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Mais um ano chega ao fim!

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Eu gosto muito desse período, pois acho que é uma época que renovamos nossa esperança, nossos desejos, nos comprometemos a sermos pessoas melhores, reavaliamos nossa vida e nossas conquistas, e isso é muito importante, pois nos dá sempre uma nova chance de nos aprimorarmos, de buscarmos o que realmente nos faz feliz, com muita alegria e fé!

Como tenho trabalhado muito com a questão dos perfis psicológicos, eu acredito que precisamos nos conhecer cada vez mais, pois assim teremos condições de tirar proveito e potencializar nossos pontos fortes, mas também de descobrir nosso lado mais “obscuro” e desconhecido, com isso estaremos ampliando nossos horizontes e nossa capacidade de ver o mundo, e melhorando nossa visão de mundo e a relação com as pessoas ao nosso redor.

Portanto, meus desejos aqui vão brincar com a tipologia de cada um!

Às pessoas do tipo:

Introvertidas, desejo reflexões profundas e ricas, mas que aprendam a compartilhar cada vez a sua opinião!

Extrovertidos, desejo muita interação com tudo que acontece ao seu redor e com as pessoas com as quais se relaciona, mas saibam contar até 10,20… antes de falar!

Sensação, desejo que degustem, inalem, vejam, toquem, e ouçam tudo com mais nitidez, mas que aprendam a dar asas à imaginação, sem limites ou censuras!

Intuição, desejo que enxerguem novas possibilidades em cada momento, mas que façam da mensuração e concretização dos seus sonhos algo bem prazeroso!

Pensamento, desejo que vejam os prós e contras com mais precisão e objetividade,  mas que aprendam a calçar o sapato do outro para ver onde estão os calos e os desconfortos alheios!

Sentimento, desejo que sejam muito compassivos e busquem harmonizar os ambientes, mas que saibam a ver o mundo com mais objetividade e pragmatismo!

Julgamento, desejo que tenham previsibilidade dos seus dias, mas que se deixem levar “sem lenço e nem documento”!

Percepção, desejo que mostrem seu poder de adaptação e sua flexibilidade ao mundo, mas busquem não deixar tudo para o último minuto!

Mas, sobretudo, desejo que sejam muito felizes e tenham muito sucesso, mas entendo que “felicidade” e “sucesso” são conceitos absolutamente pessoais e subjetivos, e que portanto, dependem do ponto de vista de cada um!

FELIZ ANO NOVO!!!

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Qual é o seu perfil psicológico?

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De janeiro até julho deste ano escrevi uma série de artigos para a Revista Coaching Brasil sobre a teoria dos “Tipos Psicológicos” que foi publicada no livro “Tipos Psicológicos” do Carl Gustav Jung, psiquiatra suiço, em 1921.

Embora a teoria dos tipos psicológicos tenha sido publicada há quase um século, ela continua muito atual, e é cada vez mais difundida nas organizações e nos processos de coaching, pois é uma excelente ferramenta para o autoconhecimento, facilita a comunicação interpessoal, contribui com o desenvolvimento das equipes e com o fortalecimento das lideranças.

Para facilitar a leitura das matérias, incluí esse texto com os links para as todas as matérias, começando com a visão geral da tipologia, onde se aplica e seus benefícios, e depois um texto explicativo para cada componente do tipo psicologico (Extroversão/Introversão, Sensação/Intuição, Pensamento/Sentimento, Julgamento/Percepção), e por fim, um texto que faz uma correlação da tipologia com as carreiras afins:

Visão geral da teoria:  O ponto de vista de cada um 

Foco de energia: Tipos Psicológicos – Extroversão ou Introversão

Coleta de Informações: Tipos Psicológicos – Sensação ou Intuição

Tomada de decisão: Tipos Psicológicos – Pensamento ou Sentimento

Estilo de vida: Tipos Psicológicos – Julgamento ou Percepção

Tipologia & escolha da carreira: Tipos Psicológicos & Escolha da Carreira

Caso queira mais informações, ou tenha interesse em fazer o mbti para conhecer sua tipologia, entre em contato comigo através do email lucianava@uol.com.br.

Tipos Psicológicos & Carreira

Tipos Psicológicos & Carreira

Quais atividades são mais aderentes ao meu perfil? Posso exercer qualquer função que quiser? Como entender qual area/profissão seria mais motivadora? Onde minha produtividade seria maior?

Este texto vai explicar como a combinação das funções psíquicas, principal e auxiliar presentes no seu tipo psicológico, pode ajudar você a entender melhor suas áreas mais produtivas, suas motivações, as atividades que serão mais prazerosas e demandarão um gasto menor de energia. E, poderá também auxiliar o Coach no processo de coaching, a buscar junto com seu coachee quais são as áreas mais afins.

Farei um pequeno resumo dos tipos psicológicos do que foi explicado nas edições anteriores a respeito da teoria dos tipos psicológicos, criada pelo psiquiatra Carl Gustav Jung (1875-1961). Na edição 8(publicada em janeiro/14) escrevi uma visão geral sobre a teoria, que é composta por quatro pares de opostos(quatro escalas):

–       Foco de Energia – determinado pela extroversão(E) quando o foco é no mundo externo, e pela introversão(I) quando o foco é no mundo interior(edição 10 – março/14)

–       Funções Psíquicas de Percepção – determinam a forma como coletamos informações do mundo ao nosso redor, e pode ser através da sensação(S) quando utilizamos os cinco sentidos ou da intuição(N), quando utilizamos o 6o.sentido(edição 11 – abril/14);

–       Funções Psíquicas de Julgamento – referente à forma como tomamos decisão, se através do pensamento(T) ou do sentimento(F) (edição 12 – maio/14);

–       Estilo de Vida – determina qual é a função dominante e como você se relaciona com o mundo exterior, e pode ser identificado pelo julgamento(J) ou pela percepção(P) (edição 13 – junho/14);

O tipo psicológico contem uma letra para cada escala descrita acima(E/I, S/N,T/F, J/P), sendo que as duas letras centrais identificam as funções psíquicas(S/N e T/F), e estas representam as funções principal e auxiliar. Embora na representação do tipo tenhamos apenas duas funções psíquicas (S/N e T/F), as demais funções também estão implícitas em cada perfil, e representam as funções terciária e inferior.

Se a função principal é uma função de “percepção” (S ou N), a função auxiliar será de julgamento (T ou F) e vice-versa. A função principal carrega junto o foco de atitude, se extrovertido ou introvertido.

As funções terciária e inferior são funções pouco desenvolvidas. A terciária é o oposto da função auxiliar e a inferior é oposta à função principal.

A seguir, falarei sobre os pares compostos pelas funções psíquicas presentes em cada tipo, sua dinâmica interna, seus motivadores, e as atividades que são mais atraentes, qual é o tipo de demanda que respondem melhor, as combinações são:

–       ST – Sensação/Pensamento

–       SF – Sensação/Sentimento

–       NT – Intuição/Pensamento

–       NF – Intuição/Sentimento

Destacarei em cada combinação quais são os tipos psicológicos possíveis, sendo que cada um deles tem suas especificidades, mas serão destacadas apenas as suas características comuns.

 

ST – Sensação/Pensamento

Os tipos psicológicos que possuem essa combinação são: ESTJ, ESTP, ISTJ e ISTP.

