Tipos Psicológicos: Pensamento ou Sentimento

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Razão ou sensibilidade? Objetividade ou subjetividade? Justiça ou compaixão? O que faz mais sentido pra você? O que é mais importante? Entendemos que o mundo precisa das duas abordagens, mas qual nos deixa mais à vontade? Se você é coach, como identificar que perfil é mais próximo do seu coachee? A resposta para essas perguntas pode estar relacionada com o tipo psicológico, entender essa preferência pode facilitar as diversas escolhas, e é muito importante trabalharmos o autoconhecimento, ou para entender nossos coachees, pois essa compreensão pode ser muito relevante na condução e no resultado do coaching.

Na edição 8(janeiro/14) escrevi uma visão geral sobre a teoria de tipos criada pelo psiquiatra suiço Carl Gustav Jung(1875-1961), que é composta por quatro pares de opostos:

–       Foco de Energia – determinado pela extroversão(E) quando o foco é no mundo externo, e pela introversão(I) quando o foco é no mundo interior(este tema foi descrito na edição 10 – março/14)

–       Funções Psíquicas de Percepção – determinam a forma como coletamos informações do mundo ao nosso redor, e pode ser através da sensação(S) quando utilizamos os 5 sentidos ou da intuição(N), quando utilizamos o 6o.sentido(este tema foi descrito na edição 11 – abril/14);

–       Funções Psíquicas de Julgamento – referente à forma como tomamos decisão, se através do pensamento(T) ou do sentimento(F) (serão descritas a seguir);

–       Estilo de Vida – determina qual é a função dominante e como você se relaciona com o mundo exterior, e pode ser identificado pelo julgamento(J) ou pela percepção(P) (serão detalhados na edição 13(junho/14);

O tipo psicológico contem uma letra de cada par descrito acima(E/I, S/N,T/F, J/P), sendo que as duas letras centrais do tipo representam as funções psíquicas(S/N e T/F), e representarão as funções principal e auxiliar, e o determinante nessa decisão é a escala de “estilo de vida”(J/P), que detalharei na próxima edição. Embora o tipo psicológico tenha a representação de apenas duas funções, as demais funções também estão implícitas em cada tipo, e representam as funções terciária e inferior.

Se a função principal é uma função de “percepção” (S ou N), a função auxiliar será de julgamento (T ou F) e vice-versa. A função principal carrega em si o foco de atitude, se extrovertido ou introvertido.

As funções terciária e inferior são funções pouco desenvolvidas. A terciária é o oposto da função auxiliar e a inferior é oposta à função principal.

Segundo Jung, a função inferior representa a “sombra”, o lado não desenvolvido. Embora seja a função menos familiar, merece destaque porque atua quando estamos estressados ou cansados, e podemos agir de modo irreconhecível causando estragos.

Essas combinações determinam os 16 tipos psicológicos, cada um com suas suas preferências, potencialidades e fortalezas, mas também, pontos a serem desenvolvidos.

Um dos propósitos da compreensão da tipologia, sua ou do seu coachee, é desenvolver um melhor equilíbrio entre as quatro funções, mas vale lembrar que sempre manteremos nossas preferências ao longo da vida.

A seguir falarei sobre as funções psíquicas de “julgamento”, ou seja, falarei sobre o pensamento(T) e o sentimento (F), também conhecidas como “funções racionais”, e determinam como é o nosso processo de “tomada de decisão”.

Se você leu a edição passada, onde descrevi a sensação e a intuição, e não se reconheceu ou não reconheceu seu coachee totalmente, pode ser que a função principal, sua ou dele, seja pensamento ou sentimento.

Como é uma pessoa cuja função principal é o pensamento? E o sentimento? Como desenvolver melhor as potencialidades de cada função? Como trabalhar com o seu oposto? Caso a função dominante do meu coachee seja o pensamento ou o sentimento, qual a melhor forma de conduzir um processo de coaching?

Como identificar uma pessoa do tipo pensamento?

  • Tem o foco na tarefa;
  • Valoriza a lógica e a racionalidade;
  • É impessoal, mais focado nas coisas/tarefas, do que nas pessoas;
  • Rapidamente sabe os prós e contras do que lhe é apresentado;
  • Tem um compromisso com a verdade e a justiça;
  • Gosta de precisão, rapidez, decisão, com muita objetividade;
  • Capaz de organizar os fatos e as ideias em sequência lógica;
  • Orientado à resultados, não gostam de perder tempo com detalhes desnecessários;
  • Tende a ser mais crítico;
  • Seu lema é “seja breve e bem profissional”;

A melhor forma de abordar uma pessoa tipo pensamento é apresentando seu método de trabalho, de forma breve e concisa, fornecendo a lógica das etapas, oferecendo exemplos específicos e concretos, destacando as tarefas a serem feitas, mostrando quais são os ganhos que serão obtidos.

Ao longo do processo de coaching, lhe dê feedbacks específicos, pontuando os avanços conquistados, com exemplos claros e objetivos.

Como explicado anteriormente, se a pessoa tem a função principal pensamento, sua função inferior será o sentimento, portanto, é importante que busque desenvolver características dessa função para familiarizar-se com ela, e com isso proporcionar um melhor equilíbrio:

  • Estimule seu coachee a reconhecer suas próprias emoções e sentimentos;
  • Peça que observe os seus próprios limites, pois tende a colocar o mundo nas costas;
  • Sugira uma análise entre as críticas e os elogios que faz, se as críticas foram maiores, estimule-o a buscar um equilíbrio;
  • Proponha que se relacione com as pessoas e não com os cargos que ocupam;
  • Estimule-o a buscar a cooperação das pessoas e não o consentimento;
  • Sugira uma atividade física que privilegie a flexibilidade, seja yoga, pilates, alongamento, natação;
  • Proponha que veja ou tire fotos de pessoas, com diferentes feições, e tente identificar a emoção que está presente;
  • Estimule-o a fazer um curso de teatro, onde tenha que desempenhar diferentes papéis;

Vamos agora às características da pessoa cuja função principal é o sentimento:

  • Tem o foco nas relações;
  • Valoriza suas próprias crenças e valores;
  • Suas decisões são personalizadas, subjetivas;
  • Tende a buscar um consenso entre os envolvidos;
  • Tem um compromisso com a harmonia;
  • Gosta de contribuir com o bem estar das pessoas;
  • Tem forte habilidade no trato social;
  • É amigável, acha difícil ser conciso e objetivo;
  • Tende a ter mais compaixão;
  • Seu lema é “ajudar os outros”;

A melhor forma de abordar uma pessoa tipo sentimento é expor de forma ampla o seu método de trabalho, enfatizando as mudanças de comportamento que o coaching e o autoconhecimento promovem. Estimule-o com uso de exemplos ou experiências de outras pessoas, de forma a proporcionar uma agenda mais focada na melhoria dos relacionamentos e mudanças de atitude.

Quando tratar de um feedback enfatize os progressos observados nele, estimule-o a falar sobre suas próprias impressões e reações, nas mudanças de comportamento já percebidos por ele.

E como podemos ajudar uma pessoa com função principal sentimento a desenvolver a sua função pensamento?

