamento

–       SF – Sensação/Sentimento

–       NT – Intuição/Pensamento

–       NF – Intuição/Sentimento

Destacarei em cada combinação quais são os tipos psicológicos possíveis, sendo que cada um deles tem suas especificidades, mas serão destacadas apenas as suas características comuns.

 

ST – Sensação/Pensamento

Os tipos psicológicos que possuem essa combinação são: ESTJ, ESTP, ISTJ e ISTP.

Os tipos ST gostam de concentrar sua atenção em fatos e os analisam de forma impessoal. Possuem um senso de realização muito forte, e tendem a ser melhor aproveitados em atividades onde a praticidade seja necessária, são conhecidos como grandes gestores/administradores. Gostam de ver de seus projetos serem implementados, possuem uma aptidão forte para planejamento e sistematização de áreas e processos.

Possuem também um senso de justiça muito forte, tem um compromisso com a verdade e com a transparência.

De maneira estruturada poderíamos dizer que os tipos que possuem as funções ST tem as seguintes características:

–       Concentram-se em “fatos”;

–       Lidam com os fatos analisando-os objetivamente e considerando experiências anteriores;

–       São práticos e analíticos;

–       Gostam de exercer atividades que possam ser acompanhadas, medidas, avaliadas de maneira prática e precisa;

–       Encontram um propósito para seus interesses de forma a buscar conhecimentos técnicos sobre fatos e objetos;

–       As profissões mais afins seriam:

o   Ciências aplicadas (ciências que visam resolver o problema de forma prática, ex: matemática aplicada, física aplicada, tecnologia da informação, áreas de Pesquisa&Desenvolvimento, etc);

o   Negócios/Gestão;

o   Administração;

o   Serviços Financeiros;

o   Área jurídica;

o   Economia;

o   Produção;

o   Construção;

 

SF – Sensação/Sentimento

Os tipos psicológicos que possuem essa combinação são: ESFJ, ESFP, ISFJ e ISFP.

Os tipos SF também gostam de concentrar sua atenção em fatos, mas os analisam de forma a atender às necessidades das pessoas. Possuem um senso de realização, mas tendem a ser mais tolerantes e amigáveis. Gostam de profissões que possibilitem uma ajuda prática para outras pessoas, ou tenham uma interação direta com as pessoas, mas gostam de avaliar a contribuição que seu trabalho possibilita na vida dos envolvidos, e tendem de medir esse avanço de forma precisa.

De maneira estruturada poderíamos dizer que os tipos que possuem as funções ST tem as seguintes características:

–       Concentram-se em “fatos”;

–       Lidam com os fatos e como eles podem afetar/atender às necessidades das pessoas;

–       São práticos e compassivos;

–       Encontram um propósito para seus interesses de forma a buscar conhecimentos técnicos para trabalhar em prol das pessoas;

–       As profissões mais afins seriam:

o   Saúde (Médicos, enfermeiros, fisioterapeutas,paramédicos, etc);

o   Serviço social;

o   Serviços Comunitários;

o   Ensino;

o   Área comercial (Vendas);

o   Serviços de Suporte (atendimento à cliente, ouvidoria, suporte técnico);

o   Relações Públicas;

o   Educação Física;

 

NT – Intuição/Pensamento

Os tipos psicológicos que possuem essa combinação são: ENTJ, ENTP, INTJ e INTP.

Os tipos NT gostam de concentrar sua atenção nas possibilidades e no desenvolvimento de conceitos teóricos e técnicos. São lógicos e analíticos, e são conhecidos como visionários e estrategistas. Possuem um senso de inovação muito forte, e portanto, costumam ser inventores, empresários e empreendedores. Podem antecipar tendências de mercado/demanda, com isso, este perfil vai buscar profissões que dêem abertura para a implantação de mudanças.

De maneira estruturada poderíamos dizer que os tipos que possuem as funções NT tem as seguintes características:

–       Concentram-se em “possibilidades”;

–       Lidam com as possibilidades para desenvolver teorias e identificar tendências;

–       São lógicos e analíticos;

–       Encontram um propósito para seus interesses na busca de conhecimentos teóricos e técnicos;

–       As profissões mais afins seriam:

o   Ciências médicas (pesquisa);

o   Pesquisa;

o   Administração(planejamento estratégico);

o   Tecnologia(identificação de tendências, inovação, estratégia);

o   Direito;

o   Engenharia (pesquisa e inovação);

o   Economia(identificação de padrões mais complexos);

o   Publicidade e propaganda;

 

NF – Intuição/Sentimento

Os tipos psicológicos que possuem essa combinação são: ENFJ, ENFP, INFJ e INFP.