Os tipos ST gostam de concentrar sua atenção em fatos e os analisam de forma impessoal. Possuem um senso de realização muito forte, e tendem a ser melhor aproveitados em atividades onde a praticidade seja necessária, são conhecidos como grandes gestores/administradores. Gostam de ver de seus projetos serem implementados, possuem uma aptidão forte para planejamento e sistematização de áreas e processos.

Possuem também um senso de justiça muito forte, tem um compromisso com a verdade e com a transparência.

De maneira estruturada poderíamos dizer que os tipos que possuem as funções ST tem as seguintes características:

–       Concentram-se em “fatos”;

–       Lidam com os fatos analisando-os objetivamente e considerando experiências anteriores;

–       São práticos e analíticos;

–       Gostam de exercer atividades que possam ser acompanhadas, medidas, avaliadas de maneira prática e precisa;

–       Encontram um propósito para seus interesses de forma a buscar conhecimentos técnicos sobre fatos e objetos;

–       As profissões mais afins seriam:

o   Ciências aplicadas (ciências que visam resolver o problema de forma prática, ex: matemática aplicada, física aplicada, tecnologia da informação, áreas de Pesquisa&Desenvolvimento, etc);

o   Negócios/Gestão;

o   Administração;

o   Serviços Financeiros;

o   Área jurídica;

o   Economia;

o   Produção;

o   Construção;

 

SF – Sensação/Sentimento

Os tipos psicológicos que possuem essa combinação são: ESFJ, ESFP, ISFJ e ISFP.

Os tipos SF também gostam de concentrar sua atenção em fatos, mas os analisam de forma a atender às necessidades das pessoas. Possuem um senso de realização, mas tendem a ser mais tolerantes e amigáveis. Gostam de profissões que possibilitem uma ajuda prática para outras pessoas, ou tenham uma interação direta com as pessoas, mas gostam de avaliar a contribuição que seu trabalho possibilita na vida dos envolvidos, e tendem de medir esse avanço de forma precisa.

De maneira estruturada poderíamos dizer que os tipos que possuem as funções ST tem as seguintes características:

–       Concentram-se em “fatos”;

–       Lidam com os fatos e como eles podem afetar/atender às necessidades das pessoas;

–       São práticos e compassivos;

–       Encontram um propósito para seus interesses de forma a buscar conhecimentos técnicos para trabalhar em prol das pessoas;

–       As profissões mais afins seriam:

o   Saúde (Médicos, enfermeiros, fisioterapeutas,paramédicos, etc);

o   Serviço social;

o   Serviços Comunitários;

o   Ensino;

o   Área comercial (Vendas);

o   Serviços de Suporte (atendimento à cliente, ouvidoria, suporte técnico);

o   Relações Públicas;

o   Educação Física;

 

NT – Intuição/Pensamento

Os tipos psicológicos que possuem essa combinação são: ENTJ, ENTP, INTJ e INTP.

Os tipos NT gostam de concentrar sua atenção nas possibilidades e no desenvolvimento de conceitos teóricos e técnicos. São lógicos e analíticos, e são conhecidos como visionários e estrategistas. Possuem um senso de inovação muito forte, e portanto, costumam ser inventores, empresários e empreendedores. Podem antecipar tendências de mercado/demanda, com isso, este perfil vai buscar profissões que dêem abertura para a implantação de mudanças.

De maneira estruturada poderíamos dizer que os tipos que possuem as funções NT tem as seguintes características:

–       Concentram-se em “possibilidades”;

–       Lidam com as possibilidades para desenvolver teorias e identificar tendências;

–       São lógicos e analíticos;

–       Encontram um propósito para seus interesses na busca de conhecimentos teóricos e técnicos;

–       As profissões mais afins seriam:

o   Ciências médicas (pesquisa);

o   Pesquisa;

o   Administração(planejamento estratégico);

o   Tecnologia(identificação de tendências, inovação, estratégia);

o   Direito;

o   Engenharia (pesquisa e inovação);

o   Economia(identificação de padrões mais complexos);

o   Publicidade e propaganda;

 

NF – Intuição/Sentimento

Os tipos psicológicos que possuem essa combinação são: ENFJ, ENFP, INFJ e INFP.

Os tipos NF gostam de concentrar sua atenção em possibilidades e os analisam de forma compreender as aspirações alheias. São entusiasmados e costumam ter muitos insights. Estão sempre voltados para o entendimento e a comunicação com o outro, exercendo fortemente a compaixão e a empatia. As atividades/profissões que mais os encantam são aquelas que podem contribuir de forma genuína com o bem estar do outro, sem contudo ter uma preocupação em medir esses avanços, e possuem um forte espírito de “servir”.

De maneira estruturada poderíamos dizer que os tipos que possuem as funções NF tem as seguintes características:

–       Concentram-se em “possibilidades”;

–       Lidam com as possibilidades para melhor entender e ser compreendido pelo outro;

–       São mais compassivos e tolerantes;

–       Encontram seu propósito quando conseguem desenvolver atividades que melhoram a vida do outro;

–       As profissões mais afins seriam:

o   Psicologia;

o   Recursos Humanos;

o   Ensino;

o   Literatura;

o   Teologia;

o   Aconselhamento;

o   Artes e Música;

o   Jornalismo;

o   Filosofia;

o   Saúde;

Esse texto não tem a intenção de ser uma tabela de profissões versus os tipos psicológicos, pois as profissões possuem grande amplitude de atuação, mas o que deve ser observado é o que cada combinação tem como foco, como fator motivador, pois este deve ser o caminho para se buscar profissões/funções/carreiras que darão mais prazer no seu exercício, e que exigirão um menor gasto de energia por aplicar as funções que são mais fortes em cada tipo, e nessa análise o coach pode ser um grande aliado para auxiliar o coachee na construção de um caminho mais promissor.

Com esse texto encerro a série de textos a respeito dos “tipos psicológicos”! Espero ter contribuído com o seu conhecimento a respeito dessa teoria, que a meu ver, pode ser um grande aliado no caminho do autoconhecimento e no processo de coaching!

Esse texto foi publicado na edição 14(julho/14) da Revista Coaching Brasil

Tipos Psicológicos: Julgamento ou Percepção

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Decisão ou experimentação? Estruturar ou adaptar? Finalizar ou descobrir? Onde você se identifica mais? O que é mais importante para você? Entendemos que o mundo precisa das duas abordagens, mas qual nos deixa mais à vontade? Se você é coach, como identificar que perfil é mais próximo do seu coachee? A resposta para essas perguntas pode estar relacionada com o tipo psicológico, entender essa preferência pode facilitar as diversas escolhas, e é muito importante trabalharmos o autoconhecimento, ou para entender nossos coachees, pois essa compreensão pode ser muito relevante na condução e no resultado do coaching.