  • Estimule-o a dar um feedback de forma racional e precisa;
  • Oriente-o observar os prós e contras, focando na tarefa a ser feita;
  • Incentive-o a ser mais sucinto nas suas interações, focando no tema a ser tratado;
  • Peça que observe que nem todas as pessoas com as quais se relaciona pode vir a ser seu amigo;
  • Proponha que tome uma decisão de negócio de forma objetiva, listando duas ou três opções para serem avaliadas(ex: custos, prazo, facilidade de implementação), dê peso a cada uma elas, e em seguida escolha a melhor pontuada;
  • Oriente-o a se posicionar perante uma situação, sobretudo quando sua opinião for divergente das demais pessoas;
  • Caso queira praticar uma atividade física, sugira que estabeleça um objetivo claro a ser cumprido(correr 5km, ½ maratona, etc.) e estruture um projeto de forma bem precisa, verificando todos os aspectos envolvidos (condicionamento físico, perda de peso, mudança na alimentação, etc.);

Ressalto que não existe um tipo melhor ou pior, pois como podemos observar o mundo precisa de pessoas racionais, que foquem sua mente na tarefa a ser cumprida, com objetividade e justiça, mas precisa também, de pessoas que busquem a harmonia, o consenso, a compaixão.

É importante enfatizar que ambos os tipos pensamento e sentimento, como toda a teoria do Jung, possuem um lado luz e um lado sombra, ou seja, uma pessoa tipo pensamento, se não buscar desenvolver o sentimento, corre o risco de ser muito rígida e impessoal, com ela e com os outros.

Da mesma forma, a pessoa tipo sentimento, se não trabalhar o pensamento, também corre o risco de ser uma pessoa com dificuldade de se posicionar, tomar decisão de forma objetiva e racional.

Enfim, estas são as principais características das pessoas do tipo pensamento(T)ou sentimento(F)! Na próxima edição falarei sobre o estilo de vida julgamento(J) e percepção(P)! Até lá!

Esse texto foi publicado na edição de maio/14 da Revista Coaching Brasil (www.revistacoachingbrasil.com.br) 

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Tipos Psicológicos – Sensação ou Intuição

Medo Concreto, Amor Abstrato

Inspiração ou realização? O que fascina mais? O que é mais relevante? Sabemos que o mundo precisa dos dois, mas com qual deles nos sentimos mais à vontade? Se você é coach, como identificar com qual delas o seu coachee mais se parece? A resposta para essas perguntas pode estar relacionada com o tipo psicológico, entender essa preferência pode abrir caminhos importantes seja para nosso autoconhecimento ou para entender nossos coachees, e esse entendimento pode ser determinante na condução e no resultado do coaching.

Na edição 8(janeiro/14) escrevi uma visão geral sobre a teoria de tipos criada pelo psiquiatra suiço Carl Gustav Jung(1875-1961), que é composta por quatro pares de opostos:

–       Foco de Energia – determinado pela extroversão(E) quando o foco é no mundo externo, e pela introversão(I) quando o foco é no mundo interior(este tema foi descrito na edição 10 – março/14)

–       Funções Psíquicas de Percepção – determinam a forma como coletamos informações do mundo ao nosso redor, e pode ser através da sensação(S) ou da intuição(N) (serão descritas a seguir);

–       Funções Psíquicas de Julgamento – referente à forma como tomamos decisão, se através do pensamento(T) ou do sentimento(F) (serão detalhadas na próxima edição(maio/14);

–       Estilo de Vida – determina qual é a função dominante, e pode ser identificado pelo julgamento(J) ou pela percepção(P) (serão detalhados na edição 13(junho/14);

O tipo psicológico contem as quatro funções psíquicas(S-N e F-T), entretanto, com pesos distintos de acordo com a frequência de atuação, identificadas como função principal, auxiliar, terciária e inferior.

A determinação do tipo psicológico é feita pela composição das duas funções mais desenvolvidas, ou seja, a principal e a auxiliar. Se a função principal é uma função de “percepção” (S ou N), a função auxiliar será de julgamento (T ou F) e vice-versa. A função principal carrega em si o foco de atitude, se extrovertido ou introvertido.

As funções terciária e inferior são funções pouco desenvolvidas. A terciária é o oposto da função auxiliar e a inferior é oposta à função principal. Por exemplo, se a função principal é pensamento, a função inferior será sentimento.

Segundo Jung, a função inferior representa a “sombra”, o lado não desenvolvido. Embora seja a função menos familiar, merece destaque porque atua quando estamos estressados ou cansados. Nesses momentos podemos agir de modo irreconhecível e causar estragos. Justamente por isso, é importante trabalhar essa função.

Essas combinações determinam os 16 tipos psicológicos. Cada tipologia possui suas preferências, com potencialidades e fortalezas, mas também, pontos a serem desenvolvidos.

Um dos propósitos da compreensão da tipologia, sua ou do seu coachee, é desenvolver um melhor equilíbrio entre as quatro funções, mas vale lembrar que o tipo psicológico não muda ao longo da vida.

A seguir falarei sobre as funções psíquicas de “percepcão”, ou seja, falarei sobre a sensação(S) e a intuição(N), também conhecidas como “funções irracionais”, e determina como “enxergamos” o mundo ao nosso redor.

Como é uma pessoa cuja função principal é a sensação? E a intuição? Como desenvolver melhor as potencialidades de cada função? Como trabalhar com o seu oposto? Caso a função dominante do meu coachee seja a sensação ou a intuição, qual a melhor forma de conduzir um processo de coaching?

Como identificar uma pessoa do tipo sensação?

  • Confiam nos seus cinco sentidos (visão, audição, olfato, paladar e tato);
  • São determinados por “fatos e dados”, no que é concreto, no “ver para crer”;
  • Seu objetivo é no aqui-agora;
  • Gostam de exatidão e precisão;
  • São detalhistas;
  • Gostam de implementar, de realizar, de executar, de colocar a “mão na massa”;
  • Se sentem seguros com o que é conhecido, testado e aprovado;
  • São práticos e tem foco nos resultados;
  • Tendem a ser mais conservadores;
  • São realistas;
  • Seu lema pode ser “viva a vida como ela é”;

A melhor forma de abordar uma pessoa tipo sensação é apresentando seu método de trabalho, passo a passo, fornecendo os detalhes de cada etapa, oferecendo exemplos específicos e concretos, destacando os ganhos a serem perseguidos, mostrando quais os papéis e responsabilidades.

Ao longo do processo de coaching, lhe dê feedbacks constantes, pontuando os avanços conquistados por ele, com exemplos específicos.