Os tipos NF gostam de concentrar sua atenção em possibilidades e os analisam de forma compreender as aspirações alheias. São entusiasmados e costumam ter muitos insights. Estão sempre voltados para o entendimento e a comunicação com o outro, exercendo fortemente a compaixão e a empatia. As atividades/profissões que mais os encantam são aquelas que podem contribuir de forma genuína com o bem estar do outro, sem contudo ter uma preocupação em medir esses avanços, e possuem um forte espírito de “servir”.

De maneira estruturada poderíamos dizer que os tipos que possuem as funções NF tem as seguintes características:

–       Concentram-se em “possibilidades”;

–       Lidam com as possibilidades para melhor entender e ser compreendido pelo outro;

–       São mais compassivos e tolerantes;

–       Encontram seu propósito quando conseguem desenvolver atividades que melhoram a vida do outro;

–       As profissões mais afins seriam:

o   Psicologia;

o   Recursos Humanos;

o   Ensino;

o   Literatura;

o   Teologia;

o   Aconselhamento;

o   Artes e Música;

o   Jornalismo;

o   Filosofia;

o   Saúde;

Esse texto não tem a intenção de ser uma tabela de profissões versus os tipos psicológicos, pois as profissões possuem grande amplitude de atuação, mas o que deve ser observado é o que cada combinação tem como foco, como fator motivador, pois este deve ser o caminho para se buscar profissões/funções/carreiras que darão mais prazer no seu exercício, e que exigirão um menor gasto de energia por aplicar as funções que são mais fortes em cada tipo, e nessa análise o coach pode ser um grande aliado para auxiliar o coachee na construção de um caminho mais promissor.

Com esse texto encerro a série de textos a respeito dos “tipos psicológicos”! Espero ter contribuído com o seu conhecimento a respeito dessa teoria, que a meu ver, pode ser um grande aliado no caminho do autoconhecimento e no processo de coaching!

Esse texto foi publicado na edição 14(julho/14) da Revista Coaching Brasil

Tipos Psicológicos – Extroversão ou Introversão

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“Uma mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original”, esta frase do Albert Einstein define bem o processo de coaching e de autoconhecimento, pois é como uma nova janela que se abre e nunca mais veremos o mundo da mesma forma.

E uma das ferramentas que podemos utilizar nessa ampliação de consciência é a teoria dos “Tipos Psicológicos”, criada pelo psiquiatra suiço Carl Gustav Jung(1875-1961), muito útil do ponto de vista do coachee quanto do coach, pois de acordo com a tipologia do coachee, o coach poderá estabelecer uma abordagem adequada, além de identificar quais as potencialidades e quais pontos devem ser desenvolvidos com o coachee.

Existem alguns instrumentos no mercado que podem ser utilizados para  identificação da tipologia do coachee, entretanto, os mais confiáveis são pagos, embora o investimento não seja alto, nem todos tem acesso. Para ajudar, escreverei uma série de cinco textos explicativos a respeito, visando auxiliar o coach na identificação da tipologia do coachee.

Na edição de janeiro/2014 escrevi o texto “O ponto de vista de cada um”, explicando os princípios da teoria dos Tipos Psicológicos, mas vou resumir aqui para que entendam o que será tratado nesta e nas próximas quatro edições.

Primeiramente, Jung identificou uma diferença relativa a direção da energia da pessoa. Se a energia está dirigida às coisas ao redor, às outras pessoas, ao que ocorre no mundo exterior, esta pessoa é caracterizada como “extrovertida”(E).  Se, por outro lado, a energia está voltada para as próprias ideias, reflexões sobre o que ocorre no mundo interior essa pessoa é do tipo “introvertida”(I).

