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Mais um ano chega ao fim!

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Eu gosto muito desse período, pois acho que é uma época que renovamos nossa esperança, nossos desejos, nos comprometemos a sermos pessoas melhores, reavaliamos nossa vida e nossas conquistas, e isso é muito importante, pois nos dá sempre uma nova chance de nos aprimorarmos, de buscarmos o que realmente nos faz feliz, com muita alegria e fé!

Como tenho trabalhado muito com a questão dos perfis psicológicos, eu acredito que precisamos nos conhecer cada vez mais, pois assim teremos condições de tirar proveito e potencializar nossos pontos fortes, mas também de descobrir nosso lado mais “obscuro” e desconhecido, com isso estaremos ampliando nossos horizontes e nossa capacidade de ver o mundo, e melhorando nossa visão de mundo e a relação com as pessoas ao nosso redor.

Portanto, meus desejos aqui vão brincar com a tipologia de cada um!

Às pessoas do tipo:

Introvertidas, desejo reflexões profundas e ricas, mas que aprendam a compartilhar cada vez a sua opinião!

Extrovertidos, desejo muita interação com tudo que acontece ao seu redor e com as pessoas com as quais se relaciona, mas saibam contar até 10,20… antes de falar!

Sensação, desejo que degustem, inalem, vejam, toquem, e ouçam tudo com mais nitidez, mas que aprendam a dar asas à imaginação, sem limites ou censuras!

Intuição, desejo que enxerguem novas possibilidades em cada momento, mas que façam da mensuração e concretização dos seus sonhos algo bem prazeroso!

Pensamento, desejo que vejam os prós e contras com mais precisão e objetividade,  mas que aprendam a calçar o sapato do outro para ver onde estão os calos e os desconfortos alheios!

Sentimento, desejo que sejam muito compassivos e busquem harmonizar os ambientes, mas que saibam a ver o mundo com mais objetividade e pragmatismo!

Julgamento, desejo que tenham previsibilidade dos seus dias, mas que se deixem levar “sem lenço e nem documento”!

Percepção, desejo que mostrem seu poder de adaptação e sua flexibilidade ao mundo, mas busquem não deixar tudo para o último minuto!

Mas, sobretudo, desejo que sejam muito felizes e tenham muito sucesso, mas entendo que “felicidade” e “sucesso” são conceitos absolutamente pessoais e subjetivos, e que portanto, dependem do ponto de vista de cada um!

FELIZ ANO NOVO!!!

Qual é o seu perfil psicológico?

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De janeiro até julho deste ano escrevi uma série de artigos para a Revista Coaching Brasil sobre a teoria dos “Tipos Psicológicos” que foi publicada no livro “Tipos Psicológicos” do Carl Gustav Jung, psiquiatra suiço, em 1921.

Embora a teoria dos tipos psicológicos tenha sido publicada há quase um século, ela continua muito atual, e é cada vez mais difundida nas organizações e nos processos de coaching, pois é uma excelente ferramenta para o autoconhecimento, facilita a comunicação interpessoal, contribui com o desenvolvimento das equipes e com o fortalecimento das lideranças.

Para facilitar a leitura das matérias, incluí esse texto com os links para as todas as matérias, começando com a visão geral da tipologia, onde se aplica e seus benefícios, e depois um texto explicativo para cada componente do tipo psicologico (Extroversão/Introversão, Sensação/Intuição, Pensamento/Sentimento, Julgamento/Percepção), e por fim, um texto que faz uma correlação da tipologia com as carreiras afins:

Visão geral da teoria:  O ponto de vista de cada um 

Foco de energia: Tipos Psicológicos – Extroversão ou Introversão

Coleta de Informações: Tipos Psicológicos – Sensação ou Intuição

Tomada de decisão: Tipos Psicológicos – Pensamento ou Sentimento

Estilo de vida: Tipos Psicológicos – Julgamento ou Percepção

Tipologia & escolha da carreira: Tipos Psicológicos & Escolha da Carreira

Caso queira mais informações, ou tenha interesse em fazer o mbti para conhecer sua tipologia, entre em contato comigo através do email lucianava@uol.com.br.

Tipos Psicológicos & Carreira

Tipos Psicológicos & Carreira

Quais atividades são mais aderentes ao meu perfil? Posso exercer qualquer função que quiser? Como entender qual area/profissão seria mais motivadora? Onde minha produtividade seria maior?

Este texto vai explicar como a combinação das funções psíquicas, principal e auxiliar presentes no seu tipo psicológico, pode ajudar você a entender melhor suas áreas mais produtivas, suas motivações, as atividades que serão mais prazerosas e demandarão um gasto menor de energia. E, poderá também auxiliar o Coach no processo de coaching, a buscar junto com seu coachee quais são as áreas mais afins.

Farei um pequeno resumo dos tipos psicológicos do que foi explicado nas edições anteriores a respeito da teoria dos tipos psicológicos, criada pelo psiquiatra Carl Gustav Jung (1875-1961). Na edição 8(publicada em janeiro/14) escrevi uma visão geral sobre a teoria, que é composta por quatro pares de opostos(quatro escalas):

–       Foco de Energia – determinado pela extroversão(E) quando o foco é no mundo externo, e pela introversão(I) quando o foco é no mundo interior(edição 10 – março/14)

–       Funções Psíquicas de Percepção – determinam a forma como coletamos informações do mundo ao nosso redor, e pode ser através da sensação(S) quando utilizamos os cinco sentidos ou da intuição(N), quando utilizamos o 6o.sentido(edição 11 – abril/14);

–       Funções Psíquicas de Julgamento – referente à forma como tomamos decisão, se através do pensamento(T) ou do sentimento(F) (edição 12 – maio/14);

–       Estilo de Vida – determina qual é a função dominante e como você se relaciona com o mundo exterior, e pode ser identificado pelo julgamento(J) ou pela percepção(P) (edição 13 – junho/14);

O tipo psicológico contem uma letra para cada escala descrita acima(E/I, S/N,T/F, J/P), sendo que as duas letras centrais identificam as funções psíquicas(S/N e T/F), e estas representam as funções principal e auxiliar. Embora na representação do tipo tenhamos apenas duas funções psíquicas (S/N e T/F), as demais funções também estão implícitas em cada perfil, e representam as funções terciária e inferior.

Se a função principal é uma função de “percepção” (S ou N), a função auxiliar será de julgamento (T ou F) e vice-versa. A função principal carrega junto o foco de atitude, se extrovertido ou introvertido.

As funções terciária e inferior são funções pouco desenvolvidas. A terciária é o oposto da função auxiliar e a inferior é oposta à função principal.

A seguir, falarei sobre os pares compostos pelas funções psíquicas presentes em cada tipo, sua dinâmica interna, seus motivadores, e as atividades que são mais atraentes, qual é o tipo de demanda que respondem melhor, as combinações são:

–       ST – Sensação/Pensamento

–       SF – Sensação/Sentimento

–       NT – Intuição/Pensamento

–       NF – Intuição/Sentimento

Destacarei em cada combinação quais são os tipos psicológicos possíveis, sendo que cada um deles tem suas especificidades, mas serão destacadas apenas as suas características comuns.

 

ST – Sensação/Pensamento

Os tipos psicológicos que possuem essa combinação são: ESTJ, ESTP, ISTJ e ISTP.

Os tipos ST gostam de concentrar sua atenção em fatos e os analisam de forma impessoal. Possuem um senso de realização muito forte, e tendem a ser melhor aproveitados em atividades onde a praticidade seja necessária, são conhecidos como grandes gestores/administradores. Gostam de ver de seus projetos serem implementados, possuem uma aptidão forte para planejamento e sistematização de áreas e processos.

Possuem também um senso de justiça muito forte, tem um compromisso com a verdade e com a transparência.