Como explicado anteriormente, se a pessoa tem a função principal sensação, sua função inferior será a intuição, portanto, é importante que busque desenvolver características dessa função para familiarizar-se com ela, e com isso proporcionar um melhor equilíbrio:

  • Estimule seu coachee a fazer um curso ou exercitar a técnica de pensamento criativo ou brainstorming;
  • Sugira a ele que faça um planejamento a longo prazo, do tipo “onde desejo estar daqui a cinco anos e como chegarei lá”;
  • Proponha que faça um sumário executivo (de uma ou duas páginas) descrevendo as tendências e os padrões que os dados levantados por ele sugerem.
  • Peça que considere uma forma nova de realizar um trabalho;
  • Estimule a leitura de fábulas, contos infantis, e busque encontrar a metáfora associada, ou que reconte a história mantendo os mesmos personagens, mas com novos desfechos;
  • Sugira que assista propagandas criativas e busque entender o que está por trás da mensagem ou o que está escrito de forma sutil;
  • Se gostar de fotografia, proponha que tire fotos panorâmicas, onde o foco seja a paisagem geral e não um detalhe específico;
  • Estimule-o a imaginar usos distintos para objetos conhecidos;

Vamos agora às características da pessoa cuja função principal é a intuição:

  • Confiam no seu palpite, no seu sexto sentido;
  • São determinados por inspiração e imaginação;
  • Antecipam o futuro;
  • Focam no todo, no contexto;
  • Gostam de resolver problemas novos e complexos;
  • Enxergam tendências, novos padrões;
  • São estimulados pela mudança, pelo movimento;
  • São sonhadores e visionários;
  • Tendem a ter um raciocínio muito rápido, descobrem o final do filme muito antes de todos;
  • Seu lema pode ser “aberto a novas possiblidades”;

A melhor forma de abordar uma pessoa tipo intuição é expor de forma ampla o seu método de trabalho, sem focar nos detalhes, mas enfatizando os conceitos e tendências. Estimule-o com uso de metáforas e analogias, seja com o uso de materiais de apoio ou com perguntas durante as sessões, de forma a proporcionar uma agenda mais dinâmica e lúdica.

Quando tratar de um feedback enfatize as linhas gerais, as mudanças amplas observadas, e não gaste muito tempo nos detalhes de cada situação, senão ele perderá o interesse na sua fala e não manterá o foco

E como podemos ajudar uma pessoa com função principal intuição a desenvolver a sua função sensação?

  • Estimule-o a usar os seus cinco sentidos degustando um novo prato, descobrindo os sabores envolvidos, o aroma, a apresentação, a textura dos alimentos, vivenciando o momento presente;
  • Oriente-o a ouvir uma música e focar nos sons que está ouvindo, na letra, sem deixar a mente divagar para outro momento;
  • Incentive-o a levantar informações, detalhes que sustentem suas percepções;
  • Peça-lhe que analise a realidade como ela se apresenta, focando no aqui-agora, e pode até trabalhar uma planilha de orçamento pessoal;
  • Proponha que organize uma reunião entre amigos, com detalhes do que precisa ser providenciado, passo a passo, desde a escolha do lugar, decoração, participantes, o que será servido, etc;
  • Sugira que durante esta reunião entre amigos, observe os detalhes de todos os envolvidos, quais roupas e acessórios estão usando, como estão suas feições, quais sons estão presentes;
  • Caso tenha interesse em culinária, proponha que execute uma receita, seguindo todos os detalhes, medindo corretamente seus ingredientes, e seguindo o passo a passo;

Ressalto que não existe um tipo melhor ou pior, pois como podemos observar o mundo precisa de pessoas intuitivas, que identifiquem novas tendências, novas soluções, inovadoras e criativas, mas precisa também, de pessoas que consigam executar e colocar em prática essas idéias, para que elas saiam da imaginação e possam virar realidade.

É importante enfatizar que ambos os tipos sensação e intuição, como toda a teoria do Jung, possuem dois lados, um lado luz e um lado sombra, ou seja, uma pessoa tipo intuição, se não buscar desenvolver a sensação, corre o risco de “viver no mundo da lua”, e não realizará nada.

Da mesma forma, a pessoa tipo sensação, se não trabalhar a intuição, também corre o risco de ser uma pessoa presa à fazer “tudo sempre igual”, como na música Cotidiano do Chico Buarque.

Enfim, estas são as principais características das pessoas do tipo sensação(S)ou intuição(N)! Na próxima edição falarei sobre as funções pensamento(T) e sentimento(F)! Até lá!

(*) Texto publicado na 11a. edição(abril/14)  da Revista Coaching Brasil (www.revistacoachingbrasil.com.br)

Tipos Psicológicos – Extroversão ou Introversão

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“Uma mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original”, esta frase do Albert Einstein define bem o processo de coaching e de autoconhecimento, pois é como uma nova janela que se abre e nunca mais veremos o mundo da mesma forma.

E uma das ferramentas que podemos utilizar nessa ampliação de consciência é a teoria dos “Tipos Psicológicos”, criada pelo psiquiatra suiço Carl Gustav Jung(1875-1961), muito útil do ponto de vista do coachee quanto do coach, pois de acordo com a tipologia do coachee, o coach poderá estabelecer uma abordagem adequada, além de identificar quais as potencialidades e quais pontos devem ser desenvolvidos com o coachee.

Existem alguns instrumentos no mercado que podem ser utilizados para  identificação da tipologia do coachee, entretanto, os mais confiáveis são pagos, embora o investimento não seja alto, nem todos tem acesso. Para ajudar, escreverei uma série de cinco textos explicativos a respeito, visando auxiliar o coach na identificação da tipologia do coachee.

Na edição de janeiro/2014 escrevi o texto “O ponto de vista de cada um”, explicando os princípios da teoria dos Tipos Psicológicos, mas vou resumir aqui para que entendam o que será tratado nesta e nas próximas quatro edições.

Primeiramente, Jung identificou uma diferença relativa a direção da energia da pessoa. Se a energia está dirigida às coisas ao redor, às outras pessoas, ao que ocorre no mundo exterior, esta pessoa é caracterizada como “extrovertida”(E).  Se, por outro lado, a energia está voltada para as próprias ideias, reflexões sobre o que ocorre no mundo interior essa pessoa é do tipo “introvertida”(I).

Dentro de cada grupo de extrovertidos e de introvertidos, Jung percebeu que existiam diferenças de posicionamento e atitudes entre as pessoas, para diferenciá-las identificou quatro “funções psíquicas” e as agrupou em dois pares de opostos:

Como PERCEBEMOS o mundo:

◦       Sensação (S)

◦       Intuição (N)

Como JULGAMOS o mundo:

◦       Pensamento (T)

◦       Sentimento (F)

O tipo psicológico é composto pelas quatro funções, entretanto, com pesos distintos de acordo com a frequência de atuação, identificadas como função dominante, auxiliar, terciária e inferior.

A determinação do tipo psicológico é feita pela composição das duas funções mais desenvolvidas, ou seja, a dominante e a auxiliar. Se a função dominante é uma função de “percepção”(S ou N), a função auxiliar será de julgamento(T ou F).

A função terciária é o oposto da função auxiliar e a inferior é oposta à função principal. O papel que cada função exerce tratarei nas duas próximas edições, quando detalharei as funções psíquicas.

Para identificar qual é a função dominante, temos a última escala que completa as quatro letras do tipo psicológico. Esta escala é conhecida como “Estilo de Vida”, cuja opções são “percepção”(P) ou “julgamento”(J).

A combinação do foco de energia (E ou I), com as quatro funções(S/N e T/F) e o estilo de vida determinam os 16 tipos psicológicos(ex: ENFP, ISTJ, ESTP, INFJ, etc)

Nesta edição detalharei a primeira escala_foco de energia, ou seja, as características dos extrovertidos(E) ou introvertidos(I). Esta atitude é atribuída à função dominante, ou seja, se o tipo da pessoa inicia com a letra “E”, ela terá a função dominante extrovertida, caso seja a letra “I” terá função dominante introvertida.

Nas próximas três edições falarei das demais escalas(S-N, T-F, J-P), e na quarta edição as combinações das funções psíquicas(ST/SF-NT/NF) e os impactos nas carreiras profissionais.