Dentro de cada grupo de extrovertidos e de introvertidos, Jung percebeu que existiam diferenças de posicionamento e atitudes entre as pessoas, para diferenciá-las identificou quatro “funções psíquicas” e as agrupou em dois pares de opostos:

Como PERCEBEMOS o mundo:

◦       Sensação (S)

◦       Intuição (N)

Como JULGAMOS o mundo:

◦       Pensamento (T)

◦       Sentimento (F)

O tipo psicológico é composto pelas quatro funções, entretanto, com pesos distintos de acordo com a frequência de atuação, identificadas como função dominante, auxiliar, terciária e inferior.

A determinação do tipo psicológico é feita pela composição das duas funções mais desenvolvidas, ou seja, a dominante e a auxiliar. Se a função dominante é uma função de “percepção”(S ou N), a função auxiliar será de julgamento(T ou F).

A função terciária é o oposto da função auxiliar e a inferior é oposta à função principal. O papel que cada função exerce tratarei nas duas próximas edições, quando detalharei as funções psíquicas.

Para identificar qual é a função dominante, temos a última escala que completa as quatro letras do tipo psicológico. Esta escala é conhecida como “Estilo de Vida”, cuja opções são “percepção”(P) ou “julgamento”(J).

A combinação do foco de energia (E ou I), com as quatro funções(S/N e T/F) e o estilo de vida determinam os 16 tipos psicológicos(ex: ENFP, ISTJ, ESTP, INFJ, etc)

Nesta edição detalharei a primeira escala_foco de energia, ou seja, as características dos extrovertidos(E) ou introvertidos(I). Esta atitude é atribuída à função dominante, ou seja, se o tipo da pessoa inicia com a letra “E”, ela terá a função dominante extrovertida, caso seja a letra “I” terá função dominante introvertida.

Nas próximas três edições falarei das demais escalas(S-N, T-F, J-P), e na quarta edição as combinações das funções psíquicas(ST/SF-NT/NF) e os impactos nas carreiras profissionais.

Depois da visão geral, vamos ao tema desta edição, ou seja, como identificar um extrovertido ou introvertido? Qual a abordagem adequada para essa pessoa? Como desenvolver o seu contraponto, de forma a buscar um equilíbrio?

Como identificar um extrovertido:

  • são falantes, em geral, falam antes e pensam depois. Caso a extroversão seja acentuada poderão ser mais impulsivos;
  • sociaveis e expressivos, gostam de se relacionar com o mundo ao redor, gostam de interagir com grupos;
  • seu enfoque é mudar o mundo;
  • apresentam interesses diversificados, são mais generalistas e estão sempre antenados com tudo que acontece;
  • são compreensíveis e acessíveis, tendem a dar feedbacks de maneira mais espontânea, aberta e frequente;
  • lidam bem com interrupções ou com ambientes movimentados e barulhentos;
  • gostam de interação, portanto, terão dificuldade em trabalhar muito tempo sozinhos;
  • gostam de variedades e de ação;

A melhor forma de abordar um extrovertido é, inicialmente, sendo um excelente ouvinte, pois ele tem forte necessidade de se expressar, de falar de si mesmo. Ao longo do processo de coaching, lhe dê feedbacks constantes, pois tende a duvidar do seu desempenho até que alguém o avalie, mesmo que tenha uma consciência da sua capacidade e competência, ele necessita desse reconhecimento.

Como podemos ajudar o extrovertido a desenvolver o seu lado introvertido, de forma a buscar um melhor equilíbrio?

  • Estimule seu coachee a “contar até 10” antes de agir, peça-lhe que reflita sobre suas idéias;
  • Em reuniões, peça-lhe que exercite o silêncio, sobretudo se for o responsável, senão corre o risco de monopolizar a atenção;
  • Incentive-o a praticar atividades que exijam concentração, tais como meditação, yoga, ou uma caminhada contemplativa;
  • Peça-lhe que aprofunde nos seus planos ou conceitos, até que esteja certo de ter observado todos os detalhes;
  • Oriente-o a deixar os outros falarem primeiro, mas peça-lhe que concentre no que está sendo dito, refletindo sobre o que foi falado antes de emitir a sua opinião;
  • Diga-lhe para passar um tempo sozinho e offline, caso o silêncio seja muito penoso, pode colocar uma música, e em seguida exercitar uma técnica de relaxamento ou pode fazer uma massagem relaxante, mas sem conversar com o massagista, apenas concentrando-se nas sensações proporcionadas pela massagem;
  • Sugira a ele que exercite a autoperceção sempre que possível, seja degustando uma comida diferente, observando os sabores existentes, ou vendo um filme atento às emoções despertadas, vendo fotos ou vídeos de viagem e relembrando as sensações daquele momento;