De maneira estruturada poderíamos dizer que os tipos que possuem as funções ST tem as seguintes características:

–       Concentram-se em “fatos”;

–       Lidam com os fatos analisando-os objetivamente e considerando experiências anteriores;

–       São práticos e analíticos;

–       Gostam de exercer atividades que possam ser acompanhadas, medidas, avaliadas de maneira prática e precisa;

–       Encontram um propósito para seus interesses de forma a buscar conhecimentos técnicos sobre fatos e objetos;

–       As profissões mais afins seriam:

o   Ciências aplicadas (ciências que visam resolver o problema de forma prática, ex: matemática aplicada, física aplicada, tecnologia da informação, áreas de Pesquisa&Desenvolvimento, etc);

o   Negócios/Gestão;

o   Administração;

o   Serviços Financeiros;

o   Área jurídica;

o   Economia;

o   Produção;

o   Construção;

 

SF – Sensação/Sentimento

Os tipos psicológicos que possuem essa combinação são: ESFJ, ESFP, ISFJ e ISFP.

Os tipos SF também gostam de concentrar sua atenção em fatos, mas os analisam de forma a atender às necessidades das pessoas. Possuem um senso de realização, mas tendem a ser mais tolerantes e amigáveis. Gostam de profissões que possibilitem uma ajuda prática para outras pessoas, ou tenham uma interação direta com as pessoas, mas gostam de avaliar a contribuição que seu trabalho possibilita na vida dos envolvidos, e tendem de medir esse avanço de forma precisa.

De maneira estruturada poderíamos dizer que os tipos que possuem as funções ST tem as seguintes características:

–       Concentram-se em “fatos”;

–       Lidam com os fatos e como eles podem afetar/atender às necessidades das pessoas;

–       São práticos e compassivos;

–       Encontram um propósito para seus interesses de forma a buscar conhecimentos técnicos para trabalhar em prol das pessoas;

–       As profissões mais afins seriam:

o   Saúde (Médicos, enfermeiros, fisioterapeutas,paramédicos, etc);

o   Serviço social;

o   Serviços Comunitários;

o   Ensino;

o   Área comercial (Vendas);

o   Serviços de Suporte (atendimento à cliente, ouvidoria, suporte técnico);

o   Relações Públicas;

o   Educação Física;

 

NT – Intuição/Pensamento

Os tipos psicológicos que possuem essa combinação são: ENTJ, ENTP, INTJ e INTP.

Os tipos NT gostam de concentrar sua atenção nas possibilidades e no desenvolvimento de conceitos teóricos e técnicos. São lógicos e analíticos, e são conhecidos como visionários e estrategistas. Possuem um senso de inovação muito forte, e portanto, costumam ser inventores, empresários e empreendedores. Podem antecipar tendências de mercado/demanda, com isso, este perfil vai buscar profissões que dêem abertura para a implantação de mudanças.

De maneira estruturada poderíamos dizer que os tipos que possuem as funções NT tem as seguintes características:

–       Concentram-se em “possibilidades”;

–       Lidam com as possibilidades para desenvolver teorias e identificar tendências;

–       São lógicos e analíticos;

–       Encontram um propósito para seus interesses na busca de conhecimentos teóricos e técnicos;

–       As profissões mais afins seriam:

o   Ciências médicas (pesquisa);

o   Pesquisa;

o   Administração(planejamento estratégico);

o   Tecnologia(identificação de tendências, inovação, estratégia);

o   Direito;

o   Engenharia (pesquisa e inovação);

o   Economia(identificação de padrões mais complexos);

o   Publicidade e propaganda;

 

NF – Intuição/Sentimento

Os tipos psicológicos que possuem essa combinação são: ENFJ, ENFP, INFJ e INFP.

Os tipos NF gostam de concentrar sua atenção em possibilidades e os analisam de forma compreender as aspirações alheias. São entusiasmados e costumam ter muitos insights. Estão sempre voltados para o entendimento e a comunicação com o outro, exercendo fortemente a compaixão e a empatia. As atividades/profissões que mais os encantam são aquelas que podem contribuir de forma genuína com o bem estar do outro, sem contudo ter uma preocupação em medir esses avanços, e possuem um forte espírito de “servir”.

De maneira estruturada poderíamos dizer que os tipos que possuem as funções NF tem as seguintes características:

–       Concentram-se em “possibilidades”;

–       Lidam com as possibilidades para melhor entender e ser compreendido pelo outro;

–       São mais compassivos e tolerantes;

–       Encontram seu propósito quando conseguem desenvolver atividades que melhoram a vida do outro;

–       As profissões mais afins seriam:

o   Psicologia;

o   Recursos Humanos;

o   Ensino;

o   Literatura;

o   Teologia;

o   Aconselhamento;

o   Artes e Música;

o   Jornalismo;

o   Filosofia;

o   Saúde;

Esse texto não tem a intenção de ser uma tabela de profissões versus os tipos psicológicos, pois as profissões possuem grande amplitude de atuação, mas o que deve ser observado é o que cada combinação tem como foco, como fator motivador, pois este deve ser o caminho para se buscar profissões/funções/carreiras que darão mais prazer no seu exercício, e que exigirão um menor gasto de energia por aplicar as funções que são mais fortes em cada tipo, e nessa análise o coach pode ser um grande aliado para auxiliar o coachee na construção de um caminho mais promissor.

Com esse texto encerro a série de textos a respeito dos “tipos psicológicos”! Espero ter contribuído com o seu conhecimento a respeito dessa teoria, que a meu ver, pode ser um grande aliado no caminho do autoconhecimento e no processo de coaching!

Esse texto foi publicado na edição 14(julho/14) da Revista Coaching Brasil

Tipos Psicológicos: Julgamento ou Percepção

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Decisão ou experimentação? Estruturar ou adaptar? Finalizar ou descobrir? Onde você se identifica mais? O que é mais importante para você? Entendemos que o mundo precisa das duas abordagens, mas qual nos deixa mais à vontade? Se você é coach, como identificar que perfil é mais próximo do seu coachee? A resposta para essas perguntas pode estar relacionada com o tipo psicológico, entender essa preferência pode facilitar as diversas escolhas, e é muito importante trabalharmos o autoconhecimento, ou para entender nossos coachees, pois essa compreensão pode ser muito relevante na condução e no resultado do coaching.

Este texto encerra a explicação das quatro escalas que compõe o tipo psicológico de cada um, e caso não tenha lido os textos das edições anteriores, segue a explicação, na edição 8(janeiro/14) onde escrevi uma visão geral sobre a teoria de tipos criada pelo psiquiatra suiço Carl Gustav Jung(1875-1961), que é composta por quatro pares de opostos(quatro escalas):

–       Foco de Energia – determinado pela extroversão(E) quando o foco é no mundo externo, e pela introversão(I) quando o foco é no mundo interior(este tema foi descrito na edição 10 – março/14)

–       Funções Psíquicas de Percepção – determinam a forma como coletamos informações do mundo ao nosso redor, e pode ser através da sensação(S) quando utilizamos os 5 sentidos ou da intuição(N), quando utilizamos o 6o.sentido(este tema foi descrito na edição 11 – abril/14);

–       Funções Psíquicas de Julgamento – referente à forma como tomamos decisão, se através do pensamento(T) ou do sentimento(F) (este tema foi descrito na edição 12 – maio/14);

–       Estilo de Vida – determina qual é a função dominante e como você se relaciona com o mundo exterior, e pode ser identificado pelo julgamento(J) ou pela percepção(P) (serão detalhados a seguir);

O tipo psicológico contem uma letra de cada par descrito acima(E/I, S/N,T/F, J/P), sendo que as duas letras centrais do tipo representam as funções psíquicas(S/N e T/F), e representarão as funções principal e auxiliar, e o determinante nessa decisão é a escala de “estilo de vida”(J/P), que veremos a seguir. Embora o tipo psicológico tenha a representação de apenas duas funções psíquicas (S/N e T/F), as demais funções também estão implícitas em cada tipo, e representam as funções terciária e inferior.