Depois da visão geral, vamos ao tema desta edição, ou seja, como identificar um extrovertido ou introvertido? Qual a abordagem adequada para essa pessoa? Como desenvolver o seu contraponto, de forma a buscar um equilíbrio?

Como identificar um extrovertido:

  • são falantes, em geral, falam antes e pensam depois. Caso a extroversão seja acentuada poderão ser mais impulsivos;
  • sociaveis e expressivos, gostam de se relacionar com o mundo ao redor, gostam de interagir com grupos;
  • seu enfoque é mudar o mundo;
  • apresentam interesses diversificados, são mais generalistas e estão sempre antenados com tudo que acontece;
  • são compreensíveis e acessíveis, tendem a dar feedbacks de maneira mais espontânea, aberta e frequente;
  • lidam bem com interrupções ou com ambientes movimentados e barulhentos;
  • gostam de interação, portanto, terão dificuldade em trabalhar muito tempo sozinhos;
  • gostam de variedades e de ação;

A melhor forma de abordar um extrovertido é, inicialmente, sendo um excelente ouvinte, pois ele tem forte necessidade de se expressar, de falar de si mesmo. Ao longo do processo de coaching, lhe dê feedbacks constantes, pois tende a duvidar do seu desempenho até que alguém o avalie, mesmo que tenha uma consciência da sua capacidade e competência, ele necessita desse reconhecimento.

Como podemos ajudar o extrovertido a desenvolver o seu lado introvertido, de forma a buscar um melhor equilíbrio?

  • Estimule seu coachee a “contar até 10” antes de agir, peça-lhe que reflita sobre suas idéias;
  • Em reuniões, peça-lhe que exercite o silêncio, sobretudo se for o responsável, senão corre o risco de monopolizar a atenção;
  • Incentive-o a praticar atividades que exijam concentração, tais como meditação, yoga, ou uma caminhada contemplativa;
  • Peça-lhe que aprofunde nos seus planos ou conceitos, até que esteja certo de ter observado todos os detalhes;
  • Oriente-o a deixar os outros falarem primeiro, mas peça-lhe que concentre no que está sendo dito, refletindo sobre o que foi falado antes de emitir a sua opinião;
  • Diga-lhe para passar um tempo sozinho e offline, caso o silêncio seja muito penoso, pode colocar uma música, e em seguida exercitar uma técnica de relaxamento ou pode fazer uma massagem relaxante, mas sem conversar com o massagista, apenas concentrando-se nas sensações proporcionadas pela massagem;
  • Sugira a ele que exercite a autoperceção sempre que possível, seja degustando uma comida diferente, observando os sabores existentes, ou vendo um filme atento às emoções despertadas, vendo fotos ou vídeos de viagem e relembrando as sensações daquele momento;

Vamos agora às características do introvertido:

  • são discretos, pensam primeiro e falam depois. Caso a introversão seja acentuada poderão ser muito tímidos;
  • exercitam suas ideias por meio da reflexão;
  • seu enfoque é entender o mundo;
  • apresentam interesses profundos, são mais especialistas, gostam de aprofundar nos conceitos, nas suas ideias;
  • são reservados e contidos, podem até falar muito, mas dificilmente falarão espontâneamente de si mesmo;
  • num processo de coaching, o coach é quem tem que pedir feedback, senão não saberá o que está se passando na cabeça dele;
  • gostam de ambientes reservados, silenciosos e sem interrupções;
  • gostam de trabalhar sozinhos;
  • tomam iniciativa quando a situação ou o problema é muito relevante para ele;

A melhor forma de abordar um introvertido é, inicialmente, expor sobre o processo do coaching, metodologia, conceitos, de forma a dar-lhe subsídios para sua reflexão. Ao longo do processo, estimule-o a dar feedbacks, inicialmente focando no processo em si, para deixá-lo mais confortável, e a medida que ele se sentir mais à vontade, poderá dar feedbacks a respeito de si mesmo. O introspectivo precisa ter confiança no coach, para que se sinta à vontade em compartilhar suas idéias e percepções. Caso o coachee tenha uma introspecção mais acentuada, poderá dar uma visão de ser impenetrável, e neste caso o coach terá que ser bem habilidoso para “ler o coachee” de outras formas, pela postura, expressões faciais, exercitando sua intuição, até que o coachee se sinta confortável para “baixar um pouco a guarda”.

E como podemos ajudar o introvertido a desenvolver o seu lado extrovertido?

  • Convide-o a ampliar o seu networking, almoçando com um novo contato a cada semana;
  • Estimule-o a pedir ajuda para completar um trabalho, mesmo que consiga fazê-lo sozinho;
  • Incentive-o a praticar atividades de lazer que envolvam outras pessoas;
  • Peça-lhe que interaja com os colegas de trabalho de maneira mais frequente;
  • Oriente-o a compartilhar suas ideias ou projetos com pessoas de sua confiança, e que possam fazer contribuições ou críticas;
  • Diga-lhe para reduzir o tempo que passa sozinho;
  • Sugira a ele que participe mais ativamente nas reuniões, emitindo suas opiniões e ideias;
  • Peça-lhe que se atualize sobre cultura geral, sem aprofundar nos temas, respondendo algo na linha do “principais assuntos da semana”.

Enfim, estas são as principais características a serem trabalhadas com os extrovertidos e introvertidos! Na próxima edição falarei sobre as funções psíquicas de percepção, a sensação(S) e intuição(N)! Até lá!

Este texto foi publicado na edição 10(março/14) da Revista Coaching Brasil

Imagem extraída de wildhairmedia

O ponto de vista de cada um

 

Ponto_de_vista

Quantas vezes você se viu numa discussão em que a outra pessoa não o compreendia? Ela contra-argumentava e você tinha dificuldade de entender? Quem será que estava com a razão?

Provavelmente os dois! Apenas estavam olhando a questão por perspectivas distintas, talvez por possuírem perfis psicológicos diferentes. Essas diferenças foram identificadas por Carl G.Jung(1875 – 1961), psiquiatra suíço, no livro “Tipos Psicológicos”, onde define que as pessoas podem ter formas muito distintas de perceber e julgar o que ocorre ao seu redor.

A compreensão do perfil psicológico pode ser muito rica, pois podemos tirar proveito das suas particularidades, potencializar o que tem de melhor, e valorizar as diferenças!

Esse entendimento também pode nos ajudar a direcionar a carreira, entender o que nos motiva e, inclusive, melhorar nossos relacionamentos.

Isso é música para seus ouvidos? Então vamos aos conceitos dos “tipos psicológicos” para que você entenda melhor os benefícios desse conhecimento.

Primeiramente, Jung identificou uma diferença relativa a direção da energia da pessoa. Se a energia está dirigida às coisas ao redor, às outras pessoas, ao que ocorre no mundo exterior, esta pessoa é caracterizada como “extrovertida” e representada pela letra “E”. Se, por outro lado, a energia está voltada para as próprias ideias, reflexões sobre o que ocorre no mundo interior essa pessoa é “introvertida” (I).