Este texto encerra a explicação das quatro escalas que compõe o tipo psicológico de cada um, e caso não tenha lido os textos das edições anteriores, segue a explicação, na edição 8(janeiro/14) onde escrevi uma visão geral sobre a teoria de tipos criada pelo psiquiatra suiço Carl Gustav Jung(1875-1961), que é composta por quatro pares de opostos(quatro escalas):

–       Foco de Energia – determinado pela extroversão(E) quando o foco é no mundo externo, e pela introversão(I) quando o foco é no mundo interior(este tema foi descrito na edição 10 – março/14)

–       Funções Psíquicas de Percepção – determinam a forma como coletamos informações do mundo ao nosso redor, e pode ser através da sensação(S) quando utilizamos os 5 sentidos ou da intuição(N), quando utilizamos o 6o.sentido(este tema foi descrito na edição 11 – abril/14);

–       Funções Psíquicas de Julgamento – referente à forma como tomamos decisão, se através do pensamento(T) ou do sentimento(F) (este tema foi descrito na edição 12 – maio/14);

–       Estilo de Vida – determina qual é a função dominante e como você se relaciona com o mundo exterior, e pode ser identificado pelo julgamento(J) ou pela percepção(P) (serão detalhados a seguir);

O tipo psicológico contem uma letra de cada par descrito acima(E/I, S/N,T/F, J/P), sendo que as duas letras centrais do tipo representam as funções psíquicas(S/N e T/F), e representarão as funções principal e auxiliar, e o determinante nessa decisão é a escala de “estilo de vida”(J/P), que veremos a seguir. Embora o tipo psicológico tenha a representação de apenas duas funções psíquicas (S/N e T/F), as demais funções também estão implícitas em cada tipo, e representam as funções terciária e inferior.

Se a função principal é uma função de “percepção” (S ou N), a função auxiliar será de julgamento (T ou F) e vice-versa. A função principal carrega junto o foco de atitude, se extrovertido ou introvertido.

As funções terciária e inferior são funções pouco desenvolvidas. A terciária é o oposto da função auxiliar e a inferior é oposta à função principal.

Segundo Jung, a função inferior representa a “sombra”, o lado não desenvolvido. Embora seja a função menos familiar, merece destaque porque atua quando estamos estressados ou cansados, e podemos agir de modo irreconhecível causando estragos.

Essas combinações determinam os 16 tipos psicológicos, cada um com suas suas preferências, potencialidades e fortalezas, mas também, pontos a serem desenvolvidos.

Um dos propósitos da compreensão da tipologia, sua ou do seu coachee, é desenvolver um melhor equilíbrio entre as quatro funções, mas vale lembrar que sempre manteremos nossas preferências ao longo da vida.

A seguir falarei sobre a escala de “estilo de vida”, ou seja, falarei sobre o julgamento(J) e a percepção (P), que nos mostra como gostamos de interagir com o mundo exterior, e essa escala também tem o propósito de determinar qual são as sequências das nossas funções(principal, auxiliar, terciária e inferior).

Como é uma pessoa cujo estilo de vida é o julgamento? E a percepção? Como desenvolver melhor as potencialidades de cada estilo? Como a definição do estilo de vida determina as sequências das funções?

Como identificar uma pessoa do tipo julgamento?

  • Tem o foco na decisão;
  • Prefere uma vida mais planejada;
  • Gosta da previsibilidade;
  • Se sente compelido à resolver os problemas(os seus e os dos outros, quando consultado);
  • Sente prazer em concluir uma atividade/projeto;
  • Busca estar correto;
  • Prefere seguir uma agenda;
  • É objetivo e preciso;
  • Tende a ser mais rígido;
  • Tem foco na tarefa;

A melhor forma de abordar uma pessoa tipo julgamento é apresentando seu método de trabalho, de forma breve e concisa, destacando as tarefas a serem feitas, mostrando quais são os resultados esperados, cumprindo a agenda pré-estabelecida.

Ao longo do processo de coaching, lhe dê feedbacks específicos, pontuando os avanços conquistados, mas de forma muito concisa e objetiva.

Vamos agora às características da pessoa cujo estilo de vida é a percepção:

  • Tem o foco na busca por informações, é muito curioso;
  • Prefere uma vida mais flexível;
  • Possui forte poder de adaptação;
  • Se sente compelido à adiar as decisões, sempre com o intuito de buscar novas informações;
  • Sente prazer em iniciar algo novo até que a novidade se desgaste;
  • Busca estar antenado com o que acontece ao seu redor;
  • Tem dificuldade em seguir uma agenda, em gerir o tempo;
  • É flexível;
  • Tem prazer na mudança;
  • Tem foco no processo;

A melhor forma de abordar uma pessoa tipo percepção é fornecendo-lhe sempre novas informações, estimulando sua curiosidade. Deixe-o à vontade para esclarecer todos os “por quês” que lhe vêem à mente.

Quando tratar de um feedback enfatize os progressos observados nele, enfatizando o processo e as mudanças de comportamento já percebidos nele.

E como a definição do estilo de vida determina qual é a função principal, que consequente determinará a sequência das demais funções?

Esta escala nos mostra qual é a nossa preferência para lidar com o mundo exterior, e como vimos na edição de março, onde abordei o tema “extroversão e introversão”, a função principal da pessoa do tipo “extroversão” é a que interage com o mundo exterior e a escala J/P determinará diretamente a sua função principal, ou seja, se a função principal é do tipo “percepção”(S/N), caso tenha a letra “P” no final do tipo ou “julgamento” (T/F) caso tenha a letra “J”, e a partir dela se estabelece quais são as demais funções.

Vou exemplificar para facilitar o entendimento, se o tipo da pessoa é ESTJ, ela é uma pessoa do tipo “extrovertida”(E), portanto o estilo de vida é o “julgamento”(J), sendo assim, no tipo ESTJ a função principal será a de julgamento que é o “pensamento”(T), consequentemente a auxiliar será a “sensação”(S).

No caso do tipo ser ESTP teremos:

E – Extroversão

S – Sensação (função de percepção)

T – Pensamento (função de julgamento)

P – Percepção, determinando assim que a função principal será a “sensação” (S), logo a função auxiliar será o “pensamento”(T)

Com relação aos tipos “introvertidos”(I), a introversão acompanha a função principal, portanto, caberá à função auxiliar a interação com o mundo exterior, e esta será determinada pela escala J/P.

Exemplificando, se a pessoa é do tipo ISTJ, seu “estilo de vida”(J/P) determinará qual é a função auxiliar.

Exemplificando, no tipo ISTJ teremos:

I – Introversão

S – Sensação (função de percepção)

T – Pensamento (função de julgamento)

J – Julgamento, que no introvertido identifica a função auxiliar, no exemplo a função “pensamento”(T), o que implica que a função principal será a “Sensação” (S)

Portanto, o tipo ISTJ tem a função principal “sensação”(S) e auxiliar “pensamento”(T).

No tipo ISTP a função principal será o “pensamento”(T) e auxiliar “sensação”(S), conforme explicação:

I – Introversão

S – Sensação (função de percepção)

T – Pensamento (função de julgamento)

P – Percepção, identifica no introvertido que a função auxiliar será de percepção, no exemplo é a “sensação”(S), o que deriva que a função principal será o “pensamento” (T)

Ressalto que não existe um tipo melhor ou pior, pois como podemos observar o mundo precisa de pessoas decididas, com o foco em finalizar as tarefas e de pessoas curiosas, investigativas.

É importante enfatizar que ambos os tipos julgamento e percepção, como toda a teoria do Jung, possuem um lado luz e um lado sombra, ou seja, uma pessoa tipo julgamento, se não buscar desenvolver o seu poder de adaptação e sua flexibilidade, corre o risco de ser muito rígida e resistente à mudança.

