Archive for the ‘Sem categoria’ Category

Desmistificando o Twitter

imageEstou bastante sumida daqui do blog, mas escrevei novos textos em breve!

Enquanto isso, gostaria de compartilhar essa matéria com vocês!

Fui convidada, pelo editor da revista Líder Coach, a escrever um texto explicando um pouco a dinâmica e algumas das vantagens de ter (e usar!) uma conta no twitter!

E estou compartilhando aqui o link da revista para que possam ler não só o meu texto, mas toda a revista!

Caso tenham algum feedback pra mim ficarei muito feliz!

Revista Líder Coach

http://www.joomag.com/magazine/revista-lider-coach-setembro-de-2015-9/0220540001442794674

Os números de 2014

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2014 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um bonde de São Francisco leva 60 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 3.500 vezes em 2014. Se fosse um bonde, eram precisas 58 viagens para as transportar.

Clique aqui para ver o relatório completo

Tipos Psicológicos: Julgamento ou Percepção

Imagem

Decisão ou experimentação? Estruturar ou adaptar? Finalizar ou descobrir? Onde você se identifica mais? O que é mais importante para você? Entendemos que o mundo precisa das duas abordagens, mas qual nos deixa mais à vontade? Se você é coach, como identificar que perfil é mais próximo do seu coachee? A resposta para essas perguntas pode estar relacionada com o tipo psicológico, entender essa preferência pode facilitar as diversas escolhas, e é muito importante trabalharmos o autoconhecimento, ou para entender nossos coachees, pois essa compreensão pode ser muito relevante na condução e no resultado do coaching.

Este texto encerra a explicação das quatro escalas que compõe o tipo psicológico de cada um, e caso não tenha lido os textos das edições anteriores, segue a explicação, na edição 8(janeiro/14) onde escrevi uma visão geral sobre a teoria de tipos criada pelo psiquiatra suiço Carl Gustav Jung(1875-1961), que é composta por quatro pares de opostos(quatro escalas):

–       Foco de Energia – determinado pela extroversão(E) quando o foco é no mundo externo, e pela introversão(I) quando o foco é no mundo interior(este tema foi descrito na edição 10 – março/14)

–       Funções Psíquicas de Percepção – determinam a forma como coletamos informações do mundo ao nosso redor, e pode ser através da sensação(S) quando utilizamos os 5 sentidos ou da intuição(N), quando utilizamos o 6o.sentido(este tema foi descrito na edição 11 – abril/14);

–       Funções Psíquicas de Julgamento – referente à forma como tomamos decisão, se através do pensamento(T) ou do sentimento(F) (este tema foi descrito na edição 12 – maio/14);

–       Estilo de Vida – determina qual é a função dominante e como você se relaciona com o mundo exterior, e pode ser identificado pelo julgamento(J) ou pela percepção(P) (serão detalhados a seguir);

O tipo psicológico contem uma letra de cada par descrito acima(E/I, S/N,T/F, J/P), sendo que as duas letras centrais do tipo representam as funções psíquicas(S/N e T/F), e representarão as funções principal e auxiliar, e o determinante nessa decisão é a escala de “estilo de vida”(J/P), que veremos a seguir. Embora o tipo psicológico tenha a representação de apenas duas funções psíquicas (S/N e T/F), as demais funções também estão implícitas em cada tipo, e representam as funções terciária e inferior.

Se a função principal é uma função de “percepção” (S ou N), a função auxiliar será de julgamento (T ou F) e vice-versa. A função principal carrega junto o foco de atitude, se extrovertido ou introvertido.

As funções terciária e inferior são funções pouco desenvolvidas. A terciária é o oposto da função auxiliar e a inferior é oposta à função principal.

Segundo Jung, a função inferior representa a “sombra”, o lado não desenvolvido. Embora seja a função menos familiar, merece destaque porque atua quando estamos estressados ou cansados, e podemos agir de modo irreconhecível causando estragos.

Essas combinações determinam os 16 tipos psicológicos, cada um com suas suas preferências, potencialidades e fortalezas, mas também, pontos a serem desenvolvidos.

Um dos propósitos da compreensão da tipologia, sua ou do seu coachee, é desenvolver um melhor equilíbrio entre as quatro funções, mas vale lembrar que sempre manteremos nossas preferências ao longo da vida.

A seguir falarei sobre a escala de “estilo de vida”, ou seja, falarei sobre o julgamento(J) e a percepção (P), que nos mostra como gostamos de interagir com o mundo exterior, e essa escala também tem o propósito de determinar qual são as sequências das nossas funções(principal, auxiliar, terciária e inferior).