Dentro de cada grupo de extrovertidos e de introvertidos, Jung percebeu que existiam diferenças de posicionamento e atitudes entre as pessoas. Jung  identificou quatro “funções psíquicas” que diferenciavam esses indivíduos e as agrupou em dois pares de opostos:

Como PERCEBEMOS o mundo:

◦       Sensação (S)

◦       Intuição (N)

Como JULGAMOS o mundo:

◦       Pensamento (T)

◦       Sentimento (F)

As pessoas do tipo “Sensação” são pessoas mais detalhistas, que utilizam os cinco sentidos para coletar e analisar o que está ao seu redor, gostam de dados e fatos, são focadas no aqui e agora, são realizadoras. Por outro lado, as pessoas do tipo “Intuição” são pessoas que usam o seu sexto sentido, olham o todo, enxergam possibilidades, têm o foco no futuro, tendem a ser visionárias.

As pessoas do tipo “Pensamento” são as que julgam o mundo com objetividade, racionalidade, pragmatismo, em geral são excelentes administradores. Por fim, as pessoas do tipo “Sentimento” julgam a realidade através da subjetividade, algo é bom ou ruim segundo suas crenças e valores, seu foco é nas relações e na harmonia do ambiente, são atraídas por profissões focadas nas pessoas.

O tipo psicológico é composto pelas quatro funções, entretanto, com pesos distintos de acordo com a frequência de atuação, identificadas como função principal, auxiliar, terciária e inferior.

A determinação do tipo psicológico é feita pela composição das duas funções mais desenvolvidas, ou seja, a principal e a auxiliar. Se a função principal é uma função de “percepção” (S ou N), a função auxiliar será de julgamento (T ou F).

As funções terciária e inferior são funções pouco desenvolvidas. A terciária é o oposto da função auxiliar e a inferior é oposta à função principal. Por exemplo, se a função principal é pensamento, a função inferior será sentimento.

Segundo Jung, a função inferior representa a “sombra”, o lado não desenvolvido.  Embora seja a função menos familiar, merece destaque porque atua quando estamos estressados ou cansados. Nesses momentos podemos agir de modo irreconhecível e causar estragos. Justamente por isso, é importante trabalhar essa função.

A combinação do foco de energia (E ou I) com as quatro funções determinam os 16 tipos psicológicos. Cada um desses perfis possui potencialidades e fortalezas, mas também, pontos a serem desenvolvidos.

Para que se entenda a dinâmica dos tipos, imagine que um destro precise escrever o próprio nome. Com a mão direita, a tarefa será executada facilmente. Mas se for solicitado que ele faça o mesmo com a mão esquerda, terá que pensar como segurar a caneta, como se posicionar. Enfim, vai gastar mais tempo e a caligrafia não será a mesma. Assim é o nosso tipo psicológico. As funções dominantes (principal e auxiliar) representam a nossa preferência, a mão direita dos destros, e as funções terciária e inferior representam a “mão esquerda”.

Por isso o  autoconhecimento é tão importante. Ele torna possível explorar tudo que as funções dominantes oferecem e ampliar o monitoramento das demais funções para que as fraquezas sejam minimizadas.

A compreensão do tipo psicológico é muito útil na escolha, desenvolvimento ou mudança de carreira. Graças a ela, podemos optar por caminhos mais confortáveis, mais afins ao nosso tipo psicológico e, com isso, desempenharemos nossas tarefas com maior satisfação, prazer e desenvoltura.

Por exemplo, uma pessoa tipo Sensacão-Pensamento é um realizador, tem um senso prático forte. Ela pode ser um empreendedor de sucesso, um alto executivo orientado a resultados. Mas, se estiver trabalhando com algo abstrato, conceitual, cujos resultados não sejam mensuráveis, isso exigirá dela um esforço hercúleo.

Enfim, se agirmos com sabedoria seguiremos os ensinamentos de Confúcio: “trabalhe com aquilo que gosta e não terá que trabalhar um dia sequer”.

Este texto foi publicado na Revista Coaching Brasil edição Janeiro/14 (www.revistacoachingbrasil.com.br ) , e estou compartilhando com vocês! Caso queiram mais informações podem entrar em contato comigo através do email lucianava@uol.com.br 

Primeiro bolo do ano – receita para 2014!

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O bolo da foto é o primeiro que fiz em 2014! Que lhe parece? Está apetitoso? Pois é, modéstia à parte, estava bom sim!

Mas, fazer esse bolo me fez refletir sobre varias coisas, e uma delas foi pensar sobre o qual é a receita que quero para 2014!

Embora pareça apenas um bolo simples com calda de limão, ele tem muitas lembranças e significados importantes pra mim!

A receita era da minha mãe, e remete a uma época muito boa, de conversas à mesa da cozinha, com um cafezinho feito na hora!

Fazer esse bolo me fez lembrar das minhas origens, refletir sobre a minha caminhada, o que aprendi até hoje, e o que preciso aprender! Baseado nisso, fiquei pensando onde quero chegar no final de 2014?

Quais “novos sabores e saberes” quero acrescentar no meu caminhar ao longo deste ano?

E mesmo quem nunca cozinhou sabe que, para se fazer um bolo gostoso é preciso ter bons ingredientes, mas neste caso são ingredientes muito simples!

Na cozinha e na vida, acredito que o nosso desafio hoje seja simplificar, de todas as formas, diminuindo o consumo de coisas supérfluas, reduzindo o estresse, valorizando o tempo que passamos com as pessoas importantes na nossa vida, sem buscar tanto “ter e aparecer”, e sim dedicando mais tempo em “ser” feliz.

Venho exercitando este pensamento, mas sempre dá para simplificar mais, pois nossa percepção vai aprimorando, e acho que esta pode ser uma boa meta para 2014!

Outro ponto é que, um bolo precisa de fermento para crescer e ficar fofinho, e esse fermento pode significar a nossa motivação, o que nos impulsiona, o que nos faz crescer!

Mas, assim como o fermento do bolo, ela precisa ser na medida certa, pois se colocarmos pouco fermento o bolo não cresce, fica “embatumado”, como se diz na minha terra.

Se nossa motivação for muito pequena não produzirá o resultado esperado, não vai nos desenvolver e não teremos muito o que comemorar no final do ano!

Entretanto, fermento demais no bolo faz com que cresça muito num primeiro momento, e depois murche! Assim é também com a nossa motivação, pois se ela for “acima da medida” pode consumir muito da nossa energia e faltará fôlego para chegar até o final.

Então como saber se a nossa motivação está na “medida certa” ? Na minha opinião, cada pessoa precisa trabalhar o autoconhecimento, para então saber qual é a sua “quantidade ideal”, pois vai depender do seu momento de vida, da sua personalidade, das suas expectativas e recursos internos disponíveis.

Uma forma de “medir” essa quantidade é verificar se está sendo desafiado naquilo que te faz brilhar os olhos, se está conseguindo colocando em prática seus pontos fortes, e se está trabalhando também suas deficiências, senão não haverá crescimento no final.

Na cozinha e na vida, o que é fazemos é um processo de transformação, cujo resultado desejado é de produzir algo melhor, que agrade a nós mesmos e a todos que nos cercam!

Desejo que, para fazer “seu bolo de 2014”, você alcance os melhores ingredientes, que estejam todos na medida certa para o seu crescimento, e que possa saboreá-lo em ótima companhia ao longo do ano!

“Desapega, desapega…”

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Novembro já começou e, em dois meses, estaremos no Natal e na virada do ano.

Nesse período, costumamos pensar um pouco no ano que passou, quais foram os nossos aprendizados, conquistas, desafios e problemas enfrentados. Começamos a estruturar o nosso balanço anual.