Se a função principal é uma função de “percepção” (S ou N), a função auxiliar será de julgamento (T ou F) e vice-versa. A função principal carrega junto o foco de atitude, se extrovertido ou introvertido.

As funções terciária e inferior são funções pouco desenvolvidas. A terciária é o oposto da função auxiliar e a inferior é oposta à função principal.

Segundo Jung, a função inferior representa a “sombra”, o lado não desenvolvido. Embora seja a função menos familiar, merece destaque porque atua quando estamos estressados ou cansados, e podemos agir de modo irreconhecível causando estragos.

Essas combinações determinam os 16 tipos psicológicos, cada um com suas suas preferências, potencialidades e fortalezas, mas também, pontos a serem desenvolvidos.

Um dos propósitos da compreensão da tipologia, sua ou do seu coachee, é desenvolver um melhor equilíbrio entre as quatro funções, mas vale lembrar que sempre manteremos nossas preferências ao longo da vida.

A seguir falarei sobre a escala de “estilo de vida”, ou seja, falarei sobre o julgamento(J) e a percepção (P), que nos mostra como gostamos de interagir com o mundo exterior, e essa escala também tem o propósito de determinar qual são as sequências das nossas funções(principal, auxiliar, terciária e inferior).

Como é uma pessoa cujo estilo de vida é o julgamento? E a percepção? Como desenvolver melhor as potencialidades de cada estilo? Como a definição do estilo de vida determina as sequências das funções?

Como identificar uma pessoa do tipo julgamento?

  • Tem o foco na decisão;
  • Prefere uma vida mais planejada;
  • Gosta da previsibilidade;
  • Se sente compelido à resolver os problemas(os seus e os dos outros, quando consultado);
  • Sente prazer em concluir uma atividade/projeto;
  • Busca estar correto;
  • Prefere seguir uma agenda;
  • É objetivo e preciso;
  • Tende a ser mais rígido;
  • Tem foco na tarefa;

A melhor forma de abordar uma pessoa tipo julgamento é apresentando seu método de trabalho, de forma breve e concisa, destacando as tarefas a serem feitas, mostrando quais são os resultados esperados, cumprindo a agenda pré-estabelecida.

Ao longo do processo de coaching, lhe dê feedbacks específicos, pontuando os avanços conquistados, mas de forma muito concisa e objetiva.

Vamos agora às características da pessoa cujo estilo de vida é a percepção:

  • Tem o foco na busca por informações, é muito curioso;
  • Prefere uma vida mais flexível;
  • Possui forte poder de adaptação;
  • Se sente compelido à adiar as decisões, sempre com o intuito de buscar novas informações;
  • Sente prazer em iniciar algo novo até que a novidade se desgaste;
  • Busca estar antenado com o que acontece ao seu redor;
  • Tem dificuldade em seguir uma agenda, em gerir o tempo;
  • É flexível;
  • Tem prazer na mudança;
  • Tem foco no processo;

A melhor forma de abordar uma pessoa tipo percepção é fornecendo-lhe sempre novas informações, estimulando sua curiosidade. Deixe-o à vontade para esclarecer todos os “por quês” que lhe vêem à mente.

Quando tratar de um feedback enfatize os progressos observados nele, enfatizando o processo e as mudanças de comportamento já percebidos nele.

E como a definição do estilo de vida determina qual é a função principal, que consequente determinará a sequência das demais funções?

Esta escala nos mostra qual é a nossa preferência para lidar com o mundo exterior, e como vimos na edição de março, onde abordei o tema “extroversão e introversão”, a função principal da pessoa do tipo “extroversão” é a que interage com o mundo exterior e a escala J/P determinará diretamente a sua função principal, ou seja, se a função principal é do tipo “percepção”(S/N), caso tenha a letra “P” no final do tipo ou “julgamento” (T/F) caso tenha a letra “J”, e a partir dela se estabelece quais são as demais funções.

Vou exemplificar para facilitar o entendimento, se o tipo da pessoa é ESTJ, ela é uma pessoa do tipo “extrovertida”(E), portanto o estilo de vida é o “julgamento”(J), sendo assim, no tipo ESTJ a função principal será a de julgamento que é o “pensamento”(T), consequentemente a auxiliar será a “sensação”(S).

No caso do tipo ser ESTP teremos:

E – Extroversão

S – Sensação (função de percepção)

T – Pensamento (função de julgamento)

P – Percepção, determinando assim que a função principal será a “sensação” (S), logo a função auxiliar será o “pensamento”(T)

Com relação aos tipos “introvertidos”(I), a introversão acompanha a função principal, portanto, caberá à função auxiliar a interação com o mundo exterior, e esta será determinada pela escala J/P.

Exemplificando, se a pessoa é do tipo ISTJ, seu “estilo de vida”(J/P) determinará qual é a função auxiliar.

Exemplificando, no tipo ISTJ teremos:

I – Introversão

S – Sensação (função de percepção)

T – Pensamento (função de julgamento)

J – Julgamento, que no introvertido identifica a função auxiliar, no exemplo a função “pensamento”(T), o que implica que a função principal será a “Sensação” (S)

Portanto, o tipo ISTJ tem a função principal “sensação”(S) e auxiliar “pensamento”(T).

No tipo ISTP a função principal será o “pensamento”(T) e auxiliar “sensação”(S), conforme explicação:

I – Introversão

S – Sensação (função de percepção)

T – Pensamento (função de julgamento)

P – Percepção, identifica no introvertido que a função auxiliar será de percepção, no exemplo é a “sensação”(S), o que deriva que a função principal será o “pensamento” (T)

Ressalto que não existe um tipo melhor ou pior, pois como podemos observar o mundo precisa de pessoas decididas, com o foco em finalizar as tarefas e de pessoas curiosas, investigativas.

É importante enfatizar que ambos os tipos julgamento e percepção, como toda a teoria do Jung, possuem um lado luz e um lado sombra, ou seja, uma pessoa tipo julgamento, se não buscar desenvolver o seu poder de adaptação e sua flexibilidade, corre o risco de ser muito rígida e resistente à mudança.

Da mesma forma, a pessoa tipo percepção, se não trabalhar o julgamento, também corre o risco de ser uma pessoa com fraco poder de decisão, de concluir as tarefas, com dificuldade de gestão do tempo.

Com esse texto encerro a descrição das quatro escalas(E/I, S/N, T/F e J/P) contidas nos tipos psicológicos definidos na teoria do Carl Jung.

Na próxima edição falarei sobre a combinação das funções (S/N e T/F) e as carreiras ou atividades afins a cada uma delas, onde se sentem mais confortáveis, e consequentemente, onde poderão ter uma maior satisfação e maior produtividade! Até lá!

Esse texto foi publicado na edição de junho/14 da Revista Coaching Brasil

Tipos Psicológicos: Pensamento ou Sentimento

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Razão ou sensibilidade? Objetividade ou subjetividade? Justiça ou compaixão? O que faz mais sentido pra você? O que é mais importante? Entendemos que o mundo precisa das duas abordagens, mas qual nos deixa mais à vontade? Se você é coach, como identificar que perfil é mais próximo do seu coachee? A resposta para essas perguntas pode estar relacionada com o tipo psicológico, entender essa preferência pode facilitar as diversas escolhas, e é muito importante trabalharmos o autoconhecimento, ou para entender nossos coachees, pois essa compreensão pode ser muito relevante na condução e no resultado do coaching.