Como é uma pessoa cujo estilo de vida é o julgamento? E a percepção? Como desenvolver melhor as potencialidades de cada estilo? Como a definição do estilo de vida determina as sequências das funções?

Como identificar uma pessoa do tipo julgamento?

  • Tem o foco na decisão;
  • Prefere uma vida mais planejada;
  • Gosta da previsibilidade;
  • Se sente compelido à resolver os problemas(os seus e os dos outros, quando consultado);
  • Sente prazer em concluir uma atividade/projeto;
  • Busca estar correto;
  • Prefere seguir uma agenda;
  • É objetivo e preciso;
  • Tende a ser mais rígido;
  • Tem foco na tarefa;

A melhor forma de abordar uma pessoa tipo julgamento é apresentando seu método de trabalho, de forma breve e concisa, destacando as tarefas a serem feitas, mostrando quais são os resultados esperados, cumprindo a agenda pré-estabelecida.

Ao longo do processo de coaching, lhe dê feedbacks específicos, pontuando os avanços conquistados, mas de forma muito concisa e objetiva.

Vamos agora às características da pessoa cujo estilo de vida é a percepção:

  • Tem o foco na busca por informações, é muito curioso;
  • Prefere uma vida mais flexível;
  • Possui forte poder de adaptação;
  • Se sente compelido à adiar as decisões, sempre com o intuito de buscar novas informações;
  • Sente prazer em iniciar algo novo até que a novidade se desgaste;
  • Busca estar antenado com o que acontece ao seu redor;
  • Tem dificuldade em seguir uma agenda, em gerir o tempo;
  • É flexível;
  • Tem prazer na mudança;
  • Tem foco no processo;

A melhor forma de abordar uma pessoa tipo percepção é fornecendo-lhe sempre novas informações, estimulando sua curiosidade. Deixe-o à vontade para esclarecer todos os “por quês” que lhe vêem à mente.

Quando tratar de um feedback enfatize os progressos observados nele, enfatizando o processo e as mudanças de comportamento já percebidos nele.

E como a definição do estilo de vida determina qual é a função principal, que consequente determinará a sequência das demais funções?

Esta escala nos mostra qual é a nossa preferência para lidar com o mundo exterior, e como vimos na edição de março, onde abordei o tema “extroversão e introversão”, a função principal da pessoa do tipo “extroversão” é a que interage com o mundo exterior e a escala J/P determinará diretamente a sua função principal, ou seja, se a função principal é do tipo “percepção”(S/N), caso tenha a letra “P” no final do tipo ou “julgamento” (T/F) caso tenha a letra “J”, e a partir dela se estabelece quais são as demais funções.

Vou exemplificar para facilitar o entendimento, se o tipo da pessoa é ESTJ, ela é uma pessoa do tipo “extrovertida”(E), portanto o estilo de vida é o “julgamento”(J), sendo assim, no tipo ESTJ a função principal será a de julgamento que é o “pensamento”(T), consequentemente a auxiliar será a “sensação”(S).

No caso do tipo ser ESTP teremos:

E – Extroversão

S – Sensação (função de percepção)

T – Pensamento (função de julgamento)

P – Percepção, determinando assim que a função principal será a “sensação” (S), logo a função auxiliar será o “pensamento”(T)

Com relação aos tipos “introvertidos”(I), a introversão acompanha a função principal, portanto, caberá à função auxiliar a interação com o mundo exterior, e esta será determinada pela escala J/P.

Exemplificando, se a pessoa é do tipo ISTJ, seu “estilo de vida”(J/P) determinará qual é a função auxiliar.

Exemplificando, no tipo ISTJ teremos:

I – Introversão

S – Sensação (função de percepção)

T – Pensamento (função de julgamento)

J – Julgamento, que no introvertido identifica a função auxiliar, no exemplo a função “pensamento”(T), o que implica que a função principal será a “Sensação” (S)

Portanto, o tipo ISTJ tem a função principal “sensação”(S) e auxiliar “pensamento”(T).

No tipo ISTP a função principal será o “pensamento”(T) e auxiliar “sensação”(S), conforme explicação:

I – Introversão

S – Sensação (função de percepção)

T – Pensamento (função de julgamento)

P – Percepção, identifica no introvertido que a função auxiliar será de percepção, no exemplo é a “sensação”(S), o que deriva que a função principal será o “pensamento” (T)

Ressalto que não existe um tipo melhor ou pior, pois como podemos observar o mundo precisa de pessoas decididas, com o foco em finalizar as tarefas e de pessoas curiosas, investigativas.