Tenho ouvido muito uma propaganda de um site de vendas, cujo slogan é “desapega, desapega…”. Fiquei pensando do que gostaria de me desapegar neste ano. Não falo aqui apenas de coisas materiais como móveis, bicicleta ou carro, como o referido anúncio divulga, mas falo de bagagens desnecessárias que carrego. Muitas vezes, essa carga extra chega a ser prejudicial a minha vida e dificulta meu desenvolvimento.

Acredito que esse seja um excelente momento para olharmos para nossas vidas, nossas carreiras e analisarmos o que estamos mantendo desnecessariamente. É possível desapegar de algo ou reavaliar?

Claro que quando estamos falando de família a palavra desapegar não costuma se aplicar, mas às vezes estamos empurrando com a barriga um relacionamento, apenas pelo medo de ficarmos sozinhos. Nesses casos, esquecemos que a solidão a dois é mais sofrida do que a solidão por opção, que pode ser até instrutiva e saudável.

E na nossa vida profissional, na nossa carreira, quais atitudes, quais características e comportamentos poderiam ser revistos ou descartados?

Quando eu trabalhava com sistemas de suporte à tomada de decisão para grandes empresas eu usava uma frase que também se aplica a nossas vidas: “Primeiro preciso saber quem sou e onde estou para posteriormente traçar um plano de onde quero chegar”.  Caso contrário, podemos receber a mesma resposta que o Gato deu para a Alice no país das maravilhas: “Se não sabe onde está e aonde quer chegar, qualquer caminho serve”.

Trabalhando com coaching percebo que, muitas vezes, há um desperdício de tempo e energia em manter comportamentos que não satisfazem e até prejudicam. Algumas vezes isso acontece por comodismo, outras por medo de sair do padrão, com receio da mudança e de abrir espaço para o inusitado. Mas muito dessa energia desperdiçada é simplesmente por um desconhecimento de si próprio, da sua real capacidade.

Justamente por isso me lembrei do slogan da campanha do site de vendas. Precisamos ampliar nossa consciência para sabermos o que podemos e queremos desapegar, para exercitarmos novos comportamentos, novos aprendizados, aprimorando nossas qualidades e confrontando nossas limitações.

Acredito que este exercício de desapego deva ser repetido de tempos em tempos, pois vamos nos transformando. Algo que nos era útil quando estávamos iniciando a carreira e éramos jovens pode não nos atender hoje. Esse exercício de entendimento do nosso momento de vida e das nossas necessidades atuais nos dirá quais comportamentos são demandados. Com isso, novas possibilidades podem ser vislumbradas, novos desafios podem ser impostos e outros caminhos podem surgir.

Você sabe do que gostaria de se desapegar hoje? Se não souber, reflita sobre o tema. Se sim, desapega, desapega…. E fique em paz!

Amor versus Poder

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Na semana passada fui profundamente tocada por 2 temas, um deles me causou indignação, descrédito, decepção, desilusão, e ocorreu na tarde do dia 18/set quando o ministro do STF, Celso de Mello, deu o seu voto de minerva e aprovou os embargos infringentes possibilitando assim, que 12 dos réus no processo do mensalão tenham direito a um novo julgamento.

E o outro tema, me tocou de maneira muito mais doce, mais amável, mais feliz e comovente, e ocorreu na noite do dia 17/set, quando o personagem Tibério, vivido pelo ator Tarcísio Meira, da novela Saramandaia rompe com “suas raízes” para ir o encontro da sua amada, a Candinha, personagem da atriz Fernanda Montenegro.

Embora os temas pareçam ser tão distantes, eles se atravessam, pois um deles fala sobre o “Poder”,  o poder do cargo, o poder(ou não poder) da justiça, o poder do dinheiro, o poder do ego, enfim, o poder pelo poder.

Já o outro tema diz respeito ao “amor”, amor de uma vida inteira, amor pela verdade, amor pela família, amor pela justiça, amor que perdoa, que vence e rompe barreiras.

Você pode estar se perguntando o que uma coisa tem a ver com a outra? É que o Jung (Carl G. Jung, psiquiatra suíço) no livro “Sobre o amor”, diz que:

“Onde predomina o amor não há vontade de poder, e onde há predominância do poder, não há amor. Um é a sombra do outro.”

Ou seja, quando estamos movidos pelo poder há a ausência do amor, ficamos “tomados” pelo poder, seja o poder que foi instituído a alguém ou a nós mesmos, ou o poder que nos domina, ou que nos subjulga.

E no tema do julgamento dos embargos infringentes do mensalão, eu acredito que houve o predomínio do poder, nas suas mais variadas formas, e com isso uma total ausência de amor, amor pela justiça, amor pelo país, amor pela decência, amor pelo povo brasileiro, amor pela moral!

Quem assistiu o voto do referido ministro, viu na verdade um teatro, onde um personagem desempenhava um papel, com muito discurso ensaiado, e um descaso declarado pelo clamor de toda uma nação.

Ele disse que não ia se deixar contaminar pela pressão popular e da mídia, mas se o julgamento estava empatado em 5 votos para cada lado, isso denotava que haviam argumentos para escolher qualquer um dos lados, e bastava apenas que o referido ministro trilhasse o caminho da moral, pois o que estava em jogo nesse processo era sobretudo a Moral e a Ética! Mas, ele preferiu justificar seu voto na manutenção de uma declaração anteriormente proferida, ao invés de “evoluir”, como se diz quando há uma mudança de posição, e escolheu o caminho do Poder!

Já em Saramandaia(já retratei sobre essa novela em outro post que pode ser lido aqui), Tibério mostrava até então uma história de domínio pelo poder, pela rigidez, teimosia, intransigência, arrogância, e essa inflexibilidade foi materializada nas raízes que nasceram em torno dos seus pés e que o impediam de sair de sua cadeira, paralisando-o de todas as formas.

Entretanto, Tibério ao se reencontrar com seu primeiro e único amor do passado, a Candinha, se sentiu compelido a abdicar do o seu poder, para viver esse amor na sua plenitude.

E na cena que foi ao ar no dia 17/set, ele se liberta das raízes, ajudado pelo seu neto, mostrando ser uma atitude dolorosa, difícil, mas totalmente sustentada pelo amor pela sua querida Candinha, e nesse momento as divergências entre as famílias foram deixadas pra trás, perdoaram os erros cometidos por ambos no decorrer da vida, e foram tomados pelo sentimento de amor profundo.

E esse encontro foi tão intenso que foram unidos e eternizados numa árvore do amor que cresceu e floresceu em direção céu, de uma maneira linda e emocionante, nos mostrando que o caminho do amor pode sim ser mais forte e mais consistente.

Eu acredito que assim é a nossa vida, podemos sempre escolher qual caminho queremos trilhar, se o caminho do poder ou do amor, sendo que o caminho do poder, ao contrário do que se pensa, envolve submissão, e em alguns casos, a rigidez, a intransigência ou impossibilidade de mudança de posição, e muitas vezes deriva num caminho solitário ou cercado por falsos amigos.

Por outro lado, o caminho do amor é um caminho onde o servir é mais importante, onde temos a possibilidade de trocar, de alternar posições, ora ensinamos, ora somos ensinados, onde o compartilhar é constante, entendendo que estamos aqui para nos tornarmos uma pessoa melhor a cada dia, caminhando sempre em busca do nosso autoconhecimento, do nosso aprimoramento.