Na edição 8(janeiro/14) escrevi uma visão geral sobre a teoria de tipos criada pelo psiquiatra suiço Carl Gustav Jung(1875-1961), que é composta por quatro pares de opostos:

–       Foco de Energia – determinado pela extroversão(E) quando o foco é no mundo externo, e pela introversão(I) quando o foco é no mundo interior(este tema foi descrito na edição 10 – março/14)

–       Funções Psíquicas de Percepção – determinam a forma como coletamos informações do mundo ao nosso redor, e pode ser através da sensação(S) quando utilizamos os 5 sentidos ou da intuição(N), quando utilizamos o 6o.sentido(este tema foi descrito na edição 11 – abril/14);

–       Funções Psíquicas de Julgamento – referente à forma como tomamos decisão, se através do pensamento(T) ou do sentimento(F) (serão descritas a seguir);

–       Estilo de Vida – determina qual é a função dominante e como você se relaciona com o mundo exterior, e pode ser identificado pelo julgamento(J) ou pela percepção(P) (serão detalhados na edição 13(junho/14);

O tipo psicológico contem uma letra de cada par descrito acima(E/I, S/N,T/F, J/P), sendo que as duas letras centrais do tipo representam as funções psíquicas(S/N e T/F), e representarão as funções principal e auxiliar, e o determinante nessa decisão é a escala de “estilo de vida”(J/P), que detalharei na próxima edição. Embora o tipo psicológico tenha a representação de apenas duas funções, as demais funções também estão implícitas em cada tipo, e representam as funções terciária e inferior.

Se a função principal é uma função de “percepção” (S ou N), a função auxiliar será de julgamento (T ou F) e vice-versa. A função principal carrega em si o foco de atitude, se extrovertido ou introvertido.

As funções terciária e inferior são funções pouco desenvolvidas. A terciária é o oposto da função auxiliar e a inferior é oposta à função principal.

Segundo Jung, a função inferior representa a “sombra”, o lado não desenvolvido. Embora seja a função menos familiar, merece destaque porque atua quando estamos estressados ou cansados, e podemos agir de modo irreconhecível causando estragos.

Essas combinações determinam os 16 tipos psicológicos, cada um com suas suas preferências, potencialidades e fortalezas, mas também, pontos a serem desenvolvidos.

Um dos propósitos da compreensão da tipologia, sua ou do seu coachee, é desenvolver um melhor equilíbrio entre as quatro funções, mas vale lembrar que sempre manteremos nossas preferências ao longo da vida.

A seguir falarei sobre as funções psíquicas de “julgamento”, ou seja, falarei sobre o pensamento(T) e o sentimento (F), também conhecidas como “funções racionais”, e determinam como é o nosso processo de “tomada de decisão”.

Se você leu a edição passada, onde descrevi a sensação e a intuição, e não se reconheceu ou não reconheceu seu coachee totalmente, pode ser que a função principal, sua ou dele, seja pensamento ou sentimento.

Como é uma pessoa cuja função principal é o pensamento? E o sentimento? Como desenvolver melhor as potencialidades de cada função? Como trabalhar com o seu oposto? Caso a função dominante do meu coachee seja o pensamento ou o sentimento, qual a melhor forma de conduzir um processo de coaching?

Como identificar uma pessoa do tipo pensamento?

  • Tem o foco na tarefa;
  • Valoriza a lógica e a racionalidade;
  • É impessoal, mais focado nas coisas/tarefas, do que nas pessoas;
  • Rapidamente sabe os prós e contras do que lhe é apresentado;
  • Tem um compromisso com a verdade e a justiça;
  • Gosta de precisão, rapidez, decisão, com muita objetividade;
  • Capaz de organizar os fatos e as ideias em sequência lógica;
  • Orientado à resultados, não gostam de perder tempo com detalhes desnecessários;
  • Tende a ser mais crítico;
  • Seu lema é “seja breve e bem profissional”;

A melhor forma de abordar uma pessoa tipo pensamento é apresentando seu método de trabalho, de forma breve e concisa, fornecendo a lógica das etapas, oferecendo exemplos específicos e concretos, destacando as tarefas a serem feitas, mostrando quais são os ganhos que serão obtidos.

Ao longo do processo de coaching, lhe dê feedbacks específicos, pontuando os avanços conquistados, com exemplos claros e objetivos.

Como explicado anteriormente, se a pessoa tem a função principal pensamento, sua função inferior será o sentimento, portanto, é importante que busque desenvolver características dessa função para familiarizar-se com ela, e com isso proporcionar um melhor equilíbrio:

  • Estimule seu coachee a reconhecer suas próprias emoções e sentimentos;
  • Peça que observe os seus próprios limites, pois tende a colocar o mundo nas costas;
  • Sugira uma análise entre as críticas e os elogios que faz, se as críticas foram maiores, estimule-o a buscar um equilíbrio;
  • Proponha que se relacione com as pessoas e não com os cargos que ocupam;
  • Estimule-o a buscar a cooperação das pessoas e não o consentimento;
  • Sugira uma atividade física que privilegie a flexibilidade, seja yoga, pilates, alongamento, natação;
  • Proponha que veja ou tire fotos de pessoas, com diferentes feições, e tente identificar a emoção que está presente;
  • Estimule-o a fazer um curso de teatro, onde tenha que desempenhar diferentes papéis;

Vamos agora às características da pessoa cuja função principal é o sentimento:

  • Tem o foco nas relações;
  • Valoriza suas próprias crenças e valores;
  • Suas decisões são personalizadas, subjetivas;
  • Tende a buscar um consenso entre os envolvidos;
  • Tem um compromisso com a harmonia;
  • Gosta de contribuir com o bem estar das pessoas;
  • Tem forte habilidade no trato social;
  • É amigável, acha difícil ser conciso e objetivo;
  • Tende a ter mais compaixão;
  • Seu lema é “ajudar os outros”;

A melhor forma de abordar uma pessoa tipo sentimento é expor de forma ampla o seu método de trabalho, enfatizando as mudanças de comportamento que o coaching e o autoconhecimento promovem. Estimule-o com uso de exemplos ou experiências de outras pessoas, de forma a proporcionar uma agenda mais focada na melhoria dos relacionamentos e mudanças de atitude.

Quando tratar de um feedback enfatize os progressos observados nele, estimule-o a falar sobre suas próprias impressões e reações, nas mudanças de comportamento já percebidos por ele.

E como podemos ajudar uma pessoa com função principal sentimento a desenvolver a sua função pensamento?

  • Estimule-o a dar um feedback de forma racional e precisa;
  • Oriente-o observar os prós e contras, focando na tarefa a ser feita;
  • Incentive-o a ser mais sucinto nas suas interações, focando no tema a ser tratado;
  • Peça que observe que nem todas as pessoas com as quais se relaciona pode vir a ser seu amigo;
  • Proponha que tome uma decisão de negócio de forma objetiva, listando duas ou três opções para serem avaliadas(ex: custos, prazo, facilidade de implementação), dê peso a cada uma elas, e em seguida escolha a melhor pontuada;
  • Oriente-o a se posicionar perante uma situação, sobretudo quando sua opinião for divergente das demais pessoas;
  • Caso queira praticar uma atividade física, sugira que estabeleça um objetivo claro a ser cumprido(correr 5km, ½ maratona, etc.) e estruture um projeto de forma bem precisa, verificando todos os aspectos envolvidos (condicionamento físico, perda de peso, mudança na alimentação, etc.);

Ressalto que não existe um tipo melhor ou pior, pois como podemos observar o mundo precisa de pessoas racionais, que foquem sua mente na tarefa a ser cumprida, com objetividade e justiça, mas precisa também, de pessoas que busquem a harmonia, o consenso, a compaixão.