Da mesma forma, a pessoa tipo percepção, se não trabalhar o julgamento, também corre o risco de ser uma pessoa com fraco poder de decisão, de concluir as tarefas, com dificuldade de gestão do tempo.

Com esse texto encerro a descrição das quatro escalas(E/I, S/N, T/F e J/P) contidas nos tipos psicológicos definidos na teoria do Carl Jung.

Na próxima edição falarei sobre a combinação das funções (S/N e T/F) e as carreiras ou atividades afins a cada uma delas, onde se sentem mais confortáveis, e consequentemente, onde poderão ter uma maior satisfação e maior produtividade! Até lá!

Esse texto foi publicado na edição de junho/14 da Revista Coaching Brasil

Tipos Psicológicos: Pensamento ou Sentimento

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Razão ou sensibilidade? Objetividade ou subjetividade? Justiça ou compaixão? O que faz mais sentido pra você? O que é mais importante? Entendemos que o mundo precisa das duas abordagens, mas qual nos deixa mais à vontade? Se você é coach, como identificar que perfil é mais próximo do seu coachee? A resposta para essas perguntas pode estar relacionada com o tipo psicológico, entender essa preferência pode facilitar as diversas escolhas, e é muito importante trabalharmos o autoconhecimento, ou para entender nossos coachees, pois essa compreensão pode ser muito relevante na condução e no resultado do coaching.

Na edição 8(janeiro/14) escrevi uma visão geral sobre a teoria de tipos criada pelo psiquiatra suiço Carl Gustav Jung(1875-1961), que é composta por quatro pares de opostos:

–       Foco de Energia – determinado pela extroversão(E) quando o foco é no mundo externo, e pela introversão(I) quando o foco é no mundo interior(este tema foi descrito na edição 10 – março/14)

–       Funções Psíquicas de Percepção – determinam a forma como coletamos informações do mundo ao nosso redor, e pode ser através da sensação(S) quando utilizamos os 5 sentidos ou da intuição(N), quando utilizamos o 6o.sentido(este tema foi descrito na edição 11 – abril/14);

–       Funções Psíquicas de Julgamento – referente à forma como tomamos decisão, se através do pensamento(T) ou do sentimento(F) (serão descritas a seguir);

–       Estilo de Vida – determina qual é a função dominante e como você se relaciona com o mundo exterior, e pode ser identificado pelo julgamento(J) ou pela percepção(P) (serão detalhados na edição 13(junho/14);

O tipo psicológico contem uma letra de cada par descrito acima(E/I, S/N,T/F, J/P), sendo que as duas letras centrais do tipo representam as funções psíquicas(S/N e T/F), e representarão as funções principal e auxiliar, e o determinante nessa decisão é a escala de “estilo de vida”(J/P), que detalharei na próxima edição. Embora o tipo psicológico tenha a representação de apenas duas funções, as demais funções também estão implícitas em cada tipo, e representam as funções terciária e inferior.

Se a função principal é uma função de “percepção” (S ou N), a função auxiliar será de julgamento (T ou F) e vice-versa. A função principal carrega em si o foco de atitude, se extrovertido ou introvertido.

As funções terciária e inferior são funções pouco desenvolvidas. A terciária é o oposto da função auxiliar e a inferior é oposta à função principal.

Segundo Jung, a função inferior representa a “sombra”, o lado não desenvolvido. Embora seja a função menos familiar, merece destaque porque atua quando estamos estressados ou cansados, e podemos agir de modo irreconhecível causando estragos.

Essas combinações determinam os 16 tipos psicológicos, cada um com suas suas preferências, potencialidades e fortalezas, mas também, pontos a serem desenvolvidos.

Um dos propósitos da compreensão da tipologia, sua ou do seu coachee, é desenvolver um melhor equilíbrio entre as quatro funções, mas vale lembrar que sempre manteremos nossas preferências ao longo da vida.

A seguir falarei sobre as funções psíquicas de “julgamento”, ou seja, falarei sobre o pensamento(T) e o sentimento (F), também conhecidas como “funções racionais”, e determinam como é o nosso processo de “tomada de decisão”.

Se você leu a edição passada, onde descrevi a sensação e a intuição, e não se reconheceu ou não reconheceu seu coachee totalmente, pode ser que a função principal, sua ou dele, seja pensamento ou sentimento.

Como é uma pessoa cuja função principal é o pensamento? E o sentimento? Como desenvolver melhor as potencialidades de cada função? Como trabalhar com o seu oposto? Caso a função dominante do meu coachee seja o pensamento ou o sentimento, qual a melhor forma de conduzir um processo de coaching?

Como identificar uma pessoa do tipo pensamento?

  • Tem o foco na tarefa;
  • Valoriza a lógica e a racionalidade;
  • É impessoal, mais focado nas coisas/tarefas, do que nas pessoas;
  • Rapidamente sabe os prós e contras do que lhe é apresentado;
  • Tem um compromisso com a verdade e a justiça;
  • Gosta de precisão, rapidez, decisão, com muita objetividade;
  • Capaz de organizar os fatos e as ideias em sequência lógica;
  • Orientado à resultados, não gostam de perder tempo com detalhes desnecessários;
  • Tende a ser mais crítico;
  • Seu lema é “seja breve e bem profissional”;

A melhor forma de abordar uma pessoa tipo pensamento é apresentando seu método de trabalho, de forma breve e concisa, fornecendo a lógica das etapas, oferecendo exemplos específicos e concretos, destacando as tarefas a serem feitas, mostrando quais são os ganhos que serão obtidos.

Ao longo do processo de coaching, lhe dê feedbacks específicos, pontuando os avanços conquistados, com exemplos claros e objetivos.

Como explicado anteriormente, se a pessoa tem a função principal pensamento, sua função inferior será o sentimento, portanto, é importante que busque desenvolver características dessa função para familiarizar-se com ela, e com isso proporcionar um melhor equilíbrio:

  • Estimule seu coachee a reconhecer suas próprias emoções e sentimentos;
  • Peça que observe os seus próprios limites, pois tende a colocar o mundo nas costas;
  • Sugira uma análise entre as críticas e os elogios que faz, se as críticas foram maiores, estimule-o a buscar um equilíbrio;
  • Proponha que se relacione com as pessoas e não com os cargos que ocupam;
  • Estimule-o a buscar a cooperação das pessoas e não o consentimento;
  • Sugira uma atividade física que privilegie a flexibilidade, seja yoga, pilates, alongamento, natação;
  • Proponha que veja ou tire fotos de pessoas, com diferentes feições, e tente identificar a emoção que está presente;
  • Estimule-o a fazer um curso de teatro, onde tenha que desempenhar diferentes papéis;

Vamos agora às características da pessoa cuja função principal é o sentimento:

  • Tem o foco nas relações;
  • Valoriza suas próprias crenças e valores;
  • Suas decisões são personalizadas, subjetivas;
  • Tende a buscar um consenso entre os envolvidos;
  • Tem um compromisso com a harmonia;
  • Gosta de contribuir com o bem estar das pessoas;
  • Tem forte habilidade no trato social;
  • É amigável, acha difícil ser conciso e objetivo;
  • Tende a ter mais compaixão;
  • Seu lema é “ajudar os outros”;

A melhor forma de abordar uma pessoa tipo sentimento é expor de forma ampla o seu método de trabalho, enfatizando as mudanças de comportamento que o coaching e o autoconhecimento promovem. Estimule-o com uso de exemplos ou experiências de outras pessoas, de forma a proporcionar uma agenda mais focada na melhoria dos relacionamentos e mudanças de atitude.