Espero que você tenha tomado o melhor caminho, mas caso não o tenha feito até então, siga o exemplo do Tibério, se transforme, corte fora suas raízes, e se deixe levar pelo amor!

Viajando por Saramandaia

Saramandaia

Saramandaia é uma novela escrita pelo Dias Gomes, cuja 1a.versão foi ao ar em 1976, e em junho deste ano foi lançado o remake com a adaptação do Ricardo Linhares.

Trata-se de uma obra escrita com os conceitos da escola literária denominada “realismo fantástico”, com a  finalidade de melhor expressar as emoções a partir de uma atitude específica frente à realidade, onde mostra o irreal ou estranho como algo cotidiano e comum. Uma das obras mais representativas deste estilo é Cem anos de solidão, do escritor e ganhador do prêmio nobel, Gabriel Garcia Márquez.

E com esse enfoque de evidenciar as emoções é que quero compartilhar aqui pensamentos que surgem na minha cabeça enquanto me delicio assistindo essa novela.
Entretanto, acredito que terei que fazer mais de um texto para explicitar minhas impressões, pois são muitos personagens e, consequentemente, muitas emoções envolvidas e evidenciadas, e como a novela está nos últimos capítulos vou tentar escrever sobre os principais personagens antes do seu término, pois acredito que tem grandes pontos que podem nos auxiliar no nosso autoconhecimento.

Neste texto gostaria de falar sobre o João Gibão, personagem do Sergio Guizé, que aparentemente tem uma corcunda que nunca é vista por ninguém, mas na verdade esconde um par de asas. E como se não bastassem as asas, Gibão ainda tem visões premonitórias, como se ele pudesse “voar para o futuro” e antever os acontecimentos.

Gibão sempre teve vergonha das suas asas, e sempre pediu para sua mãe que as podassem bem rentes, para que pudessem ser escondidas na roupa de couro que usa diariamente.

E nesse ponto eu me pergunto quantas vezes não temos características que nos diferencia dos demais, que poderiam nos fazer alçar vôos, romper barreiras, enxergar longe, ver o mundo por outro ângulo, e o que fazemos é nos boicotar, nos sentimos uma “aberração”, e lutamos contra, desejamos extirpar, quando o melhor seria perceber que possuímos um dom, que precisaríamos conhecer melhor, para desfrutar e usar com sabedoria no auxílio de nós mesmos e das outras pessoas.

Uma outra questão que está presente no Gibão é que ele gostaria de ser igual aos outros, sem nada que o diferenciasse, não percebendo que todos nós somos únicos, o que passa é que a singularidade do Gibão é mais evidente, mais exposta, mas todos temos nossas características que nos tornam únicos, e por isso mesmo, fascinantes! Não existe uma pessoa igual a outra nesse mundo, e hoje somos mais de 7 bilhões de pessoas habitando esse planeta, cada uma com seus dons, seus dilemas, suas qualidades e suas fragilidades!

Além das asas, Gibão tem as visões premonitórias, e talvez isso seja explicado pela sua amizade com um gavião, pois este animal tem uma visão privilegiada com uma resolução 8 vezes melhor que a do ser humano, o que nos leva a supor que as asas do Gibão o façam ter características semelhantes, e esse dom especial também lhe possibilite “ver coisas que ninguém mais vê’!

Nos últimos capítulos Gibão começou a aceitar seus dons, sobretudo suas asas, começando por não mais as aparar, e por consequência conseguiu se mostrar por inteiro para sua amada Marcina, que literalmente “ferve de amor” por ele, e com isso eles se entregaram totalmente ao amor que os une, de forma plena, sem disfarces, sem máscaras, e por isso mesmo foi tudo muito lindo e mágico.

E tanto a Marcina quanto o Dr.Rochinha (médico de Saramandaia) se mostraram maravilhados e emocionados quando viram as asas do Gibão, e isso também acontece conosco, quando tomamos consciência e deixamos fluir totalmente nossos dons, isso nos torna mais brilhantes e iluminados, causando encantamento nas pessoas à nossa volta.

Daria para viajarmos muito ainda pelos dons do Gibão, mas paro por aqui e deixo-lhes com a sua música tema, Pavão Misterioso, com o convite para que deixemos nossos dons florescerem na sua totalidade, para que possamos alçar vôo rumo a nossa essência, exercendo integralmente a nossa missão, e com isso sermos mais felizes! Um ótimo vôo pra você!

Pavão Misterioso – Ednardo

Pavão misterioso


Pássaro formoso


Tudo é mistério


Nesse teu voar


Ai se eu corresse assim


Tantos céus assim

Muita história


Eu tinha prá contar…

Pavão misterioso


Nessa cauda


Aberta em leque


Me guarda moleque


De eterno brincar


Me poupa do vexame


De morrer tão moço


Muita coisa ainda


Quero olhar…

Pavão misterioso


Pássaro formoso


Tudo é mistério


Nesse seu voar


Ai se eu corresse assim


Tantos céus assim


Muita história


Eu tinha prá contar…

Pavão misterioso


Pássaro formoso


No escuro dessa noite


Me ajuda, cantar


Derrama essas faíscas


Despeja esse trovão


Desmancha isso tudo, oh!


Que não é certo não…

Pavão misterioso

Pássaro formoso


Um conde raivoso


Não tarda a chegar


Não temas minha donzela


Nossa sorte nessa guerra


Eles são muitos

Mas não podem voar…

 

http://www.youtube.com/watch?v=y48jvHWvf40

Coaching, afinal o que é isso?

coaching-resumo2

A oferta e a procura por coaching estão em constante crescimento.  Em busca de uma especialização na carreira, profissionais querem aprender mais sobre esse tema. Aqueles que querem enveredar por outras áreas também correm atrás de um coaching. O serviço é procurado cada vez mais por empresas, ansiosas por contratar um coach.

Afinal, o que é coaching?

A palavra coaching, em inglês, vem de coach, que significa treinador. O coach exerce um papel de  orientador, de motivador e ensina novas técnicas para que o orientando (coachee) atinja o melhor resultado, a melhor performance.

O termo coaching apareceu na era medieval. Naquela época, quem conduzia a carruagem era o cocheiro(coach, palavra inglesa de origem húngara, nome da cidade Kocs, produtora das carruagens mais cobiçadas).  Esses profissionais também treinavam os cavalos para que os animais puxassem o veículo adequadamente.

Nas primeiras décadas do século XX, o termo foi utilizado nas universidades americanas como referência aos tutores particulares, que preparavam os alunos para as provas. Nesta mesma época, a denominação passou a ser usada também para os  treinadores de atletas, atores e cantores.

Hoje vivemos a era em que tudo e todos têm de mostrar a sua melhor faceta, revelar seu lado mais competitivo. Se você não for o destaque, é automaticamente classificado como perdedor (loser, em inglês). E isso é péssimo e muito mal visto, sobretudo no mundo corporativo.

No mundo dos esportes, é comum ouvir que se você não foi o campeão, a posição que ocupou é totalmente irrelevante, pois ninguém se lembrará de você.

Esse lema foi incorporado no mundo corporativo e muitas pessoas têm se sentido pressionadas a corresponder a essa expectativa. E fazem isso sem questionamentos, sem validar se estão fazendo isso porque acreditam nesse propósito, se é algo que faz sentido pra elas, se está coerente com o seus perfis, se se sentem realizadas fazendo esse trabalho. Enfim, são conduzidas nessa dinâmica quase como zumbis.