É importante enfatizar que ambos os tipos pensamento e sentimento, como toda a teoria do Jung, possuem um lado luz e um lado sombra, ou seja, uma pessoa tipo pensamento, se não buscar desenvolver o sentimento, corre o risco de ser muito rígida e impessoal, com ela e com os outros.

Da mesma forma, a pessoa tipo sentimento, se não trabalhar o pensamento, também corre o risco de ser uma pessoa com dificuldade de se posicionar, tomar decisão de forma objetiva e racional.

Enfim, estas são as principais características das pessoas do tipo pensamento(T)ou sentimento(F)! Na próxima edição falarei sobre o estilo de vida julgamento(J) e percepção(P)! Até lá!

Esse texto foi publicado na edição de maio/14 da Revista Coaching Brasil (www.revistacoachingbrasil.com.br) 

Tipos Psicológicos – Sensação ou Intuição

Medo Concreto, Amor Abstrato

Inspiração ou realização? O que fascina mais? O que é mais relevante? Sabemos que o mundo precisa dos dois, mas com qual deles nos sentimos mais à vontade? Se você é coach, como identificar com qual delas o seu coachee mais se parece? A resposta para essas perguntas pode estar relacionada com o tipo psicológico, entender essa preferência pode abrir caminhos importantes seja para nosso autoconhecimento ou para entender nossos coachees, e esse entendimento pode ser determinante na condução e no resultado do coaching.

Na edição 8(janeiro/14) escrevi uma visão geral sobre a teoria de tipos criada pelo psiquiatra suiço Carl Gustav Jung(1875-1961), que é composta por quatro pares de opostos:

–       Foco de Energia – determinado pela extroversão(E) quando o foco é no mundo externo, e pela introversão(I) quando o foco é no mundo interior(este tema foi descrito na edição 10 – março/14)

–       Funções Psíquicas de Percepção – determinam a forma como coletamos informações do mundo ao nosso redor, e pode ser através da sensação(S) ou da intuição(N) (serão descritas a seguir);

–       Funções Psíquicas de Julgamento – referente à forma como tomamos decisão, se através do pensamento(T) ou do sentimento(F) (serão detalhadas na próxima edição(maio/14);

–       Estilo de Vida – determina qual é a função dominante, e pode ser identificado pelo julgamento(J) ou pela percepção(P) (serão detalhados na edição 13(junho/14);

O tipo psicológico contem as quatro funções psíquicas(S-N e F-T), entretanto, com pesos distintos de acordo com a frequência de atuação, identificadas como função principal, auxiliar, terciária e inferior.

A determinação do tipo psicológico é feita pela composição das duas funções mais desenvolvidas, ou seja, a principal e a auxiliar. Se a função principal é uma função de “percepção” (S ou N), a função auxiliar será de julgamento (T ou F) e vice-versa. A função principal carrega em si o foco de atitude, se extrovertido ou introvertido.

As funções terciária e inferior são funções pouco desenvolvidas. A terciária é o oposto da função auxiliar e a inferior é oposta à função principal. Por exemplo, se a função principal é pensamento, a função inferior será sentimento.

Segundo Jung, a função inferior representa a “sombra”, o lado não desenvolvido. Embora seja a função menos familiar, merece destaque porque atua quando estamos estressados ou cansados. Nesses momentos podemos agir de modo irreconhecível e causar estragos. Justamente por isso, é importante trabalhar essa função.

Essas combinações determinam os 16 tipos psicológicos. Cada tipologia possui suas preferências, com potencialidades e fortalezas, mas também, pontos a serem desenvolvidos.

Um dos propósitos da compreensão da tipologia, sua ou do seu coachee, é desenvolver um melhor equilíbrio entre as quatro funções, mas vale lembrar que o tipo psicológico não muda ao longo da vida.

A seguir falarei sobre as funções psíquicas de “percepcão”, ou seja, falarei sobre a sensação(S) e a intuição(N), também conhecidas como “funções irracionais”, e determina como “enxergamos” o mundo ao nosso redor.

Como é uma pessoa cuja função principal é a sensação? E a intuição? Como desenvolver melhor as potencialidades de cada função? Como trabalhar com o seu oposto? Caso a função dominante do meu coachee seja a sensação ou a intuição, qual a melhor forma de conduzir um processo de coaching?

Como identificar uma pessoa do tipo sensação?

  • Confiam nos seus cinco sentidos (visão, audição, olfato, paladar e tato);
  • São determinados por “fatos e dados”, no que é concreto, no “ver para crer”;
  • Seu objetivo é no aqui-agora;
  • Gostam de exatidão e precisão;
  • São detalhistas;
  • Gostam de implementar, de realizar, de executar, de colocar a “mão na massa”;
  • Se sentem seguros com o que é conhecido, testado e aprovado;
  • São práticos e tem foco nos resultados;
  • Tendem a ser mais conservadores;
  • São realistas;
  • Seu lema pode ser “viva a vida como ela é”;

A melhor forma de abordar uma pessoa tipo sensação é apresentando seu método de trabalho, passo a passo, fornecendo os detalhes de cada etapa, oferecendo exemplos específicos e concretos, destacando os ganhos a serem perseguidos, mostrando quais os papéis e responsabilidades.

Ao longo do processo de coaching, lhe dê feedbacks constantes, pontuando os avanços conquistados por ele, com exemplos específicos.

Como explicado anteriormente, se a pessoa tem a função principal sensação, sua função inferior será a intuição, portanto, é importante que busque desenvolver características dessa função para familiarizar-se com ela, e com isso proporcionar um melhor equilíbrio:

  • Estimule seu coachee a fazer um curso ou exercitar a técnica de pensamento criativo ou brainstorming;
  • Sugira a ele que faça um planejamento a longo prazo, do tipo “onde desejo estar daqui a cinco anos e como chegarei lá”;
  • Proponha que faça um sumário executivo (de uma ou duas páginas) descrevendo as tendências e os padrões que os dados levantados por ele sugerem.
  • Peça que considere uma forma nova de realizar um trabalho;
  • Estimule a leitura de fábulas, contos infantis, e busque encontrar a metáfora associada, ou que reconte a história mantendo os mesmos personagens, mas com novos desfechos;
  • Sugira que assista propagandas criativas e busque entender o que está por trás da mensagem ou o que está escrito de forma sutil;
  • Se gostar de fotografia, proponha que tire fotos panorâmicas, onde o foco seja a paisagem geral e não um detalhe específico;
  • Estimule-o a imaginar usos distintos para objetos conhecidos;

Vamos agora às características da pessoa cuja função principal é a intuição:

  • Confiam no seu palpite, no seu sexto sentido;
  • São determinados por inspiração e imaginação;
  • Antecipam o futuro;
  • Focam no todo, no contexto;
  • Gostam de resolver problemas novos e complexos;
  • Enxergam tendências, novos padrões;
  • São estimulados pela mudança, pelo movimento;
  • São sonhadores e visionários;
  • Tendem a ter um raciocínio muito rápido, descobrem o final do filme muito antes de todos;
  • Seu lema pode ser “aberto a novas possiblidades”;

A melhor forma de abordar uma pessoa tipo intuição é expor de forma ampla o seu método de trabalho, sem focar nos detalhes, mas enfatizando os conceitos e tendências. Estimule-o com uso de metáforas e analogias, seja com o uso de materiais de apoio ou com perguntas durante as sessões, de forma a proporcionar uma agenda mais dinâmica e lúdica.

Quando tratar de um feedback enfatize as linhas gerais, as mudanças amplas observadas, e não gaste muito tempo nos detalhes de cada situação, senão ele perderá o interesse na sua fala e não manterá o foco

E como podemos ajudar uma pessoa com função principal intuição a desenvolver a sua função sensação?