Vamos agora às características do introvertido:

  • são discretos, pensam primeiro e falam depois. Caso a introversão seja acentuada poderão ser muito tímidos;
  • exercitam suas ideias por meio da reflexão;
  • seu enfoque é entender o mundo;
  • apresentam interesses profundos, são mais especialistas, gostam de aprofundar nos conceitos, nas suas ideias;
  • são reservados e contidos, podem até falar muito, mas dificilmente falarão espontâneamente de si mesmo;
  • num processo de coaching, o coach é quem tem que pedir feedback, senão não saberá o que está se passando na cabeça dele;
  • gostam de ambientes reservados, silenciosos e sem interrupções;
  • gostam de trabalhar sozinhos;
  • tomam iniciativa quando a situação ou o problema é muito relevante para ele;

A melhor forma de abordar um introvertido é, inicialmente, expor sobre o processo do coaching, metodologia, conceitos, de forma a dar-lhe subsídios para sua reflexão. Ao longo do processo, estimule-o a dar feedbacks, inicialmente focando no processo em si, para deixá-lo mais confortável, e a medida que ele se sentir mais à vontade, poderá dar feedbacks a respeito de si mesmo. O introspectivo precisa ter confiança no coach, para que se sinta à vontade em compartilhar suas idéias e percepções. Caso o coachee tenha uma introspecção mais acentuada, poderá dar uma visão de ser impenetrável, e neste caso o coach terá que ser bem habilidoso para “ler o coachee” de outras formas, pela postura, expressões faciais, exercitando sua intuição, até que o coachee se sinta confortável para “baixar um pouco a guarda”.

E como podemos ajudar o introvertido a desenvolver o seu lado extrovertido?

  • Convide-o a ampliar o seu networking, almoçando com um novo contato a cada semana;
  • Estimule-o a pedir ajuda para completar um trabalho, mesmo que consiga fazê-lo sozinho;
  • Incentive-o a praticar atividades de lazer que envolvam outras pessoas;
  • Peça-lhe que interaja com os colegas de trabalho de maneira mais frequente;
  • Oriente-o a compartilhar suas ideias ou projetos com pessoas de sua confiança, e que possam fazer contribuições ou críticas;
  • Diga-lhe para reduzir o tempo que passa sozinho;
  • Sugira a ele que participe mais ativamente nas reuniões, emitindo suas opiniões e ideias;
  • Peça-lhe que se atualize sobre cultura geral, sem aprofundar nos temas, respondendo algo na linha do “principais assuntos da semana”.

Enfim, estas são as principais características a serem trabalhadas com os extrovertidos e introvertidos! Na próxima edição falarei sobre as funções psíquicas de percepção, a sensação(S) e intuição(N)! Até lá!

Este texto foi publicado na edição 10(março/14) da Revista Coaching Brasil

Imagem extraída de wildhairmedia

O ponto de vista de cada um

 

Ponto_de_vista

Quantas vezes você se viu numa discussão em que a outra pessoa não o compreendia? Ela contra-argumentava e você tinha dificuldade de entender? Quem será que estava com a razão?

Provavelmente os dois! Apenas estavam olhando a questão por perspectivas distintas, talvez por possuírem perfis psicológicos diferentes. Essas diferenças foram identificadas por Carl G.Jung(1875 – 1961), psiquiatra suíço, no livro “Tipos Psicológicos”, onde define que as pessoas podem ter formas muito distintas de perceber e julgar o que ocorre ao seu redor.

A compreensão do perfil psicológico pode ser muito rica, pois podemos tirar proveito das suas particularidades, potencializar o que tem de melhor, e valorizar as diferenças!

Esse entendimento também pode nos ajudar a direcionar a carreira, entender o que nos motiva e, inclusive, melhorar nossos relacionamentos.

Isso é música para seus ouvidos? Então vamos aos conceitos dos “tipos psicológicos” para que você entenda melhor os benefícios desse conhecimento.