Quando tratar de um feedback enfatize os progressos observados nele, estimule-o a falar sobre suas próprias impressões e reações, nas mudanças de comportamento já percebidos por ele.

E como podemos ajudar uma pessoa com função principal sentimento a desenvolver a sua função pensamento?

  • Estimule-o a dar um feedback de forma racional e precisa;
  • Oriente-o observar os prós e contras, focando na tarefa a ser feita;
  • Incentive-o a ser mais sucinto nas suas interações, focando no tema a ser tratado;
  • Peça que observe que nem todas as pessoas com as quais se relaciona pode vir a ser seu amigo;
  • Proponha que tome uma decisão de negócio de forma objetiva, listando duas ou três opções para serem avaliadas(ex: custos, prazo, facilidade de implementação), dê peso a cada uma elas, e em seguida escolha a melhor pontuada;
  • Oriente-o a se posicionar perante uma situação, sobretudo quando sua opinião for divergente das demais pessoas;
  • Caso queira praticar uma atividade física, sugira que estabeleça um objetivo claro a ser cumprido(correr 5km, ½ maratona, etc.) e estruture um projeto de forma bem precisa, verificando todos os aspectos envolvidos (condicionamento físico, perda de peso, mudança na alimentação, etc.);

Ressalto que não existe um tipo melhor ou pior, pois como podemos observar o mundo precisa de pessoas racionais, que foquem sua mente na tarefa a ser cumprida, com objetividade e justiça, mas precisa também, de pessoas que busquem a harmonia, o consenso, a compaixão.

É importante enfatizar que ambos os tipos pensamento e sentimento, como toda a teoria do Jung, possuem um lado luz e um lado sombra, ou seja, uma pessoa tipo pensamento, se não buscar desenvolver o sentimento, corre o risco de ser muito rígida e impessoal, com ela e com os outros.

Da mesma forma, a pessoa tipo sentimento, se não trabalhar o pensamento, também corre o risco de ser uma pessoa com dificuldade de se posicionar, tomar decisão de forma objetiva e racional.

Enfim, estas são as principais características das pessoas do tipo pensamento(T)ou sentimento(F)! Na próxima edição falarei sobre o estilo de vida julgamento(J) e percepção(P)! Até lá!

Esse texto foi publicado na edição de maio/14 da Revista Coaching Brasil (www.revistacoachingbrasil.com.br) 

Tipos Psicológicos – Extroversão ou Introversão

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“Uma mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original”, esta frase do Albert Einstein define bem o processo de coaching e de autoconhecimento, pois é como uma nova janela que se abre e nunca mais veremos o mundo da mesma forma.

E uma das ferramentas que podemos utilizar nessa ampliação de consciência é a teoria dos “Tipos Psicológicos”, criada pelo psiquiatra suiço Carl Gustav Jung(1875-1961), muito útil do ponto de vista do coachee quanto do coach, pois de acordo com a tipologia do coachee, o coach poderá estabelecer uma abordagem adequada, além de identificar quais as potencialidades e quais pontos devem ser desenvolvidos com o coachee.

Existem alguns instrumentos no mercado que podem ser utilizados para  identificação da tipologia do coachee, entretanto, os mais confiáveis são pagos, embora o investimento não seja alto, nem todos tem acesso. Para ajudar, escreverei uma série de cinco textos explicativos a respeito, visando auxiliar o coach na identificação da tipologia do coachee.

Na edição de janeiro/2014 escrevi o texto “O ponto de vista de cada um”, explicando os princípios da teoria dos Tipos Psicológicos, mas vou resumir aqui para que entendam o que será tratado nesta e nas próximas quatro edições.

Primeiramente, Jung identificou uma diferença relativa a direção da energia da pessoa. Se a energia está dirigida às coisas ao redor, às outras pessoas, ao que ocorre no mundo exterior, esta pessoa é caracterizada como “extrovertida”(E).  Se, por outro lado, a energia está voltada para as próprias ideias, reflexões sobre o que ocorre no mundo interior essa pessoa é do tipo “introvertida”(I).

Dentro de cada grupo de extrovertidos e de introvertidos, Jung percebeu que existiam diferenças de posicionamento e atitudes entre as pessoas, para diferenciá-las identificou quatro “funções psíquicas” e as agrupou em dois pares de opostos:

Como PERCEBEMOS o mundo:

◦       Sensação (S)

◦       Intuição (N)

Como JULGAMOS o mundo:

◦       Pensamento (T)

◦       Sentimento (F)

O tipo psicológico é composto pelas quatro funções, entretanto, com pesos distintos de acordo com a frequência de atuação, identificadas como função dominante, auxiliar, terciária e inferior.

A determinação do tipo psicológico é feita pela composição das duas funções mais desenvolvidas, ou seja, a dominante e a auxiliar. Se a função dominante é uma função de “percepção”(S ou N), a função auxiliar será de julgamento(T ou F).

A função terciária é o oposto da função auxiliar e a inferior é oposta à função principal. O papel que cada função exerce tratarei nas duas próximas edições, quando detalharei as funções psíquicas.

Para identificar qual é a função dominante, temos a última escala que completa as quatro letras do tipo psicológico. Esta escala é conhecida como “Estilo de Vida”, cuja opções são “percepção”(P) ou “julgamento”(J).

A combinação do foco de energia (E ou I), com as quatro funções(S/N e T/F) e o estilo de vida determinam os 16 tipos psicológicos(ex: ENFP, ISTJ, ESTP, INFJ, etc)

Nesta edição detalharei a primeira escala_foco de energia, ou seja, as características dos extrovertidos(E) ou introvertidos(I). Esta atitude é atribuída à função dominante, ou seja, se o tipo da pessoa inicia com a letra “E”, ela terá a função dominante extrovertida, caso seja a letra “I” terá função dominante introvertida.

Nas próximas três edições falarei das demais escalas(S-N, T-F, J-P), e na quarta edição as combinações das funções psíquicas(ST/SF-NT/NF) e os impactos nas carreiras profissionais.

Depois da visão geral, vamos ao tema desta edição, ou seja, como identificar um extrovertido ou introvertido? Qual a abordagem adequada para essa pessoa? Como desenvolver o seu contraponto, de forma a buscar um equilíbrio?

Como identificar um extrovertido:

  • são falantes, em geral, falam antes e pensam depois. Caso a extroversão seja acentuada poderão ser mais impulsivos;
  • sociaveis e expressivos, gostam de se relacionar com o mundo ao redor, gostam de interagir com grupos;
  • seu enfoque é mudar o mundo;
  • apresentam interesses diversificados, são mais generalistas e estão sempre antenados com tudo que acontece;
  • são compreensíveis e acessíveis, tendem a dar feedbacks de maneira mais espontânea, aberta e frequente;
  • lidam bem com interrupções ou com ambientes movimentados e barulhentos;
  • gostam de interação, portanto, terão dificuldade em trabalhar muito tempo sozinhos;
  • gostam de variedades e de ação;

A melhor forma de abordar um extrovertido é, inicialmente, sendo um excelente ouvinte, pois ele tem forte necessidade de se expressar, de falar de si mesmo. Ao longo do processo de coaching, lhe dê feedbacks constantes, pois tende a duvidar do seu desempenho até que alguém o avalie, mesmo que tenha uma consciência da sua capacidade e competência, ele necessita desse reconhecimento.