  • Estimule-o a usar os seus cinco sentidos degustando um novo prato, descobrindo os sabores envolvidos, o aroma, a apresentação, a textura dos alimentos, vivenciando o momento presente;
  • Oriente-o a ouvir uma música e focar nos sons que está ouvindo, na letra, sem deixar a mente divagar para outro momento;
  • Incentive-o a levantar informações, detalhes que sustentem suas percepções;
  • Peça-lhe que analise a realidade como ela se apresenta, focando no aqui-agora, e pode até trabalhar uma planilha de orçamento pessoal;
  • Proponha que organize uma reunião entre amigos, com detalhes do que precisa ser providenciado, passo a passo, desde a escolha do lugar, decoração, participantes, o que será servido, etc;
  • Sugira que durante esta reunião entre amigos, observe os detalhes de todos os envolvidos, quais roupas e acessórios estão usando, como estão suas feições, quais sons estão presentes;
  • Caso tenha interesse em culinária, proponha que execute uma receita, seguindo todos os detalhes, medindo corretamente seus ingredientes, e seguindo o passo a passo;

Ressalto que não existe um tipo melhor ou pior, pois como podemos observar o mundo precisa de pessoas intuitivas, que identifiquem novas tendências, novas soluções, inovadoras e criativas, mas precisa também, de pessoas que consigam executar e colocar em prática essas idéias, para que elas saiam da imaginação e possam virar realidade.

É importante enfatizar que ambos os tipos sensação e intuição, como toda a teoria do Jung, possuem dois lados, um lado luz e um lado sombra, ou seja, uma pessoa tipo intuição, se não buscar desenvolver a sensação, corre o risco de “viver no mundo da lua”, e não realizará nada.

Da mesma forma, a pessoa tipo sensação, se não trabalhar a intuição, também corre o risco de ser uma pessoa presa à fazer “tudo sempre igual”, como na música Cotidiano do Chico Buarque.

Enfim, estas são as principais características das pessoas do tipo sensação(S)ou intuição(N)! Na próxima edição falarei sobre as funções pensamento(T) e sentimento(F)! Até lá!

(*) Texto publicado na 11a. edição(abril/14)  da Revista Coaching Brasil (www.revistacoachingbrasil.com.br)

Tipos Psicológicos – Extroversão ou Introversão

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“Uma mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original”, esta frase do Albert Einstein define bem o processo de coaching e de autoconhecimento, pois é como uma nova janela que se abre e nunca mais veremos o mundo da mesma forma.

E uma das ferramentas que podemos utilizar nessa ampliação de consciência é a teoria dos “Tipos Psicológicos”, criada pelo psiquiatra suiço Carl Gustav Jung(1875-1961), muito útil do ponto de vista do coachee quanto do coach, pois de acordo com a tipologia do coachee, o coach poderá estabelecer uma abordagem adequada, além de identificar quais as potencialidades e quais pontos devem ser desenvolvidos com o coachee.

Existem alguns instrumentos no mercado que podem ser utilizados para  identificação da tipologia do coachee, entretanto, os mais confiáveis são pagos, embora o investimento não seja alto, nem todos tem acesso. Para ajudar, escreverei uma série de cinco textos explicativos a respeito, visando auxiliar o coach na identificação da tipologia do coachee.

Na edição de janeiro/2014 escrevi o texto “O ponto de vista de cada um”, explicando os princípios da teoria dos Tipos Psicológicos, mas vou resumir aqui para que entendam o que será tratado nesta e nas próximas quatro edições.

Primeiramente, Jung identificou uma diferença relativa a direção da energia da pessoa. Se a energia está dirigida às coisas ao redor, às outras pessoas, ao que ocorre no mundo exterior, esta pessoa é caracterizada como “extrovertida”(E).  Se, por outro lado, a energia está voltada para as próprias ideias, reflexões sobre o que ocorre no mundo interior essa pessoa é do tipo “introvertida”(I).

Dentro de cada grupo de extrovertidos e de introvertidos, Jung percebeu que existiam diferenças de posicionamento e atitudes entre as pessoas, para diferenciá-las identificou quatro “funções psíquicas” e as agrupou em dois pares de opostos:

Como PERCEBEMOS o mundo:

◦       Sensação (S)

◦       Intuição (N)

Como JULGAMOS o mundo:

◦       Pensamento (T)

◦       Sentimento (F)

O tipo psicológico é composto pelas quatro funções, entretanto, com pesos distintos de acordo com a frequência de atuação, identificadas como função dominante, auxiliar, terciária e inferior.

A determinação do tipo psicológico é feita pela composição das duas funções mais desenvolvidas, ou seja, a dominante e a auxiliar. Se a função dominante é uma função de “percepção”(S ou N), a função auxiliar será de julgamento(T ou F).

A função terciária é o oposto da função auxiliar e a inferior é oposta à função principal. O papel que cada função exerce tratarei nas duas próximas edições, quando detalharei as funções psíquicas.

Para identificar qual é a função dominante, temos a última escala que completa as quatro letras do tipo psicológico. Esta escala é conhecida como “Estilo de Vida”, cuja opções são “percepção”(P) ou “julgamento”(J).

A combinação do foco de energia (E ou I), com as quatro funções(S/N e T/F) e o estilo de vida determinam os 16 tipos psicológicos(ex: ENFP, ISTJ, ESTP, INFJ, etc)

Nesta edição detalharei a primeira escala_foco de energia, ou seja, as características dos extrovertidos(E) ou introvertidos(I). Esta atitude é atribuída à função dominante, ou seja, se o tipo da pessoa inicia com a letra “E”, ela terá a função dominante extrovertida, caso seja a letra “I” terá função dominante introvertida.

Nas próximas três edições falarei das demais escalas(S-N, T-F, J-P), e na quarta edição as combinações das funções psíquicas(ST/SF-NT/NF) e os impactos nas carreiras profissionais.

Depois da visão geral, vamos ao tema desta edição, ou seja, como identificar um extrovertido ou introvertido? Qual a abordagem adequada para essa pessoa? Como desenvolver o seu contraponto, de forma a buscar um equilíbrio?

Como identificar um extrovertido:

  • são falantes, em geral, falam antes e pensam depois. Caso a extroversão seja acentuada poderão ser mais impulsivos;
  • sociaveis e expressivos, gostam de se relacionar com o mundo ao redor, gostam de interagir com grupos;
  • seu enfoque é mudar o mundo;
  • apresentam interesses diversificados, são mais generalistas e estão sempre antenados com tudo que acontece;
  • são compreensíveis e acessíveis, tendem a dar feedbacks de maneira mais espontânea, aberta e frequente;
  • lidam bem com interrupções ou com ambientes movimentados e barulhentos;
  • gostam de interação, portanto, terão dificuldade em trabalhar muito tempo sozinhos;
  • gostam de variedades e de ação;

A melhor forma de abordar um extrovertido é, inicialmente, sendo um excelente ouvinte, pois ele tem forte necessidade de se expressar, de falar de si mesmo. Ao longo do processo de coaching, lhe dê feedbacks constantes, pois tende a duvidar do seu desempenho até que alguém o avalie, mesmo que tenha uma consciência da sua capacidade e competência, ele necessita desse reconhecimento.

Como podemos ajudar o extrovertido a desenvolver o seu lado introvertido, de forma a buscar um melhor equilíbrio?