É importante enfatizar que ambos os tipos julgamento e percepção, como toda a teoria do Jung, possuem um lado luz e um lado sombra, ou seja, uma pessoa tipo julgamento, se não buscar desenvolver o seu poder de adaptação e sua flexibilidade, corre o risco de ser muito rígida e resistente à mudança.

Da mesma forma, a pessoa tipo percepção, se não trabalhar o julgamento, também corre o risco de ser uma pessoa com fraco poder de decisão, de concluir as tarefas, com dificuldade de gestão do tempo.

Com esse texto encerro a descrição das quatro escalas(E/I, S/N, T/F e J/P) contidas nos tipos psicológicos definidos na teoria do Carl Jung.

Na próxima edição falarei sobre a combinação das funções (S/N e T/F) e as carreiras ou atividades afins a cada uma delas, onde se sentem mais confortáveis, e consequentemente, onde poderão ter uma maior satisfação e maior produtividade! Até lá!

Esse texto foi publicado na edição de junho/14 da Revista Coaching Brasil

Tipos Psicológicos – Sensação ou Intuição

Medo Concreto, Amor Abstrato

Inspiração ou realização? O que fascina mais? O que é mais relevante? Sabemos que o mundo precisa dos dois, mas com qual deles nos sentimos mais à vontade? Se você é coach, como identificar com qual delas o seu coachee mais se parece? A resposta para essas perguntas pode estar relacionada com o tipo psicológico, entender essa preferência pode abrir caminhos importantes seja para nosso autoconhecimento ou para entender nossos coachees, e esse entendimento pode ser determinante na condução e no resultado do coaching.

Na edição 8(janeiro/14) escrevi uma visão geral sobre a teoria de tipos criada pelo psiquiatra suiço Carl Gustav Jung(1875-1961), que é composta por quatro pares de opostos:

–       Foco de Energia – determinado pela extroversão(E) quando o foco é no mundo externo, e pela introversão(I) quando o foco é no mundo interior(este tema foi descrito na edição 10 – março/14)

–       Funções Psíquicas de Percepção – determinam a forma como coletamos informações do mundo ao nosso redor, e pode ser através da sensação(S) ou da intuição(N) (serão descritas a seguir);

–       Funções Psíquicas de Julgamento – referente à forma como tomamos decisão, se através do pensamento(T) ou do sentimento(F) (serão detalhadas na próxima edição(maio/14);

–       Estilo de Vida – determina qual é a função dominante, e pode ser identificado pelo julgamento(J) ou pela percepção(P) (serão detalhados na edição 13(junho/14);

O tipo psicológico contem as quatro funções psíquicas(S-N e F-T), entretanto, com pesos distintos de acordo com a frequência de atuação, identificadas como função principal, auxiliar, terciária e inferior.

A determinação do tipo psicológico é feita pela composição das duas funções mais desenvolvidas, ou seja, a principal e a auxiliar. Se a função principal é uma função de “percepção” (S ou N), a função auxiliar será de julgamento (T ou F) e vice-versa. A função principal carrega em si o foco de atitude, se extrovertido ou introvertido.

As funções terciária e inferior são funções pouco desenvolvidas. A terciária é o oposto da função auxiliar e a inferior é oposta à função principal. Por exemplo, se a função principal é pensamento, a função inferior será sentimento.

Segundo Jung, a função inferior representa a “sombra”, o lado não desenvolvido. Embora seja a função menos familiar, merece destaque porque atua quando estamos estressados ou cansados. Nesses momentos podemos agir de modo irreconhecível e causar estragos. Justamente por isso, é importante trabalhar essa função.

Essas combinações determinam os 16 tipos psicológicos. Cada tipologia possui suas preferências, com potencialidades e fortalezas, mas também, pontos a serem desenvolvidos.

Um dos propósitos da compreensão da tipologia, sua ou do seu coachee, é desenvolver um melhor equilíbrio entre as quatro funções, mas vale lembrar que o tipo psicológico não muda ao longo da vida.

A seguir falarei sobre as funções psíquicas de “percepcão”, ou seja, falarei sobre a sensação(S) e a intuição(N), também conhecidas como “funções irracionais”, e determina como “enxergamos” o mundo ao nosso redor.

Como é uma pessoa cuja função principal é a sensação? E a intuição? Como desenvolver melhor as potencialidades de cada função? Como trabalhar com o seu oposto? Caso a função dominante do meu coachee seja a sensação ou a intuição, qual a melhor forma de conduzir um processo de coaching?

Como identificar uma pessoa do tipo sensação?