Como podemos ajudar o extrovertido a desenvolver o seu lado introvertido, de forma a buscar um melhor equilíbrio?

  • Estimule seu coachee a “contar até 10” antes de agir, peça-lhe que reflita sobre suas idéias;
  • Em reuniões, peça-lhe que exercite o silêncio, sobretudo se for o responsável, senão corre o risco de monopolizar a atenção;
  • Incentive-o a praticar atividades que exijam concentração, tais como meditação, yoga, ou uma caminhada contemplativa;
  • Peça-lhe que aprofunde nos seus planos ou conceitos, até que esteja certo de ter observado todos os detalhes;
  • Oriente-o a deixar os outros falarem primeiro, mas peça-lhe que concentre no que está sendo dito, refletindo sobre o que foi falado antes de emitir a sua opinião;
  • Diga-lhe para passar um tempo sozinho e offline, caso o silêncio seja muito penoso, pode colocar uma música, e em seguida exercitar uma técnica de relaxamento ou pode fazer uma massagem relaxante, mas sem conversar com o massagista, apenas concentrando-se nas sensações proporcionadas pela massagem;
  • Sugira a ele que exercite a autoperceção sempre que possível, seja degustando uma comida diferente, observando os sabores existentes, ou vendo um filme atento às emoções despertadas, vendo fotos ou vídeos de viagem e relembrando as sensações daquele momento;

Vamos agora às características do introvertido:

  • são discretos, pensam primeiro e falam depois. Caso a introversão seja acentuada poderão ser muito tímidos;
  • exercitam suas ideias por meio da reflexão;
  • seu enfoque é entender o mundo;
  • apresentam interesses profundos, são mais especialistas, gostam de aprofundar nos conceitos, nas suas ideias;
  • são reservados e contidos, podem até falar muito, mas dificilmente falarão espontâneamente de si mesmo;
  • num processo de coaching, o coach é quem tem que pedir feedback, senão não saberá o que está se passando na cabeça dele;
  • gostam de ambientes reservados, silenciosos e sem interrupções;
  • gostam de trabalhar sozinhos;
  • tomam iniciativa quando a situação ou o problema é muito relevante para ele;

A melhor forma de abordar um introvertido é, inicialmente, expor sobre o processo do coaching, metodologia, conceitos, de forma a dar-lhe subsídios para sua reflexão. Ao longo do processo, estimule-o a dar feedbacks, inicialmente focando no processo em si, para deixá-lo mais confortável, e a medida que ele se sentir mais à vontade, poderá dar feedbacks a respeito de si mesmo. O introspectivo precisa ter confiança no coach, para que se sinta à vontade em compartilhar suas idéias e percepções. Caso o coachee tenha uma introspecção mais acentuada, poderá dar uma visão de ser impenetrável, e neste caso o coach terá que ser bem habilidoso para “ler o coachee” de outras formas, pela postura, expressões faciais, exercitando sua intuição, até que o coachee se sinta confortável para “baixar um pouco a guarda”.

E como podemos ajudar o introvertido a desenvolver o seu lado extrovertido?

  • Convide-o a ampliar o seu networking, almoçando com um novo contato a cada semana;
  • Estimule-o a pedir ajuda para completar um trabalho, mesmo que consiga fazê-lo sozinho;
  • Incentive-o a praticar atividades de lazer que envolvam outras pessoas;
  • Peça-lhe que interaja com os colegas de trabalho de maneira mais frequente;
  • Oriente-o a compartilhar suas ideias ou projetos com pessoas de sua confiança, e que possam fazer contribuições ou críticas;
  • Diga-lhe para reduzir o tempo que passa sozinho;
  • Sugira a ele que participe mais ativamente nas reuniões, emitindo suas opiniões e ideias;
  • Peça-lhe que se atualize sobre cultura geral, sem aprofundar nos temas, respondendo algo na linha do “principais assuntos da semana”.

Enfim, estas são as principais características a serem trabalhadas com os extrovertidos e introvertidos! Na próxima edição falarei sobre as funções psíquicas de percepção, a sensação(S) e intuição(N)! Até lá!

Este texto foi publicado na edição 10(março/14) da Revista Coaching Brasil

Imagem extraída de wildhairmedia

O ponto de vista de cada um

 

Ponto_de_vista

Quantas vezes você se viu numa discussão em que a outra pessoa não o compreendia? Ela contra-argumentava e você tinha dificuldade de entender? Quem será que estava com a razão?

Provavelmente os dois! Apenas estavam olhando a questão por perspectivas distintas, talvez por possuírem perfis psicológicos diferentes. Essas diferenças foram identificadas por Carl G.Jung(1875 – 1961), psiquiatra suíço, no livro “Tipos Psicológicos”, onde define que as pessoas podem ter formas muito distintas de perceber e julgar o que ocorre ao seu redor.

A compreensão do perfil psicológico pode ser muito rica, pois podemos tirar proveito das suas particularidades, potencializar o que tem de melhor, e valorizar as diferenças!

Esse entendimento também pode nos ajudar a direcionar a carreira, entender o que nos motiva e, inclusive, melhorar nossos relacionamentos.

Isso é música para seus ouvidos? Então vamos aos conceitos dos “tipos psicológicos” para que você entenda melhor os benefícios desse conhecimento.

Primeiramente, Jung identificou uma diferença relativa a direção da energia da pessoa. Se a energia está dirigida às coisas ao redor, às outras pessoas, ao que ocorre no mundo exterior, esta pessoa é caracterizada como “extrovertida” e representada pela letra “E”. Se, por outro lado, a energia está voltada para as próprias ideias, reflexões sobre o que ocorre no mundo interior essa pessoa é “introvertida” (I).

Dentro de cada grupo de extrovertidos e de introvertidos, Jung percebeu que existiam diferenças de posicionamento e atitudes entre as pessoas. Jung  identificou quatro “funções psíquicas” que diferenciavam esses indivíduos e as agrupou em dois pares de opostos:

Como PERCEBEMOS o mundo:

◦       Sensação (S)

◦       Intuição (N)

Como JULGAMOS o mundo:

◦       Pensamento (T)

◦       Sentimento (F)

As pessoas do tipo “Sensação” são pessoas mais detalhistas, que utilizam os cinco sentidos para coletar e analisar o que está ao seu redor, gostam de dados e fatos, são focadas no aqui e agora, são realizadoras. Por outro lado, as pessoas do tipo “Intuição” são pessoas que usam o seu sexto sentido, olham o todo, enxergam possibilidades, têm o foco no futuro, tendem a ser visionárias.

As pessoas do tipo “Pensamento” são as que julgam o mundo com objetividade, racionalidade, pragmatismo, em geral são excelentes administradores. Por fim, as pessoas do tipo “Sentimento” julgam a realidade através da subjetividade, algo é bom ou ruim segundo suas crenças e valores, seu foco é nas relações e na harmonia do ambiente, são atraídas por profissões focadas nas pessoas.

