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Mais um ano chega ao fim!

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Eu gosto muito desse período, pois acho que é uma época que renovamos nossa esperança, nossos desejos, nos comprometemos a sermos pessoas melhores, reavaliamos nossa vida e nossas conquistas, e isso é muito importante, pois nos dá sempre uma nova chance de nos aprimorarmos, de buscarmos o que realmente nos faz feliz, com muita alegria e fé!

Como tenho trabalhado muito com a questão dos perfis psicológicos, eu acredito que precisamos nos conhecer cada vez mais, pois assim teremos condições de tirar proveito e potencializar nossos pontos fortes, mas também de descobrir nosso lado mais “obscuro” e desconhecido, com isso estaremos ampliando nossos horizontes e nossa capacidade de ver o mundo, e melhorando nossa visão de mundo e a relação com as pessoas ao nosso redor.

Portanto, meus desejos aqui vão brincar com a tipologia de cada um!

Às pessoas do tipo:

Introvertidas, desejo reflexões profundas e ricas, mas que aprendam a compartilhar cada vez a sua opinião!

Extrovertidos, desejo muita interação com tudo que acontece ao seu redor e com as pessoas com as quais se relaciona, mas saibam contar até 10,20… antes de falar!

Sensação, desejo que degustem, inalem, vejam, toquem, e ouçam tudo com mais nitidez, mas que aprendam a dar asas à imaginação, sem limites ou censuras!

Intuição, desejo que enxerguem novas possibilidades em cada momento, mas que façam da mensuração e concretização dos seus sonhos algo bem prazeroso!

Pensamento, desejo que vejam os prós e contras com mais precisão e objetividade,  mas que aprendam a calçar o sapato do outro para ver onde estão os calos e os desconfortos alheios!

Sentimento, desejo que sejam muito compassivos e busquem harmonizar os ambientes, mas que saibam a ver o mundo com mais objetividade e pragmatismo!

Julgamento, desejo que tenham previsibilidade dos seus dias, mas que se deixem levar “sem lenço e nem documento”!

Percepção, desejo que mostrem seu poder de adaptação e sua flexibilidade ao mundo, mas busquem não deixar tudo para o último minuto!

Mas, sobretudo, desejo que sejam muito felizes e tenham muito sucesso, mas entendo que “felicidade” e “sucesso” são conceitos absolutamente pessoais e subjetivos, e que portanto, dependem do ponto de vista de cada um!

FELIZ ANO NOVO!!!

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Tipos Psicológicos – Extroversão ou Introversão

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“Uma mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original”, esta frase do Albert Einstein define bem o processo de coaching e de autoconhecimento, pois é como uma nova janela que se abre e nunca mais veremos o mundo da mesma forma.

E uma das ferramentas que podemos utilizar nessa ampliação de consciência é a teoria dos “Tipos Psicológicos”, criada pelo psiquiatra suiço Carl Gustav Jung(1875-1961), muito útil do ponto de vista do coachee quanto do coach, pois de acordo com a tipologia do coachee, o coach poderá estabelecer uma abordagem adequada, além de identificar quais as potencialidades e quais pontos devem ser desenvolvidos com o coachee.

Existem alguns instrumentos no mercado que podem ser utilizados para  identificação da tipologia do coachee, entretanto, os mais confiáveis são pagos, embora o investimento não seja alto, nem todos tem acesso. Para ajudar, escreverei uma série de cinco textos explicativos a respeito, visando auxiliar o coach na identificação da tipologia do coachee.

Na edição de janeiro/2014 escrevi o texto “O ponto de vista de cada um”, explicando os princípios da teoria dos Tipos Psicológicos, mas vou resumir aqui para que entendam o que será tratado nesta e nas próximas quatro edições.