  • Confiam nos seus cinco sentidos (visão, audição, olfato, paladar e tato);
  • São determinados por “fatos e dados”, no que é concreto, no “ver para crer”;
  • Seu objetivo é no aqui-agora;
  • Gostam de exatidão e precisão;
  • São detalhistas;
  • Gostam de implementar, de realizar, de executar, de colocar a “mão na massa”;
  • Se sentem seguros com o que é conhecido, testado e aprovado;
  • São práticos e tem foco nos resultados;
  • Tendem a ser mais conservadores;
  • São realistas;
  • Seu lema pode ser “viva a vida como ela é”;

A melhor forma de abordar uma pessoa tipo sensação é apresentando seu método de trabalho, passo a passo, fornecendo os detalhes de cada etapa, oferecendo exemplos específicos e concretos, destacando os ganhos a serem perseguidos, mostrando quais os papéis e responsabilidades.

Ao longo do processo de coaching, lhe dê feedbacks constantes, pontuando os avanços conquistados por ele, com exemplos específicos.

Como explicado anteriormente, se a pessoa tem a função principal sensação, sua função inferior será a intuição, portanto, é importante que busque desenvolver características dessa função para familiarizar-se com ela, e com isso proporcionar um melhor equilíbrio:

  • Estimule seu coachee a fazer um curso ou exercitar a técnica de pensamento criativo ou brainstorming;
  • Sugira a ele que faça um planejamento a longo prazo, do tipo “onde desejo estar daqui a cinco anos e como chegarei lá”;
  • Proponha que faça um sumário executivo (de uma ou duas páginas) descrevendo as tendências e os padrões que os dados levantados por ele sugerem.
  • Peça que considere uma forma nova de realizar um trabalho;
  • Estimule a leitura de fábulas, contos infantis, e busque encontrar a metáfora associada, ou que reconte a história mantendo os mesmos personagens, mas com novos desfechos;
  • Sugira que assista propagandas criativas e busque entender o que está por trás da mensagem ou o que está escrito de forma sutil;
  • Se gostar de fotografia, proponha que tire fotos panorâmicas, onde o foco seja a paisagem geral e não um detalhe específico;
  • Estimule-o a imaginar usos distintos para objetos conhecidos;

Vamos agora às características da pessoa cuja função principal é a intuição:

  • Confiam no seu palpite, no seu sexto sentido;
  • São determinados por inspiração e imaginação;
  • Antecipam o futuro;
  • Focam no todo, no contexto;
  • Gostam de resolver problemas novos e complexos;
  • Enxergam tendências, novos padrões;
  • São estimulados pela mudança, pelo movimento;
  • São sonhadores e visionários;
  • Tendem a ter um raciocínio muito rápido, descobrem o final do filme muito antes de todos;
  • Seu lema pode ser “aberto a novas possiblidades”;

A melhor forma de abordar uma pessoa tipo intuição é expor de forma ampla o seu método de trabalho, sem focar nos detalhes, mas enfatizando os conceitos e tendências. Estimule-o com uso de metáforas e analogias, seja com o uso de materiais de apoio ou com perguntas durante as sessões, de forma a proporcionar uma agenda mais dinâmica e lúdica.

Quando tratar de um feedback enfatize as linhas gerais, as mudanças amplas observadas, e não gaste muito tempo nos detalhes de cada situação, senão ele perderá o interesse na sua fala e não manterá o foco

E como podemos ajudar uma pessoa com função principal intuição a desenvolver a sua função sensação?

  • Estimule-o a usar os seus cinco sentidos degustando um novo prato, descobrindo os sabores envolvidos, o aroma, a apresentação, a textura dos alimentos, vivenciando o momento presente;
  • Oriente-o a ouvir uma música e focar nos sons que está ouvindo, na letra, sem deixar a mente divagar para outro momento;
  • Incentive-o a levantar informações, detalhes que sustentem suas percepções;
  • Peça-lhe que analise a realidade como ela se apresenta, focando no aqui-agora, e pode até trabalhar uma planilha de orçamento pessoal;
  • Proponha que organize uma reunião entre amigos, com detalhes do que precisa ser providenciado, passo a passo, desde a escolha do lugar, decoração, participantes, o que será servido, etc;
  • Sugira que durante esta reunião entre amigos, observe os detalhes de todos os envolvidos, quais roupas e acessórios estão usando, como estão suas feições, quais sons estão presentes;
  • Caso tenha interesse em culinária, proponha que execute uma receita, seguindo todos os detalhes, medindo corretamente seus ingredientes, e seguindo o passo a passo;

Ressalto que não existe um tipo melhor ou pior, pois como podemos observar o mundo precisa de pessoas intuitivas, que identifiquem novas tendências, novas soluções, inovadoras e criativas, mas precisa também, de pessoas que consigam executar e colocar em prática essas idéias, para que elas saiam da imaginação e possam virar realidade.