O tipo psicológico é composto pelas quatro funções, entretanto, com pesos distintos de acordo com a frequência de atuação, identificadas como função principal, auxiliar, terciária e inferior.

A determinação do tipo psicológico é feita pela composição das duas funções mais desenvolvidas, ou seja, a principal e a auxiliar. Se a função principal é uma função de “percepção” (S ou N), a função auxiliar será de julgamento (T ou F).

As funções terciária e inferior são funções pouco desenvolvidas. A terciária é o oposto da função auxiliar e a inferior é oposta à função principal. Por exemplo, se a função principal é pensamento, a função inferior será sentimento.

Segundo Jung, a função inferior representa a “sombra”, o lado não desenvolvido.  Embora seja a função menos familiar, merece destaque porque atua quando estamos estressados ou cansados. Nesses momentos podemos agir de modo irreconhecível e causar estragos. Justamente por isso, é importante trabalhar essa função.

A combinação do foco de energia (E ou I) com as quatro funções determinam os 16 tipos psicológicos. Cada um desses perfis possui potencialidades e fortalezas, mas também, pontos a serem desenvolvidos.

Para que se entenda a dinâmica dos tipos, imagine que um destro precise escrever o próprio nome. Com a mão direita, a tarefa será executada facilmente. Mas se for solicitado que ele faça o mesmo com a mão esquerda, terá que pensar como segurar a caneta, como se posicionar. Enfim, vai gastar mais tempo e a caligrafia não será a mesma. Assim é o nosso tipo psicológico. As funções dominantes (principal e auxiliar) representam a nossa preferência, a mão direita dos destros, e as funções terciária e inferior representam a “mão esquerda”.

Por isso o  autoconhecimento é tão importante. Ele torna possível explorar tudo que as funções dominantes oferecem e ampliar o monitoramento das demais funções para que as fraquezas sejam minimizadas.

A compreensão do tipo psicológico é muito útil na escolha, desenvolvimento ou mudança de carreira. Graças a ela, podemos optar por caminhos mais confortáveis, mais afins ao nosso tipo psicológico e, com isso, desempenharemos nossas tarefas com maior satisfação, prazer e desenvoltura.

Por exemplo, uma pessoa tipo Sensacão-Pensamento é um realizador, tem um senso prático forte. Ela pode ser um empreendedor de sucesso, um alto executivo orientado a resultados. Mas, se estiver trabalhando com algo abstrato, conceitual, cujos resultados não sejam mensuráveis, isso exigirá dela um esforço hercúleo.

Enfim, se agirmos com sabedoria seguiremos os ensinamentos de Confúcio: “trabalhe com aquilo que gosta e não terá que trabalhar um dia sequer”.

Este texto foi publicado na Revista Coaching Brasil edição Janeiro/14 (www.revistacoachingbrasil.com.br ) , e estou compartilhando com vocês! Caso queiram mais informações podem entrar em contato comigo através do email lucianava@uol.com.br 

O que tem por trás de um rótulo?

rotulos

Eu ontem fiquei fora de casa o dia todo e, à noite dei uma olhada nas notícias e me deparei com um trecho do seriado de TV Malhação que me chamou a atenção, pois tratava-se de uma gravação onde cada aluno tinha que ir pra frente da câmera e dizer todos os rótulos com os quais ele era identificado e ao final dizia a frase “ Eu sou mais que um rótulo!”.

Os adjetivos utilizados pelos alunos eram muito semelhantes ao que nós comumente rotulamos ou somos rotulados, e é claro com uma carga reducionista e preconceituosa, na maioria das vezes.

E, como eu escrevi na semana passada sobre os “Tipos Psicológicos”, baseados na teoria do Jung, achei prudente falar sobre rótulos! Não foi com o intuito de rotular ou reduzir as pessoas que o Jung desenvolveu essa teoria, muito pelo contrário, foi com o intuito de conhecer e descobrir potencialidades, o que precisa ser desenvolvido e trabalhado para equilibrar as várias funções psíquicas ao longo da vida.

Os “Tipos Psicológicos” são interessantes para que possamos mergulhar no nosso interior  e descobrir quais atitudes nos são mais próximas e, com as quais nos sentimos mais à vontade. Mas, o mais importante é confrontar e poder desenvolver as atitudes com as quais nos sentimos mais “desajeitadas” ou “inseguras”, pois esse é o grande desafio! Isso é autoconhecimento!

O autoconhecimento é maravilhoso, nos proporciona um crescimento, uma ampliação de consciência que é fantástica! Por outro lado, exige esforço, e muitas vezes é verdadeiramente difícil confrontar com o que temos de mais sombrio! Mas, essa descoberta é libertadora!

Eu tenho muito receio de rótulos, pois eles nem sempre são construtivos, mesmo sendo adjetivos positivos, pois eles podem esconder potencialidades mais amplas e que são simplificadas! E claro que, quando se trata de rótulos negativos a situação é ainda mais grave, pois pode limitar ainda mais uma pessoa, chegando a ser uma condenação!

Tem muita gente que quando recebe um rótulo se sente desafiado a contestá-lo, mas existe uma grande parcela que se resigna com o rótulo e faz tudo na vida para reforçá-lo e confirmá-lo, sem procurar desenvolver outras habilidades e competências.

Um outro aspecto que acho importante ressaltar é que podemos rotular o outro, mas esse rótulo pode significar muito mais uma característica nossa do que do outro, pois uma das formas do autoconhecimento acontecer é através da projeção que fazemos de nós mesmos nos outros!

Jung dizia: “Tudo o que nos irrita nos outros pode nos levar a um conhecimento de nós mesmos”.

E podemos  nos irritar com atitudes positivas ou negativas do outro! Quantas vezes não falamos ou ouvimos alguém dizer “Fulano é bom demais!” e isso ser caracterizado como um demérito ao “Fulano”?

Nesse ponto eu questiono, será que o que vemos nos outros não é na verdade uma projeção do que somos? E pelo fato de não querermos ser assim rejeitamos o outro?

E eu queria ampliar essa discussão e, para tanto, queria deixar em aberto uma questão:

O que mais te irrita nas outras pessoas?

Se quiser pode escrever nos comentários a sua resposta ou podemos continuar essa conversa por email, e para tanto, é só enviar uma mensagem para lucianava@uol.com.br com o titulo Blog.

O nosso jeito de ver o mundo – Tipos Psicológicos

Assim é (Se lhe parece)”, titulo de uma peça de Luigi Pirandello, serve muito bem para o tema que quero escrever hoje, pois assim como na peça, existem várias maneiras de se enxergar ou analisar a realidade que se apresenta.

Embora tenhamos a tendência de acreditar que apenas a nossa forma de ver um determinado fato ou situação é a correta, não é bem assim; dependendo de algumas características individuais podemos perceber, julgar ou analisar os fatos de maneiras diversas.