Primeiramente, Jung identificou uma diferença relativa a direção da energia da pessoa. Se a energia está dirigida às coisas ao redor, às outras pessoas, ao que ocorre no mundo exterior, esta pessoa é caracterizada como “extrovertida” e representada pela letra “E”. Se, por outro lado, a energia está voltada para as próprias ideias, reflexões sobre o que ocorre no mundo interior essa pessoa é “introvertida” (I).

Dentro de cada grupo de extrovertidos e de introvertidos, Jung percebeu que existiam diferenças de posicionamento e atitudes entre as pessoas. Jung  identificou quatro “funções psíquicas” que diferenciavam esses indivíduos e as agrupou em dois pares de opostos:

Como PERCEBEMOS o mundo:

◦       Sensação (S)

◦       Intuição (N)

Como JULGAMOS o mundo:

◦       Pensamento (T)

◦       Sentimento (F)

As pessoas do tipo “Sensação” são pessoas mais detalhistas, que utilizam os cinco sentidos para coletar e analisar o que está ao seu redor, gostam de dados e fatos, são focadas no aqui e agora, são realizadoras. Por outro lado, as pessoas do tipo “Intuição” são pessoas que usam o seu sexto sentido, olham o todo, enxergam possibilidades, têm o foco no futuro, tendem a ser visionárias.

As pessoas do tipo “Pensamento” são as que julgam o mundo com objetividade, racionalidade, pragmatismo, em geral são excelentes administradores. Por fim, as pessoas do tipo “Sentimento” julgam a realidade através da subjetividade, algo é bom ou ruim segundo suas crenças e valores, seu foco é nas relações e na harmonia do ambiente, são atraídas por profissões focadas nas pessoas.

O tipo psicológico é composto pelas quatro funções, entretanto, com pesos distintos de acordo com a frequência de atuação, identificadas como função principal, auxiliar, terciária e inferior.

A determinação do tipo psicológico é feita pela composição das duas funções mais desenvolvidas, ou seja, a principal e a auxiliar. Se a função principal é uma função de “percepção” (S ou N), a função auxiliar será de julgamento (T ou F).

As funções terciária e inferior são funções pouco desenvolvidas. A terciária é o oposto da função auxiliar e a inferior é oposta à função principal. Por exemplo, se a função principal é pensamento, a função inferior será sentimento.

Segundo Jung, a função inferior representa a “sombra”, o lado não desenvolvido.  Embora seja a função menos familiar, merece destaque porque atua quando estamos estressados ou cansados. Nesses momentos podemos agir de modo irreconhecível e causar estragos. Justamente por isso, é importante trabalhar essa função.

A combinação do foco de energia (E ou I) com as quatro funções determinam os 16 tipos psicológicos. Cada um desses perfis possui potencialidades e fortalezas, mas também, pontos a serem desenvolvidos.

Para que se entenda a dinâmica dos tipos, imagine que um destro precise escrever o próprio nome. Com a mão direita, a tarefa será executada facilmente. Mas se for solicitado que ele faça o mesmo com a mão esquerda, terá que pensar como segurar a caneta, como se posicionar. Enfim, vai gastar mais tempo e a caligrafia não será a mesma. Assim é o nosso tipo psicológico. As funções dominantes (principal e auxiliar) representam a nossa preferência, a mão direita dos destros, e as funções terciária e inferior representam a “mão esquerda”.

Por isso o  autoconhecimento é tão importante. Ele torna possível explorar tudo que as funções dominantes oferecem e ampliar o monitoramento das demais funções para que as fraquezas sejam minimizadas.

A compreensão do tipo psicológico é muito útil na escolha, desenvolvimento ou mudança de carreira. Graças a ela, podemos optar por caminhos mais confortáveis, mais afins ao nosso tipo psicológico e, com isso, desempenharemos nossas tarefas com maior satisfação, prazer e desenvoltura.

Por exemplo, uma pessoa tipo Sensacão-Pensamento é um realizador, tem um senso prático forte. Ela pode ser um empreendedor de sucesso, um alto executivo orientado a resultados. Mas, se estiver trabalhando com algo abstrato, conceitual, cujos resultados não sejam mensuráveis, isso exigirá dela um esforço hercúleo.