Em algum momento, essas pessoas param para pensar na vida que levam. Tem quem o faça por não atingiu a meta estabelecida e foi descartado. Outros foram subjulgados ou subutilizados. Há também quem se submete a tanto estresse que o  corpo reage e o coloca “de molho”. E ainda aqueles que são promovidos e sentem-se inseguros no novo cargo. Não importa o motivo, mas sim a pausa para a reflexão. Vai chegar um momento em que a pessoa vai parar para pensar na vida que está levando, se faz sentido, se era isso mesmo que estava buscando, se sente-se pronto pra enfrentar os desafios que se apresentam, enfim, essa pessoa vai parar e refletir.

Na maioria dos casos, é durante essa reflexão que a pessoa busca um processo de coaching.

O coaching é, antes de mais nada, um processo de autoconhecimento. Ao identificar suas preferências, seu perfil,  suas maiores aptidões, suas deficiências ou pontos a serem trabalhados é possível ver os pontos que precisam ser desenvolvidos ou aprimorados. Todo esse processo é muito válido seja para crescer na carreira, para buscar uma nova carreira, ou mesmo para planejar a sua aposentadoria e o que fará depois.

A abordagem, a metodologia que irá ancorar esse processo pode ser diferente, mas em média um processo de coaching leva de dois a quatro meses, com encontros semanais ou quinzenais.

Na minha opinião e experiência, o processo de coaching é muito rico, tanto para o coachee quanto para o coach, pois cada cliente traz uma demanda, com  momentos de vida e expectativas diferentes, com perfis de personalidade distintos e, em todos os casos, o crescimento é muito grande.

Eu costumo dizer que, quando se inicia um processo de coaching, cujo foco seja o autoconhecimento, é como se aprendêssemos a ler. Desde então nunca mais seremos os mesmos, pois novos livros virão, novas descobertas, novas viagens… E tudo irá se somar, pois a cada nova descoberta e novo caminho você será outro também!

Boa viagem rumo ao descobrimento!

Caso queira contar com a minha ajuda nessa viagem é só entrar em contato através do email lucianava@uol.com.br

Eu posso… Será mesmo?

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Em primeiro lugar desejo a todos um Feliz 2013, visto que este é o primeiro texto que publico no ano.

O ano tem apenas 35 dias que começou, mas sei que já assistimos diversas tragédias que ocorreram neste ano, e é claro que a mais comovente é a de Santa Maria que vitimou centenas de jovens que estavam apenas se divertindo, uma aberração e um fato extremamente chocante! Sei que muito já foi falado a respeito disso e, por outro lado, sei também que por mais que seja dito nunca será suficiente, portanto, não pretendo falar sobre essa tragédia porque um texto apenas seria muito pouco para demonstrar a minha indignação.

Mas, quero falar sobre um outro tema que tem me incomodado bastante, tenho visto nos sites de notícias, nas redes sociais, nas conversas, enfim, por toda parte, e diz respeito a nova Lei Seca que está em vigor, cuja tolerância é zero!

E isso tem me levado a fazer diversas reflexões sobre o que está sendo dito, alguns apóiam integralmente, mas tenho visto muita gente revoltada com as blitz, com a ação da policia.

Nós brasileiros que temos o chamado “complexo de vira-lata”, expressão dada pelo dramaturgo Nelson Rodrigues, onde exibimos o nosso complexo de inferioridade perante ao resto do mundo.

Essa Lei Seca nos coloca em par de igualdade a muitos países desenvolvidos, e eu me pergunto, por que ao invés de nos indignarmos contra essa lei nós não nos orgulhamos de termos evoluído a esse respeito?

Muita gente diz, em especial nas redes sociais, que o país não tem transporte público suficiente para exigir o cumprimento dessa lei, e eu concordo que nosso sistema de transporte público é precário e deixa muita a desejar. Mas, será que em todos os lugares, em todas as cidades onde essa lei é aplicada no mundo tem um sistema de transporte adequado? Eu tendo a acreditar que trata-se mais de uma justificativa injustificável.

E faço uma reflexão, se ocorresse um atropelamento ou qualquer outro tipo de acidente, onde a vitima fosse um parente nosso, um filho, irmão, sobrinho, pai, mãe, e o responsável pelo acidente fosse uma pessoa que tivesse ingerido álcool antes de dirigir, a quem destinaríamos a nossa revolta? Aos governantes que não fizeram valer a lei em vigor, ao condutor que após ingerir álcool sabia que sua atitude poderia colocar em risco a sua própria vida e a de outras pessoas? Provavelmente um somatório de tudo isso!

Será que iríamos atenuar o fato dizendo que o motorista causador do acidente ingeriu apenas uma cerveja, ou apenas 2 tacinhas de vinho?

Tendo a acreditar fortemente que não faríamos essa ponderação, porque isso nos tocaria profundamente no coração e pensaríamos apenas que o motorista foi um irresponsável e não tinha condições de dirigir.

Então por que relutamos tanto em cumprir essa lei, quando nós mesmos podemos ser uma dessas pessoas passíveis de causar um acidente após a ingestão de álcool?

Por que pensamos que o outro não deve, mas “eu posso”, comigo é diferente?

Com que direito nos julgamos acima da lei e isentos aos efeitos que o álcool comprovadamente faz no nosso organismo?

Que super poderes são esses que imaginamos possuir que nos faz tão resistentes à bebida, e que por isso acreditamos que nossos reflexos não serão alterados a ponto de causar um acidente?

Se eu não tenho opção e só posso ir de carro, por que não posso me divertir sem ingerir álcool?

Eu não quero aqui fazer uma apologia à abstenção do álcool na vida de ninguém, apenas acho que temos que ser responsáveis pelos nossos atos, e não “diferenciarmos” os nossos atos dos demais. Não somos melhores e nem piores que ninguém, portanto, temos que ter o rigor na avaliação dos nossos atos, assim como temos com os demais.

Se quer beber, se divertir faça um esquema de carona solidária onde o condutor do dia se propõe a ficar abstêmio, pegue um táxi, ou qualquer outro meio de transporte (ônibus, metrô, trem), ou então beba algo no início da noite e beba bastante água e suco no restante da noite até que seu organismo elimine esse álcool para que possa dirigir com tranquilidade.

Eu me considero uma pessoa relativamente otimista, eu creio que as pessoas podem mudar, melhorar, se aprimorar e, eu me lembro quando foi sancionada a lei do uso obrigatório do cinto de segurança.

Houve uma revolta, gente dizendo que era um absurdo, uma bobagem, tinha motorista que usava uma camiseta cujo desenho se assemelhava a foto de um cinto de segurança para o caso do guarda olhar, enfim, fora inúmeras campanhas, e eu mesma reclamava do cinto porque achava que me incomodava, enfim…

Hoje eu acredito que todos os motoristas não tem dúvida quanto a necessidade e importância do uso correto do cinto de segurança, portanto, eu tenho a esperança que com a Lei Seca ocorra o mesmo.

Mas, para isso é necessário que façamos uma mudança de comportamento, de atitude, começando conosco e, em seguida, tentando sensibilizar todos que estão à nossa volta….Você concorda? Espero que sim!

Feliz 2013 e sem acidentes de percurso!