Certamente você já viveu momentos onde vê uma situação de uma forma e a outra pessoa ao seu lado enxerga completamente diferente! Ou então, você já sentiu ou conviveu com pessoas que tem uma percepção aguçada, um “sexto sentido” de que algo vai dar certo ou vai dar errado? E ainda pode ter aquela pessoa que vai te relatar um cenário ou uma história e o faz com uma riqueza de detalhes impressionante! Tem também aquela pessoa que, sempre faz uma análise lógica e prática dos fatos que se apresentam, sem contar as que são muito emotivas e choram com facilidade vendo um filme ou escutando uma história.

Pois é… Essa variedade de personalidades pode ser explicada através do livro “Tipos Psicológicos”, fruto de estudo de mais de 20 anos e publicado em 1921, por Carl Gustav Jung, médico psiquiatra e fundador da psicologia analítica ou psicologia junguiana, onde mostra que a peculiaridade de cada um nos faz enxergar coisas de modo diferente, desenvolvendo opiniões e percepções dos fatos e da realidade totalmente diversas.

Afinal, quais são e como se diferenciam esses “Tipos Psicológicos”? O conhecimento a respeito desse tema tem qual serventia pra mim?

Inicialmente, Jung identificou que existem pessoas que colocam o foco e a sua energia no mundo, nas outras pessoas, nos objetos que estão fora, e essas pessoas são definidas como “extrovertidas”, e as pessoas que colocam o foco mais nas suas próprias idéias, nas suas reflexões internas, são definidas como “introvertidas”.

Embora, não queira dizer que sejamos sempre uma coisa ou outra, pois existem situações que mesmo um introvertido pode se posicionar como um extrovertido ou vice-versa. Mas, existe uma situação onde a pessoa se sente mais à vontade, onde funcionará o seu “piloto automático”.

Jung percebeu ainda que, existiam diferenças de posicionamento e atitudes mesmo entre as pessoas introvertidas e, ocorria a mesma coisa com as pessoas extrovertidas, e para diferenciá-las ele identificou “ 4 Funções Psíquicas”, sendo que elas são agrupadas em duplas:

  • Forma como PERCEBEMOS a realidade:
    • Sensação
    • Intuição
  • Forma como JULGAMOS a realidade:
    • Pensamento
    • Sentimento

As pessoas que percebem o mundo pela Sensação são as pessoas mais detalhistas, que utilizam os 5 sentidos para analisar o que está acontecendo ao seu redor, utilizam informações concretas, dados e fatos para entender a realidade, e são focadas no aqui e agora, no momento presente.

Já as pessoas do tipo Intuição são pessoas que percebem as coisas que estão no ar, tem pressentimentos de que algo vai bem ou mal, são mais abertas às novas possibilidades, e tem um olhar mais no futuro, em geral são pessoas visionárias.

As pessoas do tipo Pensamento são as que julgam o mundo através do intelecto, da objetividade, se fixam na lógica dos fatos.

E as pessoas do tipo Sentimento são as que julgam a realidade através dos seus valores pessoais, para elas algo é bom ou ruim segundo suas crenças, tem um foco maior nas relações e nos sentimentos envolvidos.

Em geral temos sempre 2 funções que são as mais desenvolvidas, sendo que uma é a função principal e a outra é a secundária auxiliar, o contra-ponto da secundária auxiliar será a terceira auxiliar e, a função oposta à principal é a função inferior (sombra), aquela com a qual temos a menor familiaridade.

Essas 4 funções podem ser combinadas com a introversão ou a extroversão.

No exemplo acima, temos a função Pensamento como dominante, então a função inferior será o Sentimento (que é o seu contra-ponto), e neste caso essa pessoa poderá ter dificuldade de lidar com as relações, com o sistema de crenças das outras pessoas, e também pode não se sentir à vontade para lidar com os próprios sentimentos.

Ainda conforme a figura acima, identificamos que a pessoa tem a função Intuição como segunda função auxiliar, ou seja, essa pessoa trabalha com a dinâmica e a objetividade dos fatos (função principal Pensamento), entretanto, tem também uma percepção aguçada, vê oportunidades onde outras pessoas podem não enxergar. Uma pessoa do tipo Pensamento-Intuição é uma pessoa que terá grandes chances de ser um empreendedor de sucesso, um executivo de alto escalão, uma pessoa que descobre novas oportunidades de negócio.

E, nesse ponto chegamos à 2a.questão que coloquei lá no início do texto: o conhecimento a respeito desse tema tem qual serventia pra mim?

Em primeiro lugar e, acredito o mais importante, é o autoconhecimento! Conhecer melhor quais são as suas funções dominantes pode inclusive auxiliá-lo na sua vida, nas suas relações com o mundo e na sua carreira profissional, pois poderá entender onde está a sua motivação, qual atividade que faz o seu “olho brilhar” de satisfação.

E quando aprofundamos nesse conhecimento identificamos o que precisamos desenvolver, aprimorar, e sabemos com o que temos que tomar cuidado, pois em situações estressantes a função que irá predominar será a  função inferior, e não estando bem trabalhada, funcionará como uma armadilha, e pode acontecer o que identificamos como sendo “o Fulano estava sob pressão e meteu os pés pelas mãos”!

Um outro ponto que julgo ser importante nesse conhecimento é que não estamos sozinhos nesse mundo, nos relacionamentos constantemente com as outras pessoas, e muitos dos conflitos que surgem nas relações, podem ter a sua origem na diferença de tipologia.

Por exemplo, uma pessoa que tem a função principal Sensação se relacionando com uma pessoa cuja função principal é a Intuição, poderá ter conflitos e dificuldades de relacionamento, pois uma vai querer informações, indicadores, dados concretos de que algo está acontecendo aqui e agora, enquanto a outra estará baseando a sua análise dos fatos em percepções, em pressentimentos, em coisas que não podem ser traduzidas em dados.

Num processo terapêutico por exemplo, o fato do terapeuta conhecer a tipologia do cliente é muito bom, pois a linguagem a ser utilizada será aquela que o cliente entende, funcionará como uma “porta de entrada”, ou seja, o terapeuta e o cliente estarão “falando a mesma língua”!

Um terapeuta Junguiano geralmente identifica a tipologia do seu cliente no decorrer das sessões, e poderá ajudá-lo a trabalhar as várias funções.

Pois o Jung ressalta, nós podemos mudar ao longo da nossa vida a nossa tipologia, seja através do autoconhecimento ou também das diversas situações que vivemos, e o ideal é que possamos desenvolver todas as funções ao longo da vida, buscando assim, um equilíbrio entre elas.

Existem hoje no mercado vários instrumentos que se propõe a fazer essa identificação, os mais conhecidos são o MBTI, o Insights Discovery e o Quati, são testes pagos que são utilizados por muitas empresas no entendimento e desenvolvimento das equipes.

Caso você tenha curiosidade de saber qual á a sua tipologia, poderá responder gratuitamente um questionário muito simplificado através do site http://inspiira.org/ e, caso queira responder o MBTI pode entrar em contato comigo através do email lucianava@uol.com.br

Se tiver interesse em entender com mais profundidade esse tema os artigos contidos nos links abaixo poderão auxiliá-lo:

http://www.jung-rj.com.br/artigos/tipos_psicologicos.htm

http://psicologia-cgjung.blogspot.com.br/2010/04/os-tipos-psicologicos.html

E, para que fique em paz, lembre-se que um mesmo fato pode conter sim várias realidades, e parafraseando novamente o Pirandello, “assim é se lhe parece”!