Enfim, se agirmos com sabedoria seguiremos os ensinamentos de Confúcio: “trabalhe com aquilo que gosta e não terá que trabalhar um dia sequer”.

Este texto foi publicado na Revista Coaching Brasil edição Janeiro/14 (www.revistacoachingbrasil.com.br ) , e estou compartilhando com vocês! Caso queiram mais informações podem entrar em contato comigo através do email lucianava@uol.com.br 

Viajando por Saramandaia

Saramandaia

Saramandaia é uma novela escrita pelo Dias Gomes, cuja 1a.versão foi ao ar em 1976, e em junho deste ano foi lançado o remake com a adaptação do Ricardo Linhares.

Trata-se de uma obra escrita com os conceitos da escola literária denominada “realismo fantástico”, com a  finalidade de melhor expressar as emoções a partir de uma atitude específica frente à realidade, onde mostra o irreal ou estranho como algo cotidiano e comum. Uma das obras mais representativas deste estilo é Cem anos de solidão, do escritor e ganhador do prêmio nobel, Gabriel Garcia Márquez.

E com esse enfoque de evidenciar as emoções é que quero compartilhar aqui pensamentos que surgem na minha cabeça enquanto me delicio assistindo essa novela.
Entretanto, acredito que terei que fazer mais de um texto para explicitar minhas impressões, pois são muitos personagens e, consequentemente, muitas emoções envolvidas e evidenciadas, e como a novela está nos últimos capítulos vou tentar escrever sobre os principais personagens antes do seu término, pois acredito que tem grandes pontos que podem nos auxiliar no nosso autoconhecimento.

Neste texto gostaria de falar sobre o João Gibão, personagem do Sergio Guizé, que aparentemente tem uma corcunda que nunca é vista por ninguém, mas na verdade esconde um par de asas. E como se não bastassem as asas, Gibão ainda tem visões premonitórias, como se ele pudesse “voar para o futuro” e antever os acontecimentos.

Gibão sempre teve vergonha das suas asas, e sempre pediu para sua mãe que as podassem bem rentes, para que pudessem ser escondidas na roupa de couro que usa diariamente.

E nesse ponto eu me pergunto quantas vezes não temos características que nos diferencia dos demais, que poderiam nos fazer alçar vôos, romper barreiras, enxergar longe, ver o mundo por outro ângulo, e o que fazemos é nos boicotar, nos sentimos uma “aberração”, e lutamos contra, desejamos extirpar, quando o melhor seria perceber que possuímos um dom, que precisaríamos conhecer melhor, para desfrutar e usar com sabedoria no auxílio de nós mesmos e das outras pessoas.

Uma outra questão que está presente no Gibão é que ele gostaria de ser igual aos outros, sem nada que o diferenciasse, não percebendo que todos nós somos únicos, o que passa é que a singularidade do Gibão é mais evidente, mais exposta, mas todos temos nossas características que nos tornam únicos, e por isso mesmo, fascinantes! Não existe uma pessoa igual a outra nesse mundo, e hoje somos mais de 7 bilhões de pessoas habitando esse planeta, cada uma com seus dons, seus dilemas, suas qualidades e suas fragilidades!

Além das asas, Gibão tem as visões premonitórias, e talvez isso seja explicado pela sua amizade com um gavião, pois este animal tem uma visão privilegiada com uma resolução 8 vezes melhor que a do ser humano, o que nos leva a supor que as asas do Gibão o façam ter características semelhantes, e esse dom especial também lhe possibilite “ver coisas que ninguém mais vê’!

Nos últimos capítulos Gibão começou a aceitar seus dons, sobretudo suas asas, começando por não mais as aparar, e por consequência conseguiu se mostrar por inteiro para sua amada Marcina, que literalmente “ferve de amor” por ele, e com isso eles se entregaram totalmente ao amor que os une, de forma plena, sem disfarces, sem máscaras, e por isso mesmo foi tudo muito lindo e mágico.

E tanto a Marcina quanto o Dr.Rochinha (médico de Saramandaia) se mostraram maravilhados e emocionados quando viram as asas do Gibão, e isso também acontece conosco, quando tomamos consciência e deixamos fluir totalmente nossos dons, isso nos torna mais brilhantes e iluminados, causando encantamento nas pessoas à nossa volta.