É importante enfatizar que ambos os tipos sensação e intuição, como toda a teoria do Jung, possuem dois lados, um lado luz e um lado sombra, ou seja, uma pessoa tipo intuição, se não buscar desenvolver a sensação, corre o risco de “viver no mundo da lua”, e não realizará nada.

Da mesma forma, a pessoa tipo sensação, se não trabalhar a intuição, também corre o risco de ser uma pessoa presa à fazer “tudo sempre igual”, como na música Cotidiano do Chico Buarque.

Enfim, estas são as principais características das pessoas do tipo sensação(S)ou intuição(N)! Na próxima edição falarei sobre as funções pensamento(T) e sentimento(F)! Até lá!

(*) Texto publicado na 11a. edição(abril/14)  da Revista Coaching Brasil (www.revistacoachingbrasil.com.br)

Primeiro bolo do ano – receita para 2014!

Image

O bolo da foto é o primeiro que fiz em 2014! Que lhe parece? Está apetitoso? Pois é, modéstia à parte, estava bom sim!

Mas, fazer esse bolo me fez refletir sobre varias coisas, e uma delas foi pensar sobre o qual é a receita que quero para 2014!

Embora pareça apenas um bolo simples com calda de limão, ele tem muitas lembranças e significados importantes pra mim!

A receita era da minha mãe, e remete a uma época muito boa, de conversas à mesa da cozinha, com um cafezinho feito na hora!

Fazer esse bolo me fez lembrar das minhas origens, refletir sobre a minha caminhada, o que aprendi até hoje, e o que preciso aprender! Baseado nisso, fiquei pensando onde quero chegar no final de 2014?

Quais “novos sabores e saberes” quero acrescentar no meu caminhar ao longo deste ano?

E mesmo quem nunca cozinhou sabe que, para se fazer um bolo gostoso é preciso ter bons ingredientes, mas neste caso são ingredientes muito simples!

Na cozinha e na vida, acredito que o nosso desafio hoje seja simplificar, de todas as formas, diminuindo o consumo de coisas supérfluas, reduzindo o estresse, valorizando o tempo que passamos com as pessoas importantes na nossa vida, sem buscar tanto “ter e aparecer”, e sim dedicando mais tempo em “ser” feliz.

Venho exercitando este pensamento, mas sempre dá para simplificar mais, pois nossa percepção vai aprimorando, e acho que esta pode ser uma boa meta para 2014!

Outro ponto é que, um bolo precisa de fermento para crescer e ficar fofinho, e esse fermento pode significar a nossa motivação, o que nos impulsiona, o que nos faz crescer!

Mas, assim como o fermento do bolo, ela precisa ser na medida certa, pois se colocarmos pouco fermento o bolo não cresce, fica “embatumado”, como se diz na minha terra.

Se nossa motivação for muito pequena não produzirá o resultado esperado, não vai nos desenvolver e não teremos muito o que comemorar no final do ano!

Entretanto, fermento demais no bolo faz com que cresça muito num primeiro momento, e depois murche! Assim é também com a nossa motivação, pois se ela for “acima da medida” pode consumir muito da nossa energia e faltará fôlego para chegar até o final.

Então como saber se a nossa motivação está na “medida certa” ? Na minha opinião, cada pessoa precisa trabalhar o autoconhecimento, para então saber qual é a sua “quantidade ideal”, pois vai depender do seu momento de vida, da sua personalidade, das suas expectativas e recursos internos disponíveis.

Uma forma de “medir” essa quantidade é verificar se está sendo desafiado naquilo que te faz brilhar os olhos, se está conseguindo colocando em prática seus pontos fortes, e se está trabalhando também suas deficiências, senão não haverá crescimento no final.

Na cozinha e na vida, o que é fazemos é um processo de transformação, cujo resultado desejado é de produzir algo melhor, que agrade a nós mesmos e a todos que nos cercam!

Desejo que, para fazer “seu bolo de 2014”, você alcance os melhores ingredientes, que estejam todos na medida certa para o seu crescimento, e que possa saboreá-lo em ótima companhia ao longo do ano!

“Desapega, desapega…”

Imagem

Novembro já começou e, em dois meses, estaremos no Natal e na virada do ano.

Nesse período, costumamos pensar um pouco no ano que passou, quais foram os nossos aprendizados, conquistas, desafios e problemas enfrentados. Começamos a estruturar o nosso balanço anual.