  • Estimule seu coachee a “contar até 10” antes de agir, peça-lhe que reflita sobre suas idéias;
  • Em reuniões, peça-lhe que exercite o silêncio, sobretudo se for o responsável, senão corre o risco de monopolizar a atenção;
  • Incentive-o a praticar atividades que exijam concentração, tais como meditação, yoga, ou uma caminhada contemplativa;
  • Peça-lhe que aprofunde nos seus planos ou conceitos, até que esteja certo de ter observado todos os detalhes;
  • Oriente-o a deixar os outros falarem primeiro, mas peça-lhe que concentre no que está sendo dito, refletindo sobre o que foi falado antes de emitir a sua opinião;
  • Diga-lhe para passar um tempo sozinho e offline, caso o silêncio seja muito penoso, pode colocar uma música, e em seguida exercitar uma técnica de relaxamento ou pode fazer uma massagem relaxante, mas sem conversar com o massagista, apenas concentrando-se nas sensações proporcionadas pela massagem;
  • Sugira a ele que exercite a autoperceção sempre que possível, seja degustando uma comida diferente, observando os sabores existentes, ou vendo um filme atento às emoções despertadas, vendo fotos ou vídeos de viagem e relembrando as sensações daquele momento;

Vamos agora às características do introvertido:

  • são discretos, pensam primeiro e falam depois. Caso a introversão seja acentuada poderão ser muito tímidos;
  • exercitam suas ideias por meio da reflexão;
  • seu enfoque é entender o mundo;
  • apresentam interesses profundos, são mais especialistas, gostam de aprofundar nos conceitos, nas suas ideias;
  • são reservados e contidos, podem até falar muito, mas dificilmente falarão espontâneamente de si mesmo;
  • num processo de coaching, o coach é quem tem que pedir feedback, senão não saberá o que está se passando na cabeça dele;
  • gostam de ambientes reservados, silenciosos e sem interrupções;
  • gostam de trabalhar sozinhos;
  • tomam iniciativa quando a situação ou o problema é muito relevante para ele;

A melhor forma de abordar um introvertido é, inicialmente, expor sobre o processo do coaching, metodologia, conceitos, de forma a dar-lhe subsídios para sua reflexão. Ao longo do processo, estimule-o a dar feedbacks, inicialmente focando no processo em si, para deixá-lo mais confortável, e a medida que ele se sentir mais à vontade, poderá dar feedbacks a respeito de si mesmo. O introspectivo precisa ter confiança no coach, para que se sinta à vontade em compartilhar suas idéias e percepções. Caso o coachee tenha uma introspecção mais acentuada, poderá dar uma visão de ser impenetrável, e neste caso o coach terá que ser bem habilidoso para “ler o coachee” de outras formas, pela postura, expressões faciais, exercitando sua intuição, até que o coachee se sinta confortável para “baixar um pouco a guarda”.

E como podemos ajudar o introvertido a desenvolver o seu lado extrovertido?

  • Convide-o a ampliar o seu networking, almoçando com um novo contato a cada semana;
  • Estimule-o a pedir ajuda para completar um trabalho, mesmo que consiga fazê-lo sozinho;
  • Incentive-o a praticar atividades de lazer que envolvam outras pessoas;
  • Peça-lhe que interaja com os colegas de trabalho de maneira mais frequente;
  • Oriente-o a compartilhar suas ideias ou projetos com pessoas de sua confiança, e que possam fazer contribuições ou críticas;
  • Diga-lhe para reduzir o tempo que passa sozinho;
  • Sugira a ele que participe mais ativamente nas reuniões, emitindo suas opiniões e ideias;
  • Peça-lhe que se atualize sobre cultura geral, sem aprofundar nos temas, respondendo algo na linha do “principais assuntos da semana”.

Enfim, estas são as principais características a serem trabalhadas com os extrovertidos e introvertidos! Na próxima edição falarei sobre as funções psíquicas de percepção, a sensação(S) e intuição(N)! Até lá!

Este texto foi publicado na edição 10(março/14) da Revista Coaching Brasil

Imagem extraída de wildhairmedia

O ponto de vista de cada um

 

Ponto_de_vista

Quantas vezes você se viu numa discussão em que a outra pessoa não o compreendia? Ela contra-argumentava e você tinha dificuldade de entender? Quem será que estava com a razão?

Provavelmente os dois! Apenas estavam olhando a questão por perspectivas distintas, talvez por possuírem perfis psicológicos diferentes. Essas diferenças foram identificadas por Carl G.Jung(1875 – 1961), psiquiatra suíço, no livro “Tipos Psicológicos”, onde define que as pessoas podem ter formas muito distintas de perceber e julgar o que ocorre ao seu redor.

A compreensão do perfil psicológico pode ser muito rica, pois podemos tirar proveito das suas particularidades, potencializar o que tem de melhor, e valorizar as diferenças!

Esse entendimento também pode nos ajudar a direcionar a carreira, entender o que nos motiva e, inclusive, melhorar nossos relacionamentos.

Isso é música para seus ouvidos? Então vamos aos conceitos dos “tipos psicológicos” para que você entenda melhor os benefícios desse conhecimento.

Primeiramente, Jung identificou uma diferença relativa a direção da energia da pessoa. Se a energia está dirigida às coisas ao redor, às outras pessoas, ao que ocorre no mundo exterior, esta pessoa é caracterizada como “extrovertida” e representada pela letra “E”. Se, por outro lado, a energia está voltada para as próprias ideias, reflexões sobre o que ocorre no mundo interior essa pessoa é “introvertida” (I).

Dentro de cada grupo de extrovertidos e de introvertidos, Jung percebeu que existiam diferenças de posicionamento e atitudes entre as pessoas. Jung  identificou quatro “funções psíquicas” que diferenciavam esses indivíduos e as agrupou em dois pares de opostos:

Como PERCEBEMOS o mundo:

◦       Sensação (S)

◦       Intuição (N)

Como JULGAMOS o mundo:

◦       Pensamento (T)

◦       Sentimento (F)

As pessoas do tipo “Sensação” são pessoas mais detalhistas, que utilizam os cinco sentidos para coletar e analisar o que está ao seu redor, gostam de dados e fatos, são focadas no aqui e agora, são realizadoras. Por outro lado, as pessoas do tipo “Intuição” são pessoas que usam o seu sexto sentido, olham o todo, enxergam possibilidades, têm o foco no futuro, tendem a ser visionárias.

As pessoas do tipo “Pensamento” são as que julgam o mundo com objetividade, racionalidade, pragmatismo, em geral são excelentes administradores. Por fim, as pessoas do tipo “Sentimento” julgam a realidade através da subjetividade, algo é bom ou ruim segundo suas crenças e valores, seu foco é nas relações e na harmonia do ambiente, são atraídas por profissões focadas nas pessoas.

O tipo psicológico é composto pelas quatro funções, entretanto, com pesos distintos de acordo com a frequência de atuação, identificadas como função principal, auxiliar, terciária e inferior.

A determinação do tipo psicológico é feita pela composição das duas funções mais desenvolvidas, ou seja, a principal e a auxiliar. Se a função principal é uma função de “percepção” (S ou N), a função auxiliar será de julgamento (T ou F).

As funções terciária e inferior são funções pouco desenvolvidas. A terciária é o oposto da função auxiliar e a inferior é oposta à função principal. Por exemplo, se a função principal é pensamento, a função inferior será sentimento.

Segundo Jung, a função inferior representa a “sombra”, o lado não desenvolvido.  Embora seja a função menos familiar, merece destaque porque atua quando estamos estressados ou cansados. Nesses momentos podemos agir de modo irreconhecível e causar estragos. Justamente por isso, é importante trabalhar essa função.

A combinação do foco de energia (E ou I) com as quatro funções determinam os 16 tipos psicológicos. Cada um desses perfis possui potencialidades e fortalezas, mas também, pontos a serem desenvolvidos.

Para que se entenda a dinâmica dos tipos, imagine que um destro precise escrever o próprio nome. Com a mão direita, a tarefa será executada facilmente. Mas se for solicitado que ele faça o mesmo com a mão esquerda, terá que pensar como segurar a caneta, como se posicionar. Enfim, vai gastar mais tempo e a caligrafia não será a mesma. Assim é o nosso tipo psicológico. As funções dominantes (principal e auxiliar) representam a nossa preferência, a mão direita dos destros, e as funções terciária e inferior representam a “mão esquerda”.