Daria para viajarmos muito ainda pelos dons do Gibão, mas paro por aqui e deixo-lhes com a sua música tema, Pavão Misterioso, com o convite para que deixemos nossos dons florescerem na sua totalidade, para que possamos alçar vôo rumo a nossa essência, exercendo integralmente a nossa missão, e com isso sermos mais felizes! Um ótimo vôo pra você!

Pavão Misterioso – Ednardo

Pavão misterioso


Pássaro formoso


Tudo é mistério


Nesse teu voar


Ai se eu corresse assim


Tantos céus assim

Muita história


Eu tinha prá contar…

Pavão misterioso


Nessa cauda


Aberta em leque


Me guarda moleque


De eterno brincar


Me poupa do vexame


De morrer tão moço


Muita coisa ainda


Quero olhar…

Pavão misterioso


Pássaro formoso


Tudo é mistério


Nesse seu voar


Ai se eu corresse assim


Tantos céus assim


Muita história


Eu tinha prá contar…

Pavão misterioso


Pássaro formoso


No escuro dessa noite


Me ajuda, cantar


Derrama essas faíscas


Despeja esse trovão


Desmancha isso tudo, oh!


Que não é certo não…

Pavão misterioso

Pássaro formoso


Um conde raivoso


Não tarda a chegar


Não temas minha donzela


Nossa sorte nessa guerra


Eles são muitos

Mas não podem voar…

 

http://www.youtube.com/watch?v=y48jvHWvf40

Coaching, afinal o que é isso?

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A oferta e a procura por coaching estão em constante crescimento.  Em busca de uma especialização na carreira, profissionais querem aprender mais sobre esse tema. Aqueles que querem enveredar por outras áreas também correm atrás de um coaching. O serviço é procurado cada vez mais por empresas, ansiosas por contratar um coach.

Afinal, o que é coaching?

A palavra coaching, em inglês, vem de coach, que significa treinador. O coach exerce um papel de  orientador, de motivador e ensina novas técnicas para que o orientando (coachee) atinja o melhor resultado, a melhor performance.

O termo coaching apareceu na era medieval. Naquela época, quem conduzia a carruagem era o cocheiro(coach, palavra inglesa de origem húngara, nome da cidade Kocs, produtora das carruagens mais cobiçadas).  Esses profissionais também treinavam os cavalos para que os animais puxassem o veículo adequadamente.

Nas primeiras décadas do século XX, o termo foi utilizado nas universidades americanas como referência aos tutores particulares, que preparavam os alunos para as provas. Nesta mesma época, a denominação passou a ser usada também para os  treinadores de atletas, atores e cantores.

Hoje vivemos a era em que tudo e todos têm de mostrar a sua melhor faceta, revelar seu lado mais competitivo. Se você não for o destaque, é automaticamente classificado como perdedor (loser, em inglês). E isso é péssimo e muito mal visto, sobretudo no mundo corporativo.

No mundo dos esportes, é comum ouvir que se você não foi o campeão, a posição que ocupou é totalmente irrelevante, pois ninguém se lembrará de você.

Esse lema foi incorporado no mundo corporativo e muitas pessoas têm se sentido pressionadas a corresponder a essa expectativa. E fazem isso sem questionamentos, sem validar se estão fazendo isso porque acreditam nesse propósito, se é algo que faz sentido pra elas, se está coerente com o seus perfis, se se sentem realizadas fazendo esse trabalho. Enfim, são conduzidas nessa dinâmica quase como zumbis.

Em algum momento, essas pessoas param para pensar na vida que levam. Tem quem o faça por não atingiu a meta estabelecida e foi descartado. Outros foram subjulgados ou subutilizados. Há também quem se submete a tanto estresse que o  corpo reage e o coloca “de molho”. E ainda aqueles que são promovidos e sentem-se inseguros no novo cargo. Não importa o motivo, mas sim a pausa para a reflexão. Vai chegar um momento em que a pessoa vai parar para pensar na vida que está levando, se faz sentido, se era isso mesmo que estava buscando, se sente-se pronto pra enfrentar os desafios que se apresentam, enfim, essa pessoa vai parar e refletir.

Na maioria dos casos, é durante essa reflexão que a pessoa busca um processo de coaching.