Tenho ouvido muito uma propaganda de um site de vendas, cujo slogan é “desapega, desapega…”. Fiquei pensando do que gostaria de me desapegar neste ano. Não falo aqui apenas de coisas materiais como móveis, bicicleta ou carro, como o referido anúncio divulga, mas falo de bagagens desnecessárias que carrego. Muitas vezes, essa carga extra chega a ser prejudicial a minha vida e dificulta meu desenvolvimento.

Acredito que esse seja um excelente momento para olharmos para nossas vidas, nossas carreiras e analisarmos o que estamos mantendo desnecessariamente. É possível desapegar de algo ou reavaliar?

Claro que quando estamos falando de família a palavra desapegar não costuma se aplicar, mas às vezes estamos empurrando com a barriga um relacionamento, apenas pelo medo de ficarmos sozinhos. Nesses casos, esquecemos que a solidão a dois é mais sofrida do que a solidão por opção, que pode ser até instrutiva e saudável.

E na nossa vida profissional, na nossa carreira, quais atitudes, quais características e comportamentos poderiam ser revistos ou descartados?

Quando eu trabalhava com sistemas de suporte à tomada de decisão para grandes empresas eu usava uma frase que também se aplica a nossas vidas: “Primeiro preciso saber quem sou e onde estou para posteriormente traçar um plano de onde quero chegar”.  Caso contrário, podemos receber a mesma resposta que o Gato deu para a Alice no país das maravilhas: “Se não sabe onde está e aonde quer chegar, qualquer caminho serve”.

Trabalhando com coaching percebo que, muitas vezes, há um desperdício de tempo e energia em manter comportamentos que não satisfazem e até prejudicam. Algumas vezes isso acontece por comodismo, outras por medo de sair do padrão, com receio da mudança e de abrir espaço para o inusitado. Mas muito dessa energia desperdiçada é simplesmente por um desconhecimento de si próprio, da sua real capacidade.

Justamente por isso me lembrei do slogan da campanha do site de vendas. Precisamos ampliar nossa consciência para sabermos o que podemos e queremos desapegar, para exercitarmos novos comportamentos, novos aprendizados, aprimorando nossas qualidades e confrontando nossas limitações.

Acredito que este exercício de desapego deva ser repetido de tempos em tempos, pois vamos nos transformando. Algo que nos era útil quando estávamos iniciando a carreira e éramos jovens pode não nos atender hoje. Esse exercício de entendimento do nosso momento de vida e das nossas necessidades atuais nos dirá quais comportamentos são demandados. Com isso, novas possibilidades podem ser vislumbradas, novos desafios podem ser impostos e outros caminhos podem surgir.

Você sabe do que gostaria de se desapegar hoje? Se não souber, reflita sobre o tema. Se sim, desapega, desapega…. E fique em paz!

Amor versus Poder

Imagem

Na semana passada fui profundamente tocada por 2 temas, um deles me causou indignação, descrédito, decepção, desilusão, e ocorreu na tarde do dia 18/set quando o ministro do STF, Celso de Mello, deu o seu voto de minerva e aprovou os embargos infringentes possibilitando assim, que 12 dos réus no processo do mensalão tenham direito a um novo julgamento.

E o outro tema, me tocou de maneira muito mais doce, mais amável, mais feliz e comovente, e ocorreu na noite do dia 17/set, quando o personagem Tibério, vivido pelo ator Tarcísio Meira, da novela Saramandaia rompe com “suas raízes” para ir o encontro da sua amada, a Candinha, personagem da atriz Fernanda Montenegro.

Embora os temas pareçam ser tão distantes, eles se atravessam, pois um deles fala sobre o “Poder”,  o poder do cargo, o poder(ou não poder) da justiça, o poder do dinheiro, o poder do ego, enfim, o poder pelo poder.

Já o outro tema diz respeito ao “amor”, amor de uma vida inteira, amor pela verdade, amor pela família, amor pela justiça, amor que perdoa, que vence e rompe barreiras.

Você pode estar se perguntando o que uma coisa tem a ver com a outra? É que o Jung (Carl G. Jung, psiquiatra suíço) no livro “Sobre o amor”, diz que:

“Onde predomina o amor não há vontade de poder, e onde há predominância do poder, não há amor. Um é a sombra do outro.”

Ou seja, quando estamos movidos pelo poder há a ausência do amor, ficamos “tomados” pelo poder, seja o poder que foi instituído a alguém ou a nós mesmos, ou o poder que nos domina, ou que nos subjulga.