Por isso o  autoconhecimento é tão importante. Ele torna possível explorar tudo que as funções dominantes oferecem e ampliar o monitoramento das demais funções para que as fraquezas sejam minimizadas.

A compreensão do tipo psicológico é muito útil na escolha, desenvolvimento ou mudança de carreira. Graças a ela, podemos optar por caminhos mais confortáveis, mais afins ao nosso tipo psicológico e, com isso, desempenharemos nossas tarefas com maior satisfação, prazer e desenvoltura.

Por exemplo, uma pessoa tipo Sensacão-Pensamento é um realizador, tem um senso prático forte. Ela pode ser um empreendedor de sucesso, um alto executivo orientado a resultados. Mas, se estiver trabalhando com algo abstrato, conceitual, cujos resultados não sejam mensuráveis, isso exigirá dela um esforço hercúleo.

Enfim, se agirmos com sabedoria seguiremos os ensinamentos de Confúcio: “trabalhe com aquilo que gosta e não terá que trabalhar um dia sequer”.

Este texto foi publicado na Revista Coaching Brasil edição Janeiro/14 (www.revistacoachingbrasil.com.br ) , e estou compartilhando com vocês! Caso queiram mais informações podem entrar em contato comigo através do email lucianava@uol.com.br 

Primeiro bolo do ano – receita para 2014!

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O bolo da foto é o primeiro que fiz em 2014! Que lhe parece? Está apetitoso? Pois é, modéstia à parte, estava bom sim!

Mas, fazer esse bolo me fez refletir sobre varias coisas, e uma delas foi pensar sobre o qual é a receita que quero para 2014!

Embora pareça apenas um bolo simples com calda de limão, ele tem muitas lembranças e significados importantes pra mim!

A receita era da minha mãe, e remete a uma época muito boa, de conversas à mesa da cozinha, com um cafezinho feito na hora!

Fazer esse bolo me fez lembrar das minhas origens, refletir sobre a minha caminhada, o que aprendi até hoje, e o que preciso aprender! Baseado nisso, fiquei pensando onde quero chegar no final de 2014?

Quais “novos sabores e saberes” quero acrescentar no meu caminhar ao longo deste ano?

E mesmo quem nunca cozinhou sabe que, para se fazer um bolo gostoso é preciso ter bons ingredientes, mas neste caso são ingredientes muito simples!

Na cozinha e na vida, acredito que o nosso desafio hoje seja simplificar, de todas as formas, diminuindo o consumo de coisas supérfluas, reduzindo o estresse, valorizando o tempo que passamos com as pessoas importantes na nossa vida, sem buscar tanto “ter e aparecer”, e sim dedicando mais tempo em “ser” feliz.

Venho exercitando este pensamento, mas sempre dá para simplificar mais, pois nossa percepção vai aprimorando, e acho que esta pode ser uma boa meta para 2014!

Outro ponto é que, um bolo precisa de fermento para crescer e ficar fofinho, e esse fermento pode significar a nossa motivação, o que nos impulsiona, o que nos faz crescer!

Mas, assim como o fermento do bolo, ela precisa ser na medida certa, pois se colocarmos pouco fermento o bolo não cresce, fica “embatumado”, como se diz na minha terra.

Se nossa motivação for muito pequena não produzirá o resultado esperado, não vai nos desenvolver e não teremos muito o que comemorar no final do ano!

Entretanto, fermento demais no bolo faz com que cresça muito num primeiro momento, e depois murche! Assim é também com a nossa motivação, pois se ela for “acima da medida” pode consumir muito da nossa energia e faltará fôlego para chegar até o final.

Então como saber se a nossa motivação está na “medida certa” ? Na minha opinião, cada pessoa precisa trabalhar o autoconhecimento, para então saber qual é a sua “quantidade ideal”, pois vai depender do seu momento de vida, da sua personalidade, das suas expectativas e recursos internos disponíveis.

Uma forma de “medir” essa quantidade é verificar se está sendo desafiado naquilo que te faz brilhar os olhos, se está conseguindo colocando em prática seus pontos fortes, e se está trabalhando também suas deficiências, senão não haverá crescimento no final.

Na cozinha e na vida, o que é fazemos é um processo de transformação, cujo resultado desejado é de produzir algo melhor, que agrade a nós mesmos e a todos que nos cercam!

Desejo que, para fazer “seu bolo de 2014”, você alcance os melhores ingredientes, que estejam todos na medida certa para o seu crescimento, e que possa saboreá-lo em ótima companhia ao longo do ano!

“Desapega, desapega…”

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Novembro já começou e, em dois meses, estaremos no Natal e na virada do ano.

Nesse período, costumamos pensar um pouco no ano que passou, quais foram os nossos aprendizados, conquistas, desafios e problemas enfrentados. Começamos a estruturar o nosso balanço anual.

Tenho ouvido muito uma propaganda de um site de vendas, cujo slogan é “desapega, desapega…”. Fiquei pensando do que gostaria de me desapegar neste ano. Não falo aqui apenas de coisas materiais como móveis, bicicleta ou carro, como o referido anúncio divulga, mas falo de bagagens desnecessárias que carrego. Muitas vezes, essa carga extra chega a ser prejudicial a minha vida e dificulta meu desenvolvimento.

Acredito que esse seja um excelente momento para olharmos para nossas vidas, nossas carreiras e analisarmos o que estamos mantendo desnecessariamente. É possível desapegar de algo ou reavaliar?

Claro que quando estamos falando de família a palavra desapegar não costuma se aplicar, mas às vezes estamos empurrando com a barriga um relacionamento, apenas pelo medo de ficarmos sozinhos. Nesses casos, esquecemos que a solidão a dois é mais sofrida do que a solidão por opção, que pode ser até instrutiva e saudável.

E na nossa vida profissional, na nossa carreira, quais atitudes, quais características e comportamentos poderiam ser revistos ou descartados?

Quando eu trabalhava com sistemas de suporte à tomada de decisão para grandes empresas eu usava uma frase que também se aplica a nossas vidas: “Primeiro preciso saber quem sou e onde estou para posteriormente traçar um plano de onde quero chegar”.  Caso contrário, podemos receber a mesma resposta que o Gato deu para a Alice no país das maravilhas: “Se não sabe onde está e aonde quer chegar, qualquer caminho serve”.

Trabalhando com coaching percebo que, muitas vezes, há um desperdício de tempo e energia em manter comportamentos que não satisfazem e até prejudicam. Algumas vezes isso acontece por comodismo, outras por medo de sair do padrão, com receio da mudança e de abrir espaço para o inusitado. Mas muito dessa energia desperdiçada é simplesmente por um desconhecimento de si próprio, da sua real capacidade.

Justamente por isso me lembrei do slogan da campanha do site de vendas. Precisamos ampliar nossa consciência para sabermos o que podemos e queremos desapegar, para exercitarmos novos comportamentos, novos aprendizados, aprimorando nossas qualidades e confrontando nossas limitações.

Acredito que este exercício de desapego deva ser repetido de tempos em tempos, pois vamos nos transformando. Algo que nos era útil quando estávamos iniciando a carreira e éramos jovens pode não nos atender hoje. Esse exercício de entendimento do nosso momento de vida e das nossas necessidades atuais nos dirá quais comportamentos são demandados. Com isso, novas possibilidades podem ser vislumbradas, novos desafios podem ser impostos e outros caminhos podem surgir.

Você sabe do que gostaria de se desapegar hoje? Se não souber, reflita sobre o tema. Se sim, desapega, desapega…. E fique em paz!