Primeiramente, Jung identificou uma diferença relativa a direção da energia da pessoa. Se a energia está dirigida às coisas ao redor, às outras pessoas, ao que ocorre no mundo exterior, esta pessoa é caracterizada como “extrovertida”(E).  Se, por outro lado, a energia está voltada para as próprias ideias, reflexões sobre o que ocorre no mundo interior essa pessoa é do tipo “introvertida”(I).

Dentro de cada grupo de extrovertidos e de introvertidos, Jung percebeu que existiam diferenças de posicionamento e atitudes entre as pessoas, para diferenciá-las identificou quatro “funções psíquicas” e as agrupou em dois pares de opostos:

Como PERCEBEMOS o mundo:

◦       Sensação (S)

◦       Intuição (N)

Como JULGAMOS o mundo:

◦       Pensamento (T)

◦       Sentimento (F)

O tipo psicológico é composto pelas quatro funções, entretanto, com pesos distintos de acordo com a frequência de atuação, identificadas como função dominante, auxiliar, terciária e inferior.

A determinação do tipo psicológico é feita pela composição das duas funções mais desenvolvidas, ou seja, a dominante e a auxiliar. Se a função dominante é uma função de “percepção”(S ou N), a função auxiliar será de julgamento(T ou F).

A função terciária é o oposto da função auxiliar e a inferior é oposta à função principal. O papel que cada função exerce tratarei nas duas próximas edições, quando detalharei as funções psíquicas.

Para identificar qual é a função dominante, temos a última escala que completa as quatro letras do tipo psicológico. Esta escala é conhecida como “Estilo de Vida”, cuja opções são “percepção”(P) ou “julgamento”(J).

A combinação do foco de energia (E ou I), com as quatro funções(S/N e T/F) e o estilo de vida determinam os 16 tipos psicológicos(ex: ENFP, ISTJ, ESTP, INFJ, etc)

Nesta edição detalharei a primeira escala_foco de energia, ou seja, as características dos extrovertidos(E) ou introvertidos(I). Esta atitude é atribuída à função dominante, ou seja, se o tipo da pessoa inicia com a letra “E”, ela terá a função dominante extrovertida, caso seja a letra “I” terá função dominante introvertida.

Nas próximas três edições falarei das demais escalas(S-N, T-F, J-P), e na quarta edição as combinações das funções psíquicas(ST/SF-NT/NF) e os impactos nas carreiras profissionais.

Depois da visão geral, vamos ao tema desta edição, ou seja, como identificar um extrovertido ou introvertido? Qual a abordagem adequada para essa pessoa? Como desenvolver o seu contraponto, de forma a buscar um equilíbrio?

Como identificar um extrovertido:

  • são falantes, em geral, falam antes e pensam depois. Caso a extroversão seja acentuada poderão ser mais impulsivos;
  • sociaveis e expressivos, gostam de se relacionar com o mundo ao redor, gostam de interagir com grupos;
  • seu enfoque é mudar o mundo;
  • apresentam interesses diversificados, são mais generalistas e estão sempre antenados com tudo que acontece;
  • são compreensíveis e acessíveis, tendem a dar feedbacks de maneira mais espontânea, aberta e frequente;
  • lidam bem com interrupções ou com ambientes movimentados e barulhentos;
  • gostam de interação, portanto, terão dificuldade em trabalhar muito tempo sozinhos;
  • gostam de variedades e de ação;

A melhor forma de abordar um extrovertido é, inicialmente, sendo um excelente ouvinte, pois ele tem forte necessidade de se expressar, de falar de si mesmo. Ao longo do processo de coaching, lhe dê feedbacks constantes, pois tende a duvidar do seu desempenho até que alguém o avalie, mesmo que tenha uma consciência da sua capacidade e competência, ele necessita desse reconhecimento.

Como podemos ajudar o extrovertido a desenvolver o seu lado introvertido, de forma a buscar um melhor equilíbrio?