E no tema do julgamento dos embargos infringentes do mensalão, eu acredito que houve o predomínio do poder, nas suas mais variadas formas, e com isso uma total ausência de amor, amor pela justiça, amor pelo país, amor pela decência, amor pelo povo brasileiro, amor pela moral!

Quem assistiu o voto do referido ministro, viu na verdade um teatro, onde um personagem desempenhava um papel, com muito discurso ensaiado, e um descaso declarado pelo clamor de toda uma nação.

Ele disse que não ia se deixar contaminar pela pressão popular e da mídia, mas se o julgamento estava empatado em 5 votos para cada lado, isso denotava que haviam argumentos para escolher qualquer um dos lados, e bastava apenas que o referido ministro trilhasse o caminho da moral, pois o que estava em jogo nesse processo era sobretudo a Moral e a Ética! Mas, ele preferiu justificar seu voto na manutenção de uma declaração anteriormente proferida, ao invés de “evoluir”, como se diz quando há uma mudança de posição, e escolheu o caminho do Poder!

Já em Saramandaia(já retratei sobre essa novela em outro post que pode ser lido aqui), Tibério mostrava até então uma história de domínio pelo poder, pela rigidez, teimosia, intransigência, arrogância, e essa inflexibilidade foi materializada nas raízes que nasceram em torno dos seus pés e que o impediam de sair de sua cadeira, paralisando-o de todas as formas.

Entretanto, Tibério ao se reencontrar com seu primeiro e único amor do passado, a Candinha, se sentiu compelido a abdicar do o seu poder, para viver esse amor na sua plenitude.

E na cena que foi ao ar no dia 17/set, ele se liberta das raízes, ajudado pelo seu neto, mostrando ser uma atitude dolorosa, difícil, mas totalmente sustentada pelo amor pela sua querida Candinha, e nesse momento as divergências entre as famílias foram deixadas pra trás, perdoaram os erros cometidos por ambos no decorrer da vida, e foram tomados pelo sentimento de amor profundo.

E esse encontro foi tão intenso que foram unidos e eternizados numa árvore do amor que cresceu e floresceu em direção céu, de uma maneira linda e emocionante, nos mostrando que o caminho do amor pode sim ser mais forte e mais consistente.

Eu acredito que assim é a nossa vida, podemos sempre escolher qual caminho queremos trilhar, se o caminho do poder ou do amor, sendo que o caminho do poder, ao contrário do que se pensa, envolve submissão, e em alguns casos, a rigidez, a intransigência ou impossibilidade de mudança de posição, e muitas vezes deriva num caminho solitário ou cercado por falsos amigos.

Por outro lado, o caminho do amor é um caminho onde o servir é mais importante, onde temos a possibilidade de trocar, de alternar posições, ora ensinamos, ora somos ensinados, onde o compartilhar é constante, entendendo que estamos aqui para nos tornarmos uma pessoa melhor a cada dia, caminhando sempre em busca do nosso autoconhecimento, do nosso aprimoramento.

Espero que você tenha tomado o melhor caminho, mas caso não o tenha feito até então, siga o exemplo do Tibério, se transforme, corte fora suas raízes, e se deixe levar pelo amor!

Eu posso… Será mesmo?

Imagem

Em primeiro lugar desejo a todos um Feliz 2013, visto que este é o primeiro texto que publico no ano.

O ano tem apenas 35 dias que começou, mas sei que já assistimos diversas tragédias que ocorreram neste ano, e é claro que a mais comovente é a de Santa Maria que vitimou centenas de jovens que estavam apenas se divertindo, uma aberração e um fato extremamente chocante! Sei que muito já foi falado a respeito disso e, por outro lado, sei também que por mais que seja dito nunca será suficiente, portanto, não pretendo falar sobre essa tragédia porque um texto apenas seria muito pouco para demonstrar a minha indignação.

Mas, quero falar sobre um outro tema que tem me incomodado bastante, tenho visto nos sites de notícias, nas redes sociais, nas conversas, enfim, por toda parte, e diz respeito a nova Lei Seca que está em vigor, cuja tolerância é zero!

E isso tem me levado a fazer diversas reflexões sobre o que está sendo dito, alguns apóiam integralmente, mas tenho visto muita gente revoltada com as blitz, com a ação da policia.

Nós brasileiros que temos o chamado “complexo de vira-lata”, expressão dada pelo dramaturgo Nelson Rodrigues, onde exibimos o nosso complexo de inferioridade perante ao resto do mundo.

Essa Lei Seca nos coloca em par de igualdade a muitos países desenvolvidos, e eu me pergunto, por que ao invés de nos indignarmos contra essa lei nós não nos orgulhamos de termos evoluído a esse respeito?