O coaching é, antes de mais nada, um processo de autoconhecimento. Ao identificar suas preferências, seu perfil,  suas maiores aptidões, suas deficiências ou pontos a serem trabalhados é possível ver os pontos que precisam ser desenvolvidos ou aprimorados. Todo esse processo é muito válido seja para crescer na carreira, para buscar uma nova carreira, ou mesmo para planejar a sua aposentadoria e o que fará depois.

A abordagem, a metodologia que irá ancorar esse processo pode ser diferente, mas em média um processo de coaching leva de dois a quatro meses, com encontros semanais ou quinzenais.

Na minha opinião e experiência, o processo de coaching é muito rico, tanto para o coachee quanto para o coach, pois cada cliente traz uma demanda, com  momentos de vida e expectativas diferentes, com perfis de personalidade distintos e, em todos os casos, o crescimento é muito grande.

Eu costumo dizer que, quando se inicia um processo de coaching, cujo foco seja o autoconhecimento, é como se aprendêssemos a ler. Desde então nunca mais seremos os mesmos, pois novos livros virão, novas descobertas, novas viagens… E tudo irá se somar, pois a cada nova descoberta e novo caminho você será outro também!

Boa viagem rumo ao descobrimento!

Caso queira contar com a minha ajuda nessa viagem é só entrar em contato através do email lucianava@uol.com.br

Balanço de final de ano!

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Assim como a maioria das pessoas, eu também faço um balanço no final do ano, analiso as promessas ou metas que estabeleci, verifico quais foram cumpridas, quais foram deixadas de lado e quais foram adiadas. As metas cumpridas me deixam contentes, mas talvez as metas adiadas e as deixadas de lado sejam as que mais me ensinaram ao longo do ano.

Afinal, o bom da vida é que poucas coisas são de fato definitivas, e essa mudança, esse fluir é o mais interessante, pois se deixarmos que sejam incluídas outras possibilidades, novos ensinamentos, com outras prioridades estaremos enriquecendo a nossa vida, deixando viva a nossa existência!

E nesse dia 31 de dezembro de 2012, último dia do ano, é maravilhoso poder olhar para trás e ver que tivemos 365 dias diferentes, alguns muito felizes, outros nem tanto, mas todos distintos, pois nós nos modificamos a cada dia, aprendemos coisas novas e nos transformamos a cada amanhecer!

E nessa caminhada estamos sempre buscando a felicidade, mas quando conversamos ou lemos textos de pessoas sábias, entendemos que a felicidade não está em conquistar coisas, bens materiais, ou qualquer outra coisa, mas sim, está na descoberta da paz interior, na nossa comunhão com o Sagrado, com a nossa essência, com o Divino que habita em nós! Isso é estar em comunhão com Deus! E é essa a verdadeira felicidade, e pertence a nós, e não está associada a nada externo!

E é esse o meu desejo para você que me acompanhou nesse início de caminhada pelo blog “Conversas sem Censura”,  espero que você possa cada vez mais alimentar essa paz interior, dar voz a sua essência, deixar que o Divino se manifeste em você, independente da sua religião ou credo, pois me refiro a nossa fé, a nossa espiritualidade e nossa comunhão com o Sagrado!

E como presente de final de ano deixo uma poesia de um dos meus poetas favoritos, Vinicius de Moraes, reforçando o meu desejo que você vá atrás do que é verdadeiramente importante, a alegria de viver!…. FELIZ 2013!

Um Novo Dia

Vinicius de Moraes

Um novo dia vem nascendo
Um novo sol já vai raiar
Parece a vida, rompendo em luz
E que nos convida a amar

Oh, meu irmão, não desespera
Espera a luz acontecer
Para que a vida renasça em paz
Nesse novo amanhecer

Surgem as abelhas em zoeira a sugar o mel das flores gentis
Param as ovelhas pelo monte, a recordar os horizontes felizes
Vindo à distância cantam galos em longínquos intervalos de sons
Pombos revoando, vão uivando, vão passando nestes céus tão azuis

Ah, quanta cor e luz!

E o movimento vai crescendo
Vai aumentando em amplidão
Parece a vida pulsar no ar
O bater de um coração

Sobem pregões vindos da praça
Começa o povo a aparecer

Quem quer comprar neste novo dia
A alegria de viver?