  • Estimule seu coachee a “contar até 10” antes de agir, peça-lhe que reflita sobre suas idéias;
  • Em reuniões, peça-lhe que exercite o silêncio, sobretudo se for o responsável, senão corre o risco de monopolizar a atenção;
  • Incentive-o a praticar atividades que exijam concentração, tais como meditação, yoga, ou uma caminhada contemplativa;
  • Peça-lhe que aprofunde nos seus planos ou conceitos, até que esteja certo de ter observado todos os detalhes;
  • Oriente-o a deixar os outros falarem primeiro, mas peça-lhe que concentre no que está sendo dito, refletindo sobre o que foi falado antes de emitir a sua opinião;
  • Diga-lhe para passar um tempo sozinho e offline, caso o silêncio seja muito penoso, pode colocar uma música, e em seguida exercitar uma técnica de relaxamento ou pode fazer uma massagem relaxante, mas sem conversar com o massagista, apenas concentrando-se nas sensações proporcionadas pela massagem;
  • Sugira a ele que exercite a autoperceção sempre que possível, seja degustando uma comida diferente, observando os sabores existentes, ou vendo um filme atento às emoções despertadas, vendo fotos ou vídeos de viagem e relembrando as sensações daquele momento;

Vamos agora às características do introvertido:

  • são discretos, pensam primeiro e falam depois. Caso a introversão seja acentuada poderão ser muito tímidos;
  • exercitam suas ideias por meio da reflexão;
  • seu enfoque é entender o mundo;
  • apresentam interesses profundos, são mais especialistas, gostam de aprofundar nos conceitos, nas suas ideias;
  • são reservados e contidos, podem até falar muito, mas dificilmente falarão espontâneamente de si mesmo;
  • num processo de coaching, o coach é quem tem que pedir feedback, senão não saberá o que está se passando na cabeça dele;
  • gostam de ambientes reservados, silenciosos e sem interrupções;
  • gostam de trabalhar sozinhos;
  • tomam iniciativa quando a situação ou o problema é muito relevante para ele;

A melhor forma de abordar um introvertido é, inicialmente, expor sobre o processo do coaching, metodologia, conceitos, de forma a dar-lhe subsídios para sua reflexão. Ao longo do processo, estimule-o a dar feedbacks, inicialmente focando no processo em si, para deixá-lo mais confortável, e a medida que ele se sentir mais à vontade, poderá dar feedbacks a respeito de si mesmo. O introspectivo precisa ter confiança no coach, para que se sinta à vontade em compartilhar suas idéias e percepções. Caso o coachee tenha uma introspecção mais acentuada, poderá dar uma visão de ser impenetrável, e neste caso o coach terá que ser bem habilidoso para “ler o coachee” de outras formas, pela postura, expressões faciais, exercitando sua intuição, até que o coachee se sinta confortável para “baixar um pouco a guarda”.

E como podemos ajudar o introvertido a desenvolver o seu lado extrovertido?

  • Convide-o a ampliar o seu networking, almoçando com um novo contato a cada semana;
  • Estimule-o a pedir ajuda para completar um trabalho, mesmo que consiga fazê-lo sozinho;
  • Incentive-o a praticar atividades de lazer que envolvam outras pessoas;
  • Peça-lhe que interaja com os colegas de trabalho de maneira mais frequente;
  • Oriente-o a compartilhar suas ideias ou projetos com pessoas de sua confiança, e que possam fazer contribuições ou críticas;
  • Diga-lhe para reduzir o tempo que passa sozinho;
  • Sugira a ele que participe mais ativamente nas reuniões, emitindo suas opiniões e ideias;
  • Peça-lhe que se atualize sobre cultura geral, sem aprofundar nos temas, respondendo algo na linha do “principais assuntos da semana”.

Enfim, estas são as principais características a serem trabalhadas com os extrovertidos e introvertidos! Na próxima edição falarei sobre as funções psíquicas de percepção, a sensação(S) e intuição(N)! Até lá!

Este texto foi publicado na edição 10(março/14) da Revista Coaching Brasil

Imagem extraída de wildhairmedia