Muita gente diz, em especial nas redes sociais, que o país não tem transporte público suficiente para exigir o cumprimento dessa lei, e eu concordo que nosso sistema de transporte público é precário e deixa muita a desejar. Mas, será que em todos os lugares, em todas as cidades onde essa lei é aplicada no mundo tem um sistema de transporte adequado? Eu tendo a acreditar que trata-se mais de uma justificativa injustificável.

E faço uma reflexão, se ocorresse um atropelamento ou qualquer outro tipo de acidente, onde a vitima fosse um parente nosso, um filho, irmão, sobrinho, pai, mãe, e o responsável pelo acidente fosse uma pessoa que tivesse ingerido álcool antes de dirigir, a quem destinaríamos a nossa revolta? Aos governantes que não fizeram valer a lei em vigor, ao condutor que após ingerir álcool sabia que sua atitude poderia colocar em risco a sua própria vida e a de outras pessoas? Provavelmente um somatório de tudo isso!

Será que iríamos atenuar o fato dizendo que o motorista causador do acidente ingeriu apenas uma cerveja, ou apenas 2 tacinhas de vinho?

Tendo a acreditar fortemente que não faríamos essa ponderação, porque isso nos tocaria profundamente no coração e pensaríamos apenas que o motorista foi um irresponsável e não tinha condições de dirigir.

Então por que relutamos tanto em cumprir essa lei, quando nós mesmos podemos ser uma dessas pessoas passíveis de causar um acidente após a ingestão de álcool?

Por que pensamos que o outro não deve, mas “eu posso”, comigo é diferente?

Com que direito nos julgamos acima da lei e isentos aos efeitos que o álcool comprovadamente faz no nosso organismo?

Que super poderes são esses que imaginamos possuir que nos faz tão resistentes à bebida, e que por isso acreditamos que nossos reflexos não serão alterados a ponto de causar um acidente?

Se eu não tenho opção e só posso ir de carro, por que não posso me divertir sem ingerir álcool?

Eu não quero aqui fazer uma apologia à abstenção do álcool na vida de ninguém, apenas acho que temos que ser responsáveis pelos nossos atos, e não “diferenciarmos” os nossos atos dos demais. Não somos melhores e nem piores que ninguém, portanto, temos que ter o rigor na avaliação dos nossos atos, assim como temos com os demais.

Se quer beber, se divertir faça um esquema de carona solidária onde o condutor do dia se propõe a ficar abstêmio, pegue um táxi, ou qualquer outro meio de transporte (ônibus, metrô, trem), ou então beba algo no início da noite e beba bastante água e suco no restante da noite até que seu organismo elimine esse álcool para que possa dirigir com tranquilidade.

Eu me considero uma pessoa relativamente otimista, eu creio que as pessoas podem mudar, melhorar, se aprimorar e, eu me lembro quando foi sancionada a lei do uso obrigatório do cinto de segurança.

Houve uma revolta, gente dizendo que era um absurdo, uma bobagem, tinha motorista que usava uma camiseta cujo desenho se assemelhava a foto de um cinto de segurança para o caso do guarda olhar, enfim, fora inúmeras campanhas, e eu mesma reclamava do cinto porque achava que me incomodava, enfim…

Hoje eu acredito que todos os motoristas não tem dúvida quanto a necessidade e importância do uso correto do cinto de segurança, portanto, eu tenho a esperança que com a Lei Seca ocorra o mesmo.

Mas, para isso é necessário que façamos uma mudança de comportamento, de atitude, começando conosco e, em seguida, tentando sensibilizar todos que estão à nossa volta….Você concorda? Espero que sim!

Feliz 2013 e sem acidentes de percurso!

Palesta: Jung e o Homem Contemporâneo

Vale a pena participar !

Para saber mais detalhes leia o post Palestra Jung e o Homem Contemporâneo

Primeiro passo…

 

Meu nome é Lucia Navarro e este é meu primeiro post neste blog e é com muito prazer e alegria que inicio essa caminhada !

E coloquei essa foto pois, na minha visão, ele mostra um dos propósitos deste blog, que é de trazer a história de cada um nas páginas já escritas pela vida, e também propor uma nova história, um renascimento para as próxima páginas como um recomeçar e uma renovação, de todos aqueles que se propuserem a contribuir com suas opiniões, comentários, mensagens.

E por isso o nome do blog ser Conversas sem censura porque nada é definitivo, nada é absoluto, cada um tem o direito de ter a sua própria visão de mundo e da vida, sem reprimir e sem omitir nenhuma contribuição.

Boa blogagem para